06.09.18
ED. 5948

Gerdau quer distância da Venezuela

Os Gerdau também querem “fugir” da Venezuela. Segundo o RR apurou, o grupo está em busca de um comprador para a Sizuca, usina localizada na região de Ciudad Ojeda. Não vai ser fácil atravessar essa fronteira. A Gerdau já teria recebido sondagens de investidores locais, mas os valores aventados não chegariam sequer perto dos US$ 90 milhões que pagou pelo ativo no já longínquo ano de 2007. A queda reflete a depreciação tanto da usina quanto, sobretudo, da própria Venezuela. Sob os mais variados aspectos, a Sizuca é hoje uma nódoa na cartografia de negócios da Gerdau na América do Sul. Com capacidade para produzir cerca de 300 mil toneladas por ano, a fábrica de aços longos é considerada obsoleta e tem acumulado prejuízos. Sofre também com a grave crise política e institucional venezuelana e a forte retração econômica do país, com grave impacto sobre o setor de construção civil. Em tempo: trata-se da segunda vez que o plano global de desmobilização de ativos da Gerdau passa pela América do Sul – no ano passado, a companhia vendeu uma produtora de aços longos no Chile.

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