16.07.19
ED. 6157

“Foro de Brasília” é uma missão à espera do “03”

A possível indicação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada do Brasil em Washington é apenas parte da girândola de planos de Jair Bolsonaro para a área de relações exteriores. Segundo um estrategista palaciano, há um obsessivo projeto de construção de um arco com a direita internacional que vai além da eventual ida do “03” para os EUA. Na verdade, o papel que está destinado a Eduardo seria a coordenação de uma espécie de “Foro de Brasília”, como o nome pode sugerir um antípoda do satanizado Foro de São Paulo. O deputado passaria a ter formalmente a responsabilidade de conduzir as relações entre o governo brasileiro e o espectro de lideranças da direita mundial, que vai de Donald Trump a Recep Erdogan, na Turquia, passando por Matteo Salvini, na Itália, e Viktor Orbán, na Hungria. Dentro dessa lógica, o determinante é a missão que será dada a Eduardo Bolsonaro e não necessariamente sua posição geográfica. Tanto que a nomeação para a Embaixada em Washington é apenas uma face da moeda que rodopia sobre a mesa de Jair Bolsonaro. De acordo com a fonte do RR, outra hipótese aventada pelo presidente é a ida de Eduardo para o Palácio do Planalto, projeto que chegou a ser cogitado no passado recente – ver RR edição de 23 de abril. Neste caso, o deputado seria uma espécie de Marco Aurélio Garcia com sinal ideológico trocado, em alusão ao assessor especial da Presidência na era PT. E o “Foro de Brasília” seria oficializado dentro da sede do governo. Discípulo de Olavo de Carvalho, Eduardo capturaria de vez o Itamaraty, carregando as Relações Exteriores para o lado do gabinete da Presidência e criando um novo bunker para “olavistas” dentro da estrutura de poder.

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