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22.01.19

JAC busca um acostamento para Habib

A JAC Motors estaria em busca de um novo copiloto no Brasil. Por copiloto leia-se um substituto para Sergio Habib, sócio e representante da marca no país. Trata-se de uma manobra contratualmente complexa: a rescisão unilateral do acordo prevê pesadas multas de parte a parte. Os asiáticos, no entanto, temem que as derrapagens financeiras do empresário contaminem a reputação da JAC e dificultem seus planos de expansão no mercado brasileiro. Em novembro de 2018, o Grupo SHC, controlado por Habib, entrou com pedido de recuperação judicial com uma dívida superior a R$ 500 milhões. Os chineses têm dúvidas quanto à capacidade financeira do empresário de seguir no banco do carona da JAC e acompanhá-la no projeto de expansão da sua rede de distribuição. Hoje, os asiáticos estão umbilicalmente ligados a Habib: das 25 concessionárias no Brasil, 17 pertencem ao Grupo SHC. Não é de hoje que a JAC Motors trafega ao lado de Sergio Habib com o pisca-alerta ligado, por conta de episódios polêmicos protagonizados pelo empresário. Em 2017, o governo da Bahia denunciou Habib a autoridades chinesas. Em 2012, ele assinou um acordo comprometendo-se a construir uma fábrica da JAC. Em contrapartida, teria se beneficiado com cerca de R$ 200 milhões em créditos de ICMS. A fábrica ficou no papel.

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