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27.05.20

Paulo Guedes repete placebo do governo Dilma

Com ou sem pandemia, a desoneração da folha, prestes a ser prorrogada pela Câmara até dezembro de 2022, sempre foi uma obsessão de Paulo Guedes. No entanto, não obstante a lógica da proposta, não há qualquer garantia de que ela atingirá seu maior propósito: gerar empregos. Faltam contrapartidas para a concessão do benefício, leia-se a obrigatoriedade das empresas em expandir ou mesmo manter postos de trabalho.

Há dúvidas se os empregadores se valem da redução dos encargos para criar empregos ou aumentar suas margens de lucro. Portanto, é grande o risco de Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia repetirem o fracasso do governo Dilma. A então presidente adotou a desoneração da folha para 56 setores da economia – e não apenas 17, como agora -, com resultados pífios.

Nesse intervalo, de acordo com dados da Receita, a renúncia fiscal decorrente da medida foi da ordem de R$ 77,9 bilhões. Mas, segundo estudo do Ipea, não houve diferenças significativas, em termos de abertura de empregos, entre as empresas beneficiadas com o programa e aquelas que ficaram de fora. Fica a pergunta: por que Paulo Guedes não se concentra em estender o auxílio emergência, que é dinheiro na veia do consumidor e tem retorno de emprego assegurado?

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