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Planos
01.08.19
ED. 6169

Meirelles é a “Câmara de Arbitragem” da guerra fiscal

O secretário da Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, tornou-se uma espécie de embaixador do governador João Doria junto aos demais guardiões do Tesouro estadual. Transformou sua sala em uma passarela dos secretários da Fazenda do Sul-Sudeste. As discussões sobre guerra fiscal correm em um ambiente aristocrático. Mas a postura de Meirelles, ainda que marcial, é de contemporização com as autoridades congêneres. Parece até que está em campanha para ser ministro. Um dos participantes que comparece invariavelmente às reuniões disse que o ex-presidente do BC sempre traz para as conversas o nome de Doria. É como se fosse um gesto ensaiado. A mesma fonte falou que, em um dos encontros, provocou o secretário de São Paulo, afirmando que ele estava a 1.241 dias de se tornar o substituto de Paulo Guedes. Ao que Meirelles respondeu: “Aos 74 anos já prestei minha contribuição na área federal do governo. Mas nunca se diz nunca a um chamamento da pátria”.

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01.08.19
ED. 6169

Glenn Greenwald descrê dos riscos de vida, pero que los hay, los hay

Glenn Greenwald, editor do The Intercept Brasil, passou os últimos dias costurando alianças de apoios internacionais para o caso de tentativa de encarceramento pela Polícia Federal. Nessa hipótese, Greenwald vai se declarar ameaçado de prisão política. De acordo com uma fonte próxima ao jornalista, as manifestações mais favoráveis vieram de países não centrais da Europa. Pelo menos três embaixadas lhe teriam acenado guarida firme, especialmente a da Dinamarca, localizada na Avenida das Nações, Lote 6, Brasília.

No entanto, um assessor do deputado David Miranda, companheiro de Greenwald, descartou as gestões junto a representações diplomáticas. Na linha do que disse o próprio presidente Jair Bolsonaro – “Talvez ele pegue uma cana aqui no Brasil” – o jornalista
acha alta a probabilidade de ver o sol nascer quadrado. Também teme o risco de um atentado. Glenn Greenwald nutre medo das milícias, as quais considera um esquadrão da morte bem amparado por “estamentos da República”. O jornalista tem conhecimento de que o presidente Bolsonaro e seus filhos são próximos de milicianos.

Mas também não é paranoico militante. Ele acha que os tempos de Marielle passaram. O jornalista tem saído mais de casa para atender a convites de entrevistas e manifestações de apoio. A mídia é considerada estratégica. Por enquanto, a orientação é ampliar os vazamentos e aumentar a temperatura do conteúdo. Greenwald pretende também desafiar o governo a divulgar os trechos de vazamentos complementares àqueles publicados pelo The Intercept. O jornalista detém o benefício da dúvida. Os seus hackers são os mesmos capturados pelo governo? Ainda que sejam – uma vez que Manuela D´Ávila confirmou ter feito a ponte entre eles e Greenwald –, o conteúdo das mensagens apreendidas pela PF é igual ao obtido pelo editor do The Intercept?

O que a PF, o Ministério Público e os Tribunais vão fazer com o material obtido através da invasão de privacidade? Vão apagar algumas partes, não divulgar nenhuma ou vazar trechos? Greenwald quase lacra que o governo não tem o que diz ter. Ou se tem, é diferente do seu. É como se conhecesse o hacker. Enquanto isso, usa o tempo para burilar os ataques do The Intercept, fazer sua política de guerrilha nas redes, além de selecionar material para escrever um livro. Tudo com alta qualidade, como sempre fez, a despeito dos mortos e feridos deixados no caminho.

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01.08.19
ED. 6169

Vaga à vista no STJ?

A primeira indicação do presidente Jair Bolsonaro para o STJ pode acontecer antes do previsto – dezembro de 2020. Segundo o RR apurou junto a um dos membros da Corte, o ministro Félix Fischer confidenciou a colegas a intenção de anunciar sua aposentadoria em razão de problemas de saúde. Fischer está internado há uma semana tratando-se de uma embolia pulmonar. O magistrado tem um papel chave no Tribunal: é o relator da Operação Lava Jato no STJ. Hoje, a Corte Especial, formada pelos 15 ministros mais antigos, vai se reunir para discutir o que fazer com os processos relatados por Fischer, por ora contemplando um cenário de ausência temporária. As duas possibilidades sobre a mesa são a convocação de um magistrado-substituto ou um sorteio para transferir a relatoria das ações.

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01.08.19
ED. 6169

Venture capital sobre duas rodas

Os acionistas da startup Yellow discutem um novo aporte de capital. A cifra deve chegar aos R$ 100 milhões. A empresa, que tem espalhado seus patinetes e bicicletas de cor amarela por grandes cidades brasileiras, reúne uma espécie de country club do venture capital. Seus fundadores, ArielLambrecht e Renato Freitas, se notabilizaram ao desenvolver o aplicativo de transporte 99, vendido à chinesa Didi Chuxing por US$ 600 milhões. A eles se juntam a brasileira Monashees e o fundo Grishin, do magnata russo Dmitry Grishin. Consultada sobre a nova capitalização, a Grow, sua holding controladora, “informa que está sempre em busca de aportes”.

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01.08.19
ED. 6169

Apetite redobrado

O Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) se movimenta para aumentar sua participação na Equatorial Energia, hoje de 5%. O caminho seria a aquisição da parte em poder da norte-americana BlackRock, também de 5%. Dono de ativos na área imobiliária e no mercado de shopping centers, o fundo de pensão canadense já tem uma carteira de quase US$ 6 bilhões em investimentos no Brasil.

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01.08.19
ED. 6169

Rebelião contra Picciani

Há um racha no outrora monolítico MDB do Rio. Um grupo de prefeitos, reforçado pelos três deputados federais do partido no estado, trabalha para apear Leonardo Picciani do comando do diretório. O nome de consenso seria o do prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis. Os opositores de Leonardo – filho do ex-presidente da Alerj, Jorge Picciani, que cumpre prisão domiciliar – consideram sua presença no cargo tóxica às pretensões do MDB nas eleições de 2020. O mundo dá voltas. Não custa lembrar que Washington Reis era um aliado siderúrgico de Sergio Cabral e do próprio Jorge Picciani.

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01.08.19
ED. 6169

Benchmarking

O modelo de venda da BR Distribuidora, com a pulverização do controle, deverá ser replicado na capitalização da Eletrobras. A proposta será levada a Jair Bolsonaro na primeira quinzena de agosto.

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01.08.19
ED. 6169

Invasão chinesa

Os smartphones chineses estão invadindo o Brasil. Além da Xiaomi, a Oppo também prepara seu desembarque no país. Já tem um acordo alinhavado com uma grande operadora de telefonia. Com faturamento de US$ 120 bilhões, a Oppo vende mais de 80 milhões de celulares por ano.

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01.08.19
ED. 6169

Aproveitando a maré

A empresa de medicina de grupo Intermédica prepara uma nova emissão de ações, que deverá ser realizada no último trimestre do ano. A mais recente oferta, realizada em junho e capitaneada pela