26.06.18

BC dá linha nos swaps e segura reservas cambiais de olho na eleições

O Banco Central está pronto para superar a venda de US$ 115 bilhões de swaps cambiais, realizada na gestão anterior, de Alexandre Tombini. Até agora, já foram ofertados US$ 43 bilhões de swaps. Com os dólares das reservas, contudo, as vendas serão aconta-gotas. Segundo uma fonte do RR, o BC se dispõe informalmente a leiloar até US$ 10 bilhões das reservas cambiais, sempre com compromisso de recompra.

A combinação é brandir o porrete com os swaps e calibrar o mercado com os leilões de linha, podendo aumentar um pouco este último, caso haja uma pressão para a venda. Por enquanto, os sinais em relação à demanda por dólar a vista estão confusos. No leilão de linha de ontem, o BC esperava ter uma procura maior pelos US$ 3 bilhões colocados à disposição do mercado. Vendeu somente US$ 500 milhões, ou seja, 17% do total.

A impressão é que os investidores e empresas que buscavam dólares para remeter ao exterior fugiram. Ou, então, apostam em uma alta do dólar, na próxima reunião do Copom. De qualquer forma, há uma expectativa de um mercado pressionado devido ao andamento da disputa eleitoral. As reservas cambiais fecharam em US$ 382 bilhões, na última sexta-feira. Mesmo com essa montanha de dólares e a possibilidade teórica de usar os swaps cambiais em valor acima das reservas, o BC tem medo de que o país sofra um ataque especulativo. Basta que Ciro Gomes suba nas pesquisas e insista no discurso de desapropriação das áreas vendidas do pré-sal para que os abutres do mercado de derivativos façam o dólar subir para patamares inéditos.

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