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Planos
13.08.19
ED. 6177

JBS prepara um banquete no maior silêncio

Mesmo para quem enxerga apenas os notórios contratempos da JBS, não há como negar que a empresa se tornou o maior colosso empresarial do país. A JBS venceu, playboy! O ano de 2019 promete ser o melhor da sua história.O grupo vai romper a barreira dos R$ 200 bilhões em faturamento – contra R$ 182 bilhões em 2018 –, consolidando-se como a maior receita entre as companhias privadas não-financeiras do Brasil. A emblemática cifra deverá ser celebrada com a extinção de todas as pendências junto às autoridades norte-americanas. Segundo o RR apurou, a JBS USA, responsável por mais de 80% do faturamento do grupo, estaria em negociações avançadas para fechar ainda neste ano um acordo com o Departamento de Justiça norte-americano (DOJ).

Guardadas as devidas proporções, o imprimatur do DOJ funciona como uma leniência, um atestado de que a empresa está quite com a legislação local. Com a vantagem de que, ao contrário do Brasil, todos os processos e eventuais punições ficam concentrados em um único órgão. O acordo com o Departamento de Justiça é a peça que falta para o grande salto do conglomerado: o tão aguardado IPO da JBS USA nos Estados Unidos. A operação deverá ocorrer no primeiro trimestre de 2020. O timing seria feito sob medida para evitar qualquer tipo de entrave junto ao BNDES, sócio do grupo.

A rigor, no entendimento dos acionistas controladores da JBS, a oferta de capital do braço norte-americano não precisaria da anuência do banco. No entanto, o atual acordo de acionistas da empresa – firmado em 2009 e renovado automaticamente em 2014 – vence no dia 22 de dezembro deste ano. Uma série de circunstâncias no mercado internacional conspira para o crescimento dos resultados da JBS. As vendas para os Estados Unidos vão de vento em popa com o impulso da economia local – o PIB norte-americano subiu 3,1% no primeiro trimestre. A companhia surfa também no surto da chamada febre africana que afeta as criações de porcos na China. A doença já dizimou mais de 10% dos animais no país asiático, detentor do maior rebanho suíno do mundo.

Na esteira da moléstia, há previsões de que o preço da carne de porco no mercado chinês deverá subir até 70% neste ano. A JBS ganha duas vezes. Além do efeito direto, com o crescimento dos embarques de carne de porco para a China, a companhia tem feito um banquete devido ao aumento do consumo de carne de boi no país asiático para compensar a queda na oferta de suínos. Nos primeiros quatro meses do ano, a subsidiária da JBS na Austrália ampliou em quase 80% as exportações de produtos de origem bovina para o mercado chinês. A JBS tem anticorpos naturais que lhe permitiram, do ponto de vista do business, passar praticamente incólume aos momentos mais conturbados da sua história recente. Ao contrário das empreiteiras, a empresa não foi atingida no plexo pela Lava Jato. É a vantagem de não ter o Estado brasileiro como cliente.

Seu mercado é o mundo. Desta forma, mesmo com os efeitos da Operação sobre seus acionistas controladores, a companhia conseguiu caminhar a latere. A título de comparação, se a Lava Jato atingisse a Vale, o efeito seria o mesmo da JBS. Apesar de todas as controvérsias e da instrumentalização política em torno dos aportes do BNDES, a participação na JBS é, com o perdão do trocadilho, o filé mignon da carteira da BNDESPar e, consequentemente, do já anunciado plano de desmobilização de ativos da instituição. Em 2007, quando o banco fez a primeira injeção de capital na empresa, a ação estava em R$ 7. Hoje, é negociada na casa dos R$ 28. Nesse intervalo, houve um natural período de queda pelos motivos mais do que óbvios, mas, nos últimos 12 meses, o papel acumula uma alta de 223%. Significa dizer que só nesse espaço de tempo o valor da participação do BNDES saltou de R$ 5 bilhões para mais de R$ 16 bilhões. Se houvesse uma simetria da Lava Jato, nivelando o impacto da operação sobre todos os cavalos vencedores, a JBS não seria a única a mostrar a potência da big company nacional. Faltou pensar no bem do Brasil, com maior amplitude.

