03.04.18

A nova missão de Raul Jungmann?

Imagine se Raul Jungmann, recém-saído do PPS após 26 anos, estivesse de malas prontas para se aninhar no MDB, atendendo a um pedido do próprio Michel Temer… E se o pernambucano Jungmann trocasse não só de partido, mas de província, tornando-se um retirante eleitoral rumo ao “Sul Maravilha”. Suponha que nessa travessia um dos ministros mais importantes e leais de Temer deixasse a Pasta  da Segurança Pública para cumprir um múnus ainda maior e, na atual circunstância, intrinsicamente ligado ao cargo que ocupa: disputar a eleição para o governo do Rio. Que outro candidato teria tamanha legitimidade e conhecimento de causa para evocar a agenda da segurança pública?

Quem se não o ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública teria maior autoridade para prometer o aumento dos investimentos na área e defender a permanência das forças militares no estado? Quem poderia cruzar o estado, visitar comunidades, posar ao lado das tropas do Exército fardado de “governador interventor” se não Jungmann? Talvez o eleitor fluminense, num arroubo bairrista, rejeitasse um forasteiro; talvez o fato de não ser uma das lideranças políticas do estado, quase todas enlameadas, se tornasse outro de seus handicaps.

Talvez Jungmann viesse a suprir uma vacância no próprio MDB do Rio, destroçado pela Lava Jato – curiosamente, em sua carta de despedida do PPS, o ministro fez menção a sua passagem pelo antigo MDB nos tempos de “resistência democrática”. Ficção? Realidade? O dia 6 de abril, prazo limite para a desincompatibilização de cargos públicos e mudança de domicílio eleitoral, tem a resposta para alguns dos enigmas de 7 de outubro.

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