04.11.15
ED. 5240

Embratur é um turista com dinheiro contado

 A Embratur está tomada pelo desânimo. Nos corredores da estatal já se fala até na possibilidade de Vinicius Lummertz, que assumiu a presidência da empresa há apenas cinco meses, pegar seu boné e deixar o cargo. O motivo é a estiagem financeira da companhia. A menos de nove meses da Olimpíada do Rio, a Embratur ainda não teria fechado uma sé- rie de ações e eventos relacionados aos Jogos. Entre os projetos em atraso estaria a realização de uma ampla campanha de marketing no exterior com o objetivo não apenas de aumentar o fluxo de turistas no Rio como estimular a circulação por outras cidades do país durante a Olimpíada. Estima-se que a empreitada não saia por menos de US$ 20 milhões. Consultada, a Embratur negou atrasos nas ações referentes à Olimpíada e garante que veiculará uma “campanha publicitária nos mercados externos em 2016”. A empresa disse ainda desconhecer a possibilidade de saída de Vinicius Lummertz.  O fato é que o Ministério do Turismo foi um dos mais afetados pelos cortes no orçamento da União. O total de recursos previsto para este ano caiu de R$ 1,8 bilhão para R$ 476 milhões. Até o momento, no entanto, a Pasta só teria recebido algo em torno de R$ 70 milhões. Para 2016, está prevista mais uma redução. O orçamento elaborado pelo governo prevê um dispêndio da ordem de R$ 350 milhões.

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