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A Bombril ganhou um fôlego com a aprovação do plano de recuperação judicial, anunciada na semana passada. Mas o verdadeiro teste de resistência da companhia está previsto para Brasília. Trata-se da dura negociação com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A fabricante de produtos de limpeza comandada pelo empresário Ronaldo Sampaio Ferreira busca um acordo para a renegociação de aproximadamente R$ 2,3 bilhões em dívidas tributárias. Para se ter uma ideia do quanto essa palha de aço é áspera, o valor equivale a quase oito vezes o total das dívidas incluídas na recuperação judicial, em torno de R$ 330 milhões – entre os maiores credores, estão Itaú, Daycoval e Santander. Sem um acordo com a receita, a RJ, per si, terá um efeito limitado para a reestruturação da companhia. Será como tentar tirar gordura de um prato apenas com água. Sampaio Ferreira joga a responsabilidade pela dívida com o Fisco no colo da italiana Cirio, de Sergio Cragnotti, que controlou a Bombril entre 1997 e 2006, quando o empresário retomou a empresa. Paralelamente à complexa renegociação da dívida, outro desafio da companhia é resgatar a confiança do mercado. A Bombril tornou-se uma caixa preta: não publica balanço desde dezembro do ano passado. Nos últimos 12 meses, sua ação acumula queda de quase 40%. O RR fez contato com a empresa, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
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