24.03.17
ED. 5585

Esclarecimentos relevantes sobre matéria do Postalis

A matéria intitulada “Postalis encontra mais uma carta-bomba em sua contabilidade”, publicada na edição de 21 de março, merece uma série de esclarecimentos. O RR mantém a essência da reportagem, ou seja, o fundo de pensão dos Correios reconheceu em balanço o prejuízo de R$ 65,662 milhões decorrente da compra de títulos da Galileo Educacional. Há, no entanto, contradições, causadas em grande parte pelas diferentes terminologias. Na matéria, o RR noticiou que o Postalis estava prestes a fazer a baixa contábil do investimento.

De acordo com a fonte da informação, a provisão realizada pelo fundo no balanço de 2014 não se constituía em um writeoff, não podendo, portanto, ser considerada como o reconhecimento definitivo da perda do valor aplicado. Ou seja: “provisão” e “baixa contábil” seriam procedimentos distintos. No entanto, o Postalis procurou o RR para esclarecer que o “valor de R$ 65 milhões foi integralmente reconhecido no balanço como resultado negativo de investimentos em 2014” e, segundo a instrução no 34 da Secretaria de Previdência Complementar, o título está marcado a zero. Ou seja: a fundação fez, sim, a baixa contábil do investimento nos títulos da Galileo, em 2014.

O RR cometeu dois equívocos: um na edição da matéria; outro, mais grave, devido à apuração insuficiente de uma informação passada de maneira irresponsável por uma fonte da newsletter. A primeira falha foi ter trocado as bolas em meio ao fechamento da reportagem. O RR disse que o Postalis não havia se pronunciado sobre o assunto. Não é verdade. Foi um engano nosso. O Postalis respondeu, sim, em e-mail enviado no dia 15 de março, às 18h27. E o RR contemplou todas as informações oficialmente dadas pela entidade em seu posicionamento.

Com relação à diferença de cifras sobre o valor que o Postalis teria a receber referente à remuneração dos títulos da Galileo, registramos aqui a correção. Segundo a fundação, não foram “mais de R$ 100 milhões, contando os juros”. “O valor correto a receber, contados os juros até janeiro de 2017, seria de R$ 90 milhões.” O RR faz a ressalva de que, no e-mail enviado pela assessoria do Postalis no dia 15 de março, não consta qualquer correção à cifra de R$ 100 milhões mencionada pela newsletter em mensagem anterior, de 13h39, pedindo a confirmação de números.

O RR, no entanto, se penitencia especialmente por uma informação errada que consta da matéria. Diferentemente do que foi publicado, o presidente do Postalis, André Motta, não era diretor de investimentos da entidade em 2011, quando o fundo de pensão comprou os títulos da Galileo Educacional. Segundo esclarecimento da fundação, “O atual presidente do Postalis iniciou sua gestão no Instituto em abril de 2013, à época, como diretor de Seguridade, muito depois da data mencionada (2011) e dos aportes realizados no investimento.” Comunicamos, também, que a fonte responsável por esses lamentáveis fatos está automaticamente excluída do rol de centenas de colaboradores da publicação.

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