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Planos
30.08.19
ED. 6190

Argentina opõe ideológicos e pragmáticos do governo Bolsonaro

Há uma divisão no governo Bolsonaro em relação à Argentina, leia-se a maneira como o Capitão deve conduzir a agenda diplomática vis-à-vis a eleição presidencial de outubro no país vizinho. Uma parte do núcleo duro da gestão defende que Jair Bolsonaro precipite acordos bilaterais, ainda que a iniciativa venha a ser interpretada como uma manifestação de apoio à reeleição de Mauricio Macri. Despontam nesse grupo Eduardo Bolsonaro, principal condutor da política externa do governo, e o ministro Ernesto Araújo, na prática a segunda voz no Itamaraty.

Eles pregam que Bolsonaro deve, sim, manter a viagem a Buenos Aires que vem sendo preparada pelo Ministério das Relações Exteriores. Programada para outubro – não por coincidência pouco antes das eleições presidenciais argentinas do dia 27 – a visita teria como objetivo a assinatura do acordo para a construção de uma hidrelétrica binacional. Trata-se da primeira das duas usinas contempladas no Tratado de Aproveitamento Hídrico firmado entre os dois países em 1980. Os estudos para a instalação das duas geradoras foram iniciados em 1972, atravessaram quatro décadas e acabaram suspensos em 2015, pelo governo Dilma.

Não é difícil imaginar, desde já, o tom do discurso de Bolsonaro, dizendo que esse e outros investimentos conjuntos estão sob risco caso a “esquerdalha”, leia-se a chapa Alberto Fernández/Cristina Kirchner, ganhe as eleições. Do lado oposto está o Ministério da Economia, favorável a uma postura mais contida de Bolsonaro em relação à Argentina. Esta corrente é personificada, sobretudo, por Marcos Troyjo, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais da Pasta. Troyjo não deixa de ser um adepto da “diplomacia ideológica”, mas, neste caso, age por puro pragmatismo. A batalha eleitoral na Argentina é vista como caso perdido.

As prévias indicaram que, salvo uma virada histórica de Macri, Fernández e Cristina estarão na Casa Rosada a partir de 2020. O que o governo Bolsonaro ganhará anatematizando o futuro presidente do terceiro maior parceiro comercial do Brasil? Por esta linha de raciocínio, a viagem do presidente a Buenos Aires e a consequente “ideologização” do acordo na área de energia trariam mais ônus do que bônus – ainda que as motivações para a campanha pró-Macri sejam perfeitamente compreendidas na Pasta da Economia. A julgar pelas últimas declarações de Jair Bolsonaro, a ala da “diplomacia do embate”, liderada por Eduardo Bolsonaro, vai prevalecer.

No Twitter, Bolsonaro publicou recentemente que “com o possível retorno da turma do Foro de São Paulo, agora o povo saca, em massa, seu dinheiro dos bancos. É a Argentina, pelo populismo, cada vez mais próxima da Venezuela”. Pouco depois, Eduardo também mandou o recado na rede social: “Nós que estamos aqui de fora olhando o que está acontecendo com a Argentina nem acreditamos. Mas ainda creio que a Argentina não naufragará em outubro”.

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30.08.19
ED. 6190

Lava Jato pisa na soleira do TCU

O RR apurou que o acordo de delação do advogado Tiago Cedraz Oliveira com o MPF já está sobre a mesa do ministro Edson Fachin, a quem caberá homologar ou não a confissão. Tiago poderá empurrar a Lava Jato para dentro do Tribunal de Contas da União. O delator é filho de Aroldo Cedraz, ministro da Corte, e sempre teve acesso privilegiado a outros membros do Tribunal. Pesa sobre os Cedraz a acusação de ter recebido propina da UTC entre 2012 e 2014 para interferir em processos de interesse da empreiteira no TCU.

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30.08.19
ED. 6190

Apertem os cintos, a Cultura sumiu

O Brasil poderá dar no show na 8ª Reunião Interamericana de ministros da Cultura, que será promovida pela OEA nos dias 19 e 20 de setembro, em Barbados. Como o Minc foi extinto, o país seria representado pelo secretário de Cultura, Henrique Pires. Contudo, ele renunciou na semana passada. Se o governo Bolsonaro não indicar a tempo, há o risco de o país não enviar representantes para o fórum, que elegerá a Comissão Interamericana de Cultura.

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30.08.19
ED. 6190

O dilema da CBTU

O governo ainda hesita em relação ao modelo de venda da CBTU, uma das 17 privatizações previstas no PPI. Investidores do setor têm demonstrado inapetência diante do esquartejamento da empresa por cidades. Na CBTU há filé mignon, como a operação de trens urbanos de Belo Horizonte, e carne de pescoço, como os deficitários sistemas ferroviários de Natal e João Pessoa.

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30.08.19
ED. 6190

Conexões?

Além do Atacadão, a Prefeitura de São Paulo e o Ministério Público têm fortes indícios de que outras redes varejistas pagaram propina a fiscais para comprar alvarás de funcionamento de lojas. Corta a cena: não custa lembrar que, em junho, a matriz do Walmart firmou acordo com o departamento de Justiça dos Estados Unidos. Aceitou pagar uma multa de US$ 282 milhões para encerrar investigações de corrupção em quatro países, entre os quais o Brasil, sem tornar pública a natureza do delito.

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30.08.19
ED. 6190

O menor dos males de Ceciliano

Uma denúncia a menos sobre os ombros de André Ceciliano (PT), sucessor de Jorge Picciani na presidência da Alerj. O Órgão Especial do Tribunal de Justiça absolveu o deputado, por unanimidade, da acusação de ter deliberadamente anexado documentos falsos à Lei de Diretrizes Orçamentárias de Paracambi na época em que era prefeito do município. Trata-se de um problema relativamente pequeno se comparado a outros enfrentados por Ceciliano. O parlamentar está na lista de movimentações suspeitas do antigo Coaf, ao lado, entre outros, de Flavio Bolsonaro. Três assessores do deputado teriam movimentado cerca de R$ 45 milhões entre 2011 e 2017.

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30.08.19
ED. 6190

Cabo eleitoral às avessas

A sucessão do Cade é um bom termômetro do momento de palidez de Sergio Moro no governo. Foram duas tentativas em branco de indicar um conselheiro para o órgão. Primeiro, o procurador do Paraná Vinicius Klein; depois a advogada Amanda Athayde Linhares, chefe do gabinete do MPF junto ao próprio Cade.

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30.08.19
ED. 6190

Menu geoeconômico

O Salic, fundo ligado à família real da Arábia Saudita, está montando um cinturão da proteína no Mercosul. Acionista da Minerva Foods, vai entrar com uma forte participação no IPO da Athena Foods, subsidiária da empresa no Chile.

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30.08.19
ED. 6190

A conferir

“Isso é invenção do Gilberto Kassab, que devia estar sem assunto em algum jantar”. Frase de ACM Neto a um senador da República, fonte do RR, que lhe perguntou sobre a possibilidade de fusão do DEM com o PSD.

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30.08.19
ED. 6190

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Walmart e Salic.

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