27.02.19
ED. 6064

Lama de Brumadinho atinge os 51 mil trabalhadores da Vale

A tragédia de Brumadinho trouxe uma angústia adicional para os funcionários da Vale. Um mês se passou e até o momento o presidente da empresa, Fabio Schvartsman, e demais executivos mantêm silêncio e não se pronunciam se os trabalhadores terão direito à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em 2020. Antes do acidente, que deixou mais de 180 mortos, a mineradora apresentou aos 51 mil funcionários uma proposta de sete salários referentes ao PLR de 2019. A rigor, o pagamento se dará (ou daria) apenas em março de 2020. No entanto, tradicionalmente o valor é fixado com um ano de antecedência. A base de cálculo considera um gatilho financeiro – 50% do Ebitda. Os 12 sindicatos representantes dos trabalhadores da Vale chegaram a realizar assembleias no mês passado e aprovaram a proposta. Agora, os funcionários vivem incertezas decorrentes de um problema que não causaram. Com a suspensão das atividades de produção em Minas Gerais, o rendimento dos empregados da empresa poderá cair um terço em 2020, caso a Vale não aceite renegociar o acordo de PLR. A julgar pelo passado, tudo indica que a mineradora será duplamente reincidente. A empresa não pagou o adicional relativo a 2015. Não por coincidência, o ano da tragédia de Mariana.

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