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22.12.16

É tempo de conveniente paz entre os sócios da Santos Brasil

A queda no volume total de embarques e o endividamento elevado que estão sucateando os terminais de contêineres – especialmente no Porto de Santos, conforme o RR registrou na já longínqua edição de 28 de dezembro do ano passado – têm pacificado os sócios do mega terminal Santos Brasil. Como se sabe, Daniel Dantas e Richard Klien se odeiam. Mas a oportunidade de consolidação do setor faz milagres. Segundo a fonte do RR, o nome mais falado entre os sócios da Santos Brasil é o da Embraport, mais precisamente a participação da Odebrecht no terminal (67%).

No meio do rolo viria o Dubai Ports World, sócio da Odebrecht na Embraport. Muitas combinações são possíveis, mas a mais falada seria a compra compartilhada da parte baiana do terminal pelos árabes, que detêm 33%), e por Daniel Dantas e Richard Klien. A dupla do barulho ficaria minoritária na Embraport e a Dubai Ports World na Santos Brasil. A fusão ficaria para um segundo momento. Ou não. Os dois portos juntos aniquilariam com qualquer possibilidade de outro grupo ousar a tentar superá-los em escala na movimentação de contêineres, alcançando 3,2 milhões de TEUs.

Um verdadeiro pantagruel de cargas marítimas. Procurada, a Santos Brasil negou o interesse na Embraport. Esta, por sua vez, afirmou desconhecer qualquer tratativa. Está feito o registro. O interstício da guerra entre Richard Klien e seu irmão Andreas com Daniel Dantas não interrompe o andamento da segunda disputa dos sócios em tribunal de arbitragem para ver quem expulsa quem do negócio. Recentemente, no que foi interpretado por muitos como um pequeno sinal de trégua entre ambos, Dantas e Klien concordaram com a migração da Santos Brasil para o Novo Mercado da Bovespa, consumada em agosto. Mas que ninguém se engane: naquele trecho de litoral estão os Bálcãs portuários no Brasil.

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