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A mudança no comando do Conselho da CPFL, anunciada ontem, é vista no mercado como um sinal de unificação da estratégia de negócios da empresa e da sua acionista controladora, a State Grid, no Brasil. Essa interpretação vem, sobretudo, do nome escolhido para a posição de chairman: Sun Peng, CEO da State Grid no país. Controlada e controladora seguirão como empresas independentes, pero no mucho. A tendência é que ambas passem a desenvolver negócios conjuntos, explorando ainda mais suas sinergias em geração, transmissão e distribuição. Uma das possibilidades seria a State Grid replicar no Brasil algo similar ao seu modelo de smart city usado na China — com a integração de iluminação, recarga, dados e redes 5G —, usando o braço de distribuição da CPFL como plataforma de serviços urbanos. Há ainda um investimento fulcral que vem sendo desenvolvido debaixo do guarda-chuva da CPFL Energia: a produção de hidrogênio verde. A empresa já tem um projeto piloto em parceria com a fabricante de cimentos Mizu.
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