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A recuperação judicial e a consequente renegociação de R$ 300 milhões em dívidas financeiras prometem ser a parte menos espinhosa da reestruturação da Bombril. Ao menos a julgar pelo andamento das tratativas com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para a repactuação de um passivo tributário superior a R$ 2,3 bilhões. O que circula no mercado é que as conversas se arrastam há mais de cinco meses, sem avanços significativos. A PGFN tem adotado uma postura mais rígida à mesa de negociações em função da natureza dos débitos. Parte da dívida com o Fisco é atribuída a remessas ilegais de recursos para o exterior. A companhia foi alvo de investigação por suposta evasão de dívidas de 1996 a 2001 – na ocasião, os valores aventados chegaram a US$ 1,3 bilhão. O empresário Ronaldo Sampaio Ferreira, controlador da Bombril, nega peremptoriamente as acusações. As dívidas fiscais são atribuídas à gestão do italiano Sergio Cragnotti, dono da companhia entre 1988 e 2006.
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