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Planos
09.08.19
ED. 6175

O “cidadão Kane” do Planalto

Transborda do Palácio do Planalto que o próximo movimento na cruzada santa de Jair Bolsonaro contra a mídia impressa será a determinação de que todas as instâncias do governo federal cortem as assinaturas de jornais e revistas. O argumento é que a modalidade impressa tornou-se desnecessária, com a combinação e avanço das TVs aberta e por assinatura, onlines e internet. O restante seria coberto através de um serviço de clipping que atendesse todo o aparelho de Estado.

Da mesma forma como justificou a MP 892, que suspendeu a obrigatoriedade de publicação de balanços e informes de companhias abertas em jornais, Bolsonaro reportaria à economia de gastos sua “principal motivação” para a adoção da medida.Há determinação e método nessa escalada do  presidente, curiosamente pajeado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Do ponto de vista da convergência ideológica liberal de Guedes, existe, sim, total afinidade com os objetivos de vingança que norteiam Bolsonaro.

Falou em corte de despesas, o ministro fica todo excitado. Mas Guedes desde o primeiro minuto foi o darling dos capitães da grande imprensa. Recebeu um apoio maior do que todos os ministros da Fazenda e Planejamento juntos. Perguntado, em outros idos, sobre a obrigatoriedade do anúncio em jornal de grande circulação, assunto que chegou a baixar na CVM, comentou que a suspensão se fazia desnecessária. Era de se esperar que não coadjuvasse tão mansamente uma campanha tão contraditória com suas relações históricas junto aos maiores formadores de opinião do país. De Bolsonaro sempre se esperou tudo. Está estripando as finanças da imprensa em nome de questões prosaicas, estritamente pessoais. O risco é querer estripar a democracia. Se continuar assim, vamos todos sentir saudade de Lula.

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09/08/19 10:39h

carlos.rsl

disse:

Já recomendei ao meu empregador a descontinuidade da assinatura desta publicação. O que era fabuloso no passado, tornou-se mediocremente panfletário.

09/08/19 10:38h

carlos.rsl

disse:

Já solicitei ao meu empregador o cancelamento desta publicação. O que era fabuloso no passado, tornou-se mediocremente panfletário.

09/08/19 8:43h

G.A.Werlang

disse:

Com todo respeito, o que se espera de um informativo eh informacao... nao tendenciosidade... dia a dia fica mais patente um explicito “bias” de voces. Creio que os leitores deste informativo sejam suficientemente inteligentes para nao serem manipulaveis... ou seja... o “bias” tem como unico efeito do demerito do informativo. Agradecido.

09.08.19
ED. 6175

Uma união muito além das canções

Na contramão do marketing da beatitude disseminado pelo Itaú, o Bradesco buscou um tema terreno para a campanha motivacional junto aos seus funcionários. Não custa lembrar que, em maio, Candido Botelho Bracher estrelou uma peça publicitária que satanizava a concorrência e afirmava que o banco dos Setúbal tinha conexão com o céu. O Bradesco preferiu colocar os pés no chão. Usou a simplicidade como mote do filme protagonizado pelo presidente do Conselho de Administração, Luiz Carlos Trabuco, e pelo presidente do banco, Octavio de Lazari Junior. Ambos interpretam canções populares. A ideia é mostrar que as lideranças do Bradesco não diferem na essência dos seus comandados. Parafraseando Nietzsche, ficou demasiadamente humano assistir à dupla soltando a voz.

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09.08.19
ED. 6175

Fila indiana

A ministra Damares Alves é mais uma a bater na porta de Paulo Guedes em busca de dinheiro. Em meio à nova leva de cortes no Orçamento reivindica cerca de R$ 1 bilhão para garantir a execução de programas da Pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos.

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09.08.19
ED. 6175

Dinheiro na mão

US$ 800 milhões. Este é o valor que o laboratório farmacêutico EMS, do empresário Carlos Sanchez, está prestes a desembolsar pela compra das operações da japonesa Takeda na América Latina.

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09.08.19
ED. 6175

General Atlantic

A norte-americana General Atlantic, que já tem negócios no Brasil no varejo farmacêutico e na área financeira, carrega cerca de US$ 500 milhões no coldre para investir na área hospitalar.

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09.08.19
ED. 6175

Ideologia é mais forte do que o gênero na bancada feminina

Uma tropa de choque, liderada pelas onipresentes Joice Hasselmann e Carla Zambelli, quer passar como um trator sobre a proposta de criação de um sistema de cotas para mulheres no Legislativo. O objetivo é matar o “mal” pela raiz, convencendo Rodrigo Maia a sequer levar à votação em plenário a PEC 134/2016, já aprovada por uma comissão especial da Câmara. A PEC estabelece um piso gradativo – de 10% a 16% nas próximas três eleições – de vagas destinadas a mulheres no Congresso, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais. As duas deputadas trabalham ainda para acelerar a votação do PL de Renata Abreu (Podemos-SP), que extingue a cota obrigatória de 30% de candidaturas femininas imposta a todos os partidos desde 2009. A ofensiva das “deputadas de Bolsonaro” é uma resposta à articulação conduzida por outro grupo de congressistas, entre as quais Tabata Amaral, Jandira Feghali e Benedita da Silva. Esta secção da bancada feminina pressiona Rodrigo Maia para que a tramitação da PEC 134/2016 seja retomada logo após a votação da reforma da Previdência em segundo turno. Mais do que isso: há um movimento para apresentar uma “emenda da emenda”, ampliando o percentual da cota destinada a mulheres no Legislativo para 20%.

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09.08.19
ED. 6175

Sístoles e diástoles

O governo Bolsonaro deverá fazer mais um de seus corriqueiros ziguezagues. No Palácio do Planalto, já se discute um recuo do recuo, com a recriação de três das oito cadeiras do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad) extintas há três semanas, todas reservadas a representantes da sociedade civil.

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09.08.19
ED. 6175

CastleLake não passa pela agulha do BB

A área de crédito do Banco do Brasil teria travado a renegociação de um passivo de aproximadamente R$ 800 milhões do fundo CastleLake. A pendência se refere a um empréstimo contraído originalmente pela Queiroz Galvão Energia, que vendeu a dívida aos norte-americanos. A sinuosa proposta do CastleLake para o banco previa um desconto de 40% sobre o valor de face e o pagamento de R$ 240 milhões mediante cotas de fundos de terceiros. Não passou pelo funil do BB.

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09.08.19
ED. 6175

Sola gasta

A australiana Karoon, que acaba de comprar o campo de Baúna da Petrobras, por US$ 665 milhões, já prepara seu novo tiro no Brasil. Na mira, blocos na Bacia de Santos que serão leiloados pela ANP na 16a Rodada de Licitações, em outubro.

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09.08.19
ED. 6175

Superministro

O ministro Tarcisio Freitas intercedeu diretamente junto a Paulo Guedes para evitar cortes no orçamento na Valec. Conseguiu, assim, salvar os R$ 300 milhões destinados a obras em novas Superministroferrovias, a exemplo da Fiol.

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Ao conseguir adiar a assembleia de credores de Viracopos para outubro, a dupla UTC e Triunfo ganhou tempo não para negociar a dívida, mas, sim, para pular fora da concessão.

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09.08.19
ED. 6175

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Karoon, General Atlantic, Banco do Brasil e CastleLake.

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