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13.08.19
ED. 6177

Um sinal de vida na hotelaria carioca

Um monumento de concreto à falência do Rio poderá renascer das cinzas. Segundo uma fonte envolvida na operação, a GJP, holding hoteleira do empresário Guilherme Paulus, está em negociações para a compra do prédio do antigo Hotel Nacional. As gestões seriam conduzidas por intermédio do Credit Suisse. O imóvel pertence ao empresário goiano Marcelo Limírio. Consultada, a GJP diz “desconhecer a informação”. No entanto, de acordo com a mesma fonte, a empresa já teria, inclusive, iniciado o processo de due diligence. O projeto da GJP envolveria a instalação de um hotel no conceito de multipropriedade, com a negociação fracionada dos quartos entre diversos investidores. O icônico imóvel em formato cilíndrico, encravado no bairro de São Conrado, na Zona Sul, vive uma longa sina desde o fechamento do Hotel Nacional, em 1995. Já passou pelas mãos do “Papa-tudo” Arthur Falk e do grupo hoteleiro espanhol Meliá.

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13.08.19
ED. 6177

Privatização da CEB começa a sair do papel

A privatização da CEB – a Companhia Energética de Brasília – começa hoje. Segundo fonte do governo do Distrito Federal, autoridades locais terão a primeira reunião de trabalho com o BNDES para alinhavar o modelo de venda.

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O Conselho dos Procuradores-Gerais de Justiça e o Conselho Nacional das Ouvidorias dos Ministérios Públicos Estaduais fazem pressão junto ao governo federal pela integração tecnológica do Disque 100, o serviço de denúncias contra violações dos direitos humanos. Hoje pulverizado por estados, o sistema é uma barafunda. Ele próprio deveria ser denunciado ao Disque 100 pela demora no atendimento e o limitado índice de respostas para as queixas protocoladas.

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13.08.19
ED. 6177

Pajelança tardia

Uma comitiva de senadores e deputados deverá visitar a aldeia Waiãpi, no Amapá, na próxima quinta-feira. Há anos, somam-se denúncias de invasões de terra, violência contra indígenas e extração ilegal de minerais e madeira na região. Foi necessário o assassinato do cacique Emyra Wajãpi, no último dia 27, para que a região entrasse no mapa da Comissão de Direitos Humanos das duas Casas.

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13.08.19
ED. 6177

Luciano Hang avança no Nordeste

A varejista Havan pretende abrir cinco lojas no Nordeste até o fim de 2020. Hoje, são apenas três pontos de venda – dois na Bahia e em um Pernambuco. Consultada pelo RR, a empresa confirmou seu desembarque em pelos menos três cidades – Feira de Santana (BA), Fortaleza (CE) e São Luis (MA). Talvez fosse o caso do empresário Luciano Hang, “bolsonarista” fervoroso, convidar o próprio presidente para as inaugurações, como forma de melhorar sua popularidade entre os “Paraíbas” (Apud Capitão).

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13.08.19
ED. 6177

Classe econômica

Autoridades de alta patente não escondem a insatisfação com as normas mais rígidas que vêm sendo adotadas pela FAB para o uso de suas aeronaves. Rodrigo Maia e Dias Toffoli, entre outros, já foram obrigados a submeter sua bagagem a vistoria.

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13.08.19
ED. 6177

Falência

Mais um governador bate à porta de Paulo Guedes com o pires na mão. O “pedinte” é Gladson Camelli, do Acre, e o “pedido”, R$ 300 milhões. O estado corre sério risco de não conseguir custear os serviços básicos à população até o fim do ano.

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13.08.19
ED. 6177

Água barrenta

A OAS saiu em busca de um novo comprador para a sua participação na concessão de saneamento de Guarulhos. Até agora, só ouviu “não”, mesmo tendo baixado a pedida para a casa dos R$ 40 milhões. A Aegea, que pagaria cerca de R$ 50 milhões pelo ativo, desistiu na Hora H.

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13.08.19
ED. 6177

Carro chinês

A indústria automobilística chinesa volta a olhar para o Brasil. Além do anunciado retorno da Changan ao mercado brasileiro, a Jiangling Motors também estuda estacionar sua marca no país.

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13.08.19
ED. 6177

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: OAS e Jiangling Motors.

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