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24.11.16

A hora da verdade para as empreiteiras da segunda divisão

As empreiteiras do time reserva estão esperando com apreensão a segunda onda de delações e acordos de leniência. São empresas de menor porte, tais como C.R. Almeida, Barbosa Mello e Metropolitana, que vivem a dramática expectativa de serem incluídas nas denúncias de propina. O medo se justifica por todos os motivos. Mesmo que não tenham nada a ver com qualquer dos casos de corrupção citados, basta que o nome da companhia seja mencionado para que haja restrições ao pagamento de obras em curso e à participação em novas licitações. O risco de a Lava Jato atingir essas empresas tem sido discutido no governo, que conta com as empreiteiras emergentes para participarem de maneira consorciada nas PPPs, ou mesmo em associação com as gigantes chineses, dando o tempero nacional nas obras de construção pesada.

 O governo também considera que as empresas menores poderiam assumir, em associação ou individualmente, algumas das empreiteiras de maior porte em recuperação judicial. A preocupação é a mesma: evitar que todos os planos para o setor sejam dependentes do capital estrangeiro. A Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) vem mantendo reuniões com empresários e autoridades buscando discutir medidas profiláticas. A entidade mais ativa, contudo, é o Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo (Sinicesp), que tem procurado, inclusive, articular uma pequena reserva de mercado para as empreiteiras estaduais.

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