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O RR antecipa os números da “balança comercial” do contrabando de cigarros, que serão divulgados nesta semana e, como de hábito, propalados aos quatros ventos pelos lobistas da Souza Cruz. O market share da clandestinidade subiu três pontos percentuais em 2018: o produto ilegal correspondeu a 57% de todos os maços consumidos no país, contra 54% no ano anterior. Desses, mais de 50% vieram do lugar de costume: o Paraguai, sempre ao lado da Souza Cruz como os dois grandes inimigos do pulmão do brasileiro. Destaque para as marcas Gift e Eight, esta última fabricada pela Tabacalera Tabesa. Trata-se da empresa do ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes, suspeito de ser colíder da organização criminosa chefiada pelo doleiro Dario Messer. Mas esse é outro assunto. Ou não.
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