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05.12.17

O alto preço de um presidente da República

O financiamento eleitoral em 2018, notadamente na disputa à Presidência da República, é, desde já, motivo de preocupação multi-partidária. O custo para se chegar ao Palácio do Planalto promete ser o mais alto da história, com um agravante: será a primeira eleição para presidente sem doação de pessoas jurídicas – para não falar do esperado grau de vigilância da Justiça sobre o vai e vem do dinheiro. Segundo o RR apurou, PT e PSDB, os dois partidos hegemônicos nas últimas seis eleições presidenciais, já projetam gastos de mais de R$ 400 milhões cada um. Para efeito de comparação, trata-se de uma cifra 25% superior às despesas da campanha de Dilma Rousseff declaradas ao TSE em 2014 – R$ 318 milhões. O aumento se deve, em grande parte, ao crescente e estratégico uso das redes sociais. O ambiente digital promete ser uma explosiva trincheira de batalha, seja pelo seu alcance e poder de influência, seja por se tratar de um território propício para o trabalho de desconstrução de adversários. De acordo com informações filtradas do PT, os marqueteiros do partido estimam que o desembolso apenas para impulsionar a campanha presidencial no Facebook será da ordem de R$ 20 milhões. Este, ressalte-se, pode ser considerado o “custo Lula”. Alavancar um candidato com menos recall – caso de qualquer outro nome – custará ainda mais.

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