08.08.16

Sulgás puxa a fila da privatização nos Pampas

 O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, está decidido a privatizar a Sulgás, no âmbito do programa de renegociação das dívidas estaduais com a União. Por ora, o assunto é cuidadosamente tratado a portas fechadas no Palácio Piratini. Além da negociação com o BNDES, responsável por estruturar a venda das estatais, a operação depende ainda uma articulação política razoavelmente intrincada: a venda da distribuidora de gás precisa ser autorizada pela Assembleia Legislativa. Cálculos preliminares do próprio governo gaúcho indicam que a Sulgás está avaliada em aproximadamente R$ 600 milhões. Significa dizer que o Tesouro gaúcho poderá arrecadar até R$ 300 milhões com a alienação da sua participação de 51% na Sulgás.  José Ivo Sartori sabem muito bem onde o calo fiscal lhe aperta. O Rio Grande do Sul carrega a quarta maior dívida entre as unidades federativas, na casa dos R$ 53 bilhões. Para asfixiar ainda mais as contas públicas, o déficit do estado projetado para 2016 já beira os R$ 7 bilhões. Por isso, Sartori vai usar de todo o seu poder político para garantir o apoio do Legislativo à privatização da Sulgás. O que está em jogo, neste caso, não é apenas a venda da distribuidora de gás. A aprovação da Assembleia deverá abrir as portas para outras privatizações que estão no radar do governo gaúcho, como a da empresa de saneamento Corsan e, sobretudo, a da distribuidora de energia CEEE. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:  Governo do RS.

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