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03.09.18

Embargo russo sangra os frigoríficos brasileiros

A convicção de que o governo Temer acabou faz tempo se espalha também pelo setor agropecuário. O embargo da Rússia à carne brasileira, que já entrou no nono mês, está deixando um dramático rastro de demissões sem qualquer sinal de solução do Ministério da Agricultura e do Itamaraty para o impasse. Segundo o RR apurou, números que circulam na própria Pasta da Agricultura indicam que os frigoríficos já abateram quase três mil postos de trabalho em decorrência direta da suspensão dos embarques para a Rússia. O problema tende a se agravar consideravelmente se não houver um acordo com o governo russo no curto prazo. O setor já calcula que os cortes deverão duplicar até o fim do ano, em razão do efeito cascata que a queda das exportações tem sobre o preço dos produtos no próprio mercado interno e consequentemente sobre a rentabilidade das empresas. No segmento de carnes suínas, a situação é ainda mais dramática: produtores já operam com margens negativas de 20%. De acordo com um empresário do setor ouvido pelo RR, o ministro Blairo Maggi manteve uma série de contatos com grandes grupos frigoríficos ao longo da última semana. Segundo a mesma fonte, Maggi acenou com a resolução do imbróglio bilateral ainda em setembro. Trata-se da mesma promessa que vem sendo refogada mês atrás de mês.

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