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Planos
04.09.19
ED. 6193

Agronegócio se une para impedir que o Cerrado seja a nova Amazônia

O Ministério da Agricultura e grandes grupos do agronegócio estão  se unindo para evitar que a tentativa de colonização da Amazônia se repita em outro importante bioma brasileiro. Há uma mobilização para rechaçar a pressão internacional pela assinatura da “Moratória da Soja do Cerrado”. Trata-se de uma extensão do pacto firmado em 2006 por meio do qual as empresas signatárias se comprometeram a não comprar soja cultivada em áreas desmatadas.

Entidades da área ambiental e corporações internacionais de diferentes setores, que vão do McDonald ́s à Unilever, passando por Walmart e Tesco, cobram das tradings agrícolas um acordo similar para a aquisição de grãos produzidos na Região Centro-Oeste e no cinturão conhecido como “Mapitoba” (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia). A imposição encontra uma forte resistência, que junta a ministra Tereza Cristina, os ruralistas e os grandes grupos que atuam na originação e na exportação da soja. Todos são ferrenhamente contra a “Moratória”. A avaliação é que o Cerrado não precisa de tal proteção, uma vez que as condições de preservação do bioma local seriam incomparavelmente melhores do que na Amazônia.

Além disso, há um receio de que uma iniciativa como esta coloque risco a economicidade da região responsável por mais de metade da produção brasileira de soja. No entendimento das autoridades do setor e da cadeia do agribusiness, em vez de funcionar como um atestado de boas práticas ambientais, a simples assinatura da “Moratória” já seria vista como uma mácula para o agronegócio do Cerrado, uma confissão ao mundo de que há problemas de maior dimensão na preservação do bioma local. O alarido em torno do Cerrado tende a crescer, no rastro do desvario que cerca a questão da Amazônia.

Além disso, recente estudo produzido por pesquisadores do Brasil, Estados Unidos, Áustria, França e Bélgica aumentou o frenesi em relação à região. Segundo o trabalho, publicado recentemente na revista Science Advances, sem a “Moratória da Soja no Cerrado”, cerca de 3,6 milhões de hectares de vegetação nativa da região serão devastados e transformados em área de cultivo de grãos ao longo dos próximos trinta anos. A ministra Tereza Cristina tem um papel fundamental neste enredo, não apenas como uma barreira às pressões externas, mas também como um algodão entre cristais no próprio agronegócio.

Vide o episódio recente protagonizado pela Cargill. Embora totalmente alinhada aos ruralistas contra a “Moratória do Cerrado”, a empresa causou polêmica recentemente ao anunciar a doação de US$ 30 milhões para a preservação da região. Acabou atiçando ONGs e entidades internacionais que se aproveitaram do fato para questionar as condições ambientais do bioma. A reação interna foi dura. Em um manifesto público, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja recusou a “ajuda”, afirmando “não encontrar motivos que justifiquem a decisão”. Disse não haver qualquer ameaça ao bioma da região. A ministra Tereza Cristina interce- deu e evitou que o episódio ganhasse maior proporção.

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04.09.19
ED. 6193

Zema dá de ombros ao Partido Novo

Com uma só canetada, Romeu Zema provocou forte descontentamento na sua equipe econômica e no Partido Novo. O motivo foi a nomeação do deputado Bilac Pinto (DEM) como responsável pelas negociações para a adesão de Minas Gerais ao programa de recuperação fiscal do governo federal. A medida subtrai poderes do secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, que até então conduzia as tratativas com o ministro Paulo Guedes. Barbosa, ex-secretário de Fazenda do Rio, é um nome caro ao Partido Novo. Foi indicado para o cargo pela sigla, mais precisamente pelo ex-BC Gustavo Franco. Outro fator amplifica a insatisfação do partido: a nomeação de Bilac Pinto leva para dentro da gestão Zema uma fragrância de Aécio Neves. O deputado foi secretário de Ciência e Tecnologia de Minas na gestão do tucano.

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04.09.19
ED. 6193

“MP das armas”

Empresas de transporte de valores pressionam o Ministério da Justiça e autoridades do setor aéreo a autorizarem procedimentos mais rígidos de segurança nos aeroportos. A principal reivindicação é o uso de armamentos pesados em terminais de carga – hoje, as normas oscilam de aeroporto para aeroporto. Uma das líderes do lobby da pólvora é a Brink ́s. Em julho, 720 quilos de ouro sob responsabilidade da empresa foram roubados em Guarulhos.

Em tempo: o setor conta com a escolta do ex-senador e agora consultor Eunício de Oliveira. O emedebista é do ramo. Recentemente, vendeu uma transportadora de valores, a Transfederal, para a espanhola Prosegur.

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Em sua recente viagem a Pequim, no início de agosto, Henrique Meirelles conversou amiúde com representantes da China Communications Construction Company. Voltou convicto de que o grupo disputará a privatização do Rodoanel de São Paulo. A desestatização de quase mil quilômetros do arco rodoviário deverá ocorrer no início de 2020. O investimento gira em torno de R$ 10 bilhões.

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04.09.19
ED. 6193

Gestão on demand

Não será por falta de alinhamento com o governo que Celso Moretti, presidente interino da Embrapa, deixará de ser efetivado no cargo. Moretti tem dado celeridade a temas de profundo interesse da ministra da Agricultura, Teresa Cristina, que estavam congelados na gestão de seu antecessor, Sebastião Barbosa. Há estudos avançados para a estatal cobrar royalties por suas pesquisas e tratativas para a montagem de um colar de startups. E o que mais Teresa Cristina quiser, Moretti providencia.

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04.09.19
ED. 6193

Tiro pela culatra

O governador Wilson Witzel foi aconselhado por assessores próximos a suspender sua “campanha presidencial” e cessar os ataques a Jair Bolsonaro. No momento em que o Rio de Janeiro costura com o governo federal um acordo para adiar, por dois anos, a retomada do pagamento da dívida junto à União, as críticas ao Capitão são um “tiro na cabecinha” do próprio Witzel.

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04.09.19
ED. 6193

Endereço certo

Em conversas com o círculo palaciano sobre STF, Jair Bolsonaro tem feito rasgados elogios ao juiz Marcelo Bretas. A mensagem parece feita sob medida para chegar aos ouvidos de Sergio Moro.

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04.09.19
ED. 6193

Risco, sem controle

O PP, de Ciro Nogueira, fez chegar ao general Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, uma relação com três nomes para a diretoria de controle e risco do Banco do Nordeste. A lista deve ir para o fundo da gaveta. Risco mesmo é aceitar uma indicação de Nogueira.

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04.09.19
ED. 6193

Luiza vai à bolsa

O Magazine Luiza estuda uma nova oferta de ações, em 2020. Os recursos dariam impulso à expansão da empresa no e-commerce. O investimento mais agudo foi a recente aquisição do Netshoes, por US$ 115 milhões.

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04.09.19
ED. 6193

Ponto final

Procurados, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Magazine Luiza e CCCC.

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