05.06.17

Exército faz pente fino na fronteira com a Venezuela

As Forças Armadas estão reforçando o sistema de vigilância e patrulhamento do chamado Arco Norte, mais precisamente na divisa com a Venezuela. As medidas incluem o deslocamento de tropas e de oficiais mais experientes para a região. Há uma crescente preocupação da área de Defesa com o acirramento dos conflitos contra o governo de Nicolás Maduro e seus possíveis riscos para a segurança do lado de cá da fronteira, notadamente no que diz respeito a atividades do crime organizado.

As Forças Armadas intensificaram o monitoramento e o controle da região com o objetivo principal de evitar que facções criminosas se aproveitem do fluxo desordenado de refugiados para infiltrar drogas e armas pesadas no território brasileiro. Calcula-se que, de dezembro para cá, cerca de 30 mil venezuelanos tenham entrado no Brasil via Roraima. Existe uma apreensão, em especial, quanto à possibilidade de desvio e tráfico de armamentos do próprio Exército venezuelano para o Brasil.

Os quartéis do país vizinho guardam aproximadamente cinco mil mísseis IGLA, fabricados na Rússia. São lançadores portáteis – podem ser manuseados por única pessoa – com alcance de até cinco quilômetros. Trata-se de um equipamento bastante cobiçado por traficantes de drogas: o míssil é capaz de abater aeronaves de pequeno porte, como helicópteros.

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