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Governo
O funcionalismo público, por vezes, é o principal detrator da sua imagem. Seja lá entre pobres ou ricos. Um exemplo de como ele joga contra si próprio foi dado na manhã do último sábado, no hangar da Líder Taxi Aéreo, no Rio de Janeiro, nas proximidades do Aeroporto do Galeão. Donos de jatos, indo para as mais diversas e distantes paragens, se enfileiravam na sala que antecedia a fiscalização da bagagem de mão pela Receita Federal. A agente da Polícia Federal, também presente na mesma sala, esperava, com a expressão de que não era com ela. Perguntados onde se encontravam os agentes da Receita, os funcionários da Líder confidenciaram, com certo temor, que eles estavam dormindo e pediram para não ser chamados de madrugada. Ou seja, já sabiam que haveria algum atraso devido à prática da soneca. Um dos empresários, mais irritado, esbravejava contra a situação. O funcionário da Líder, então, falou baixinho: “Não adianta, meu patrão! Eles dormem sempre”. Com atraso, pouco tempo depois algum daqueles jatos, todos tinindo de tão lustrados, estaria sobrevoando as comunidades do Rio. Quem sabe aquela que assistiu à ação sanguinolenta do Bope.
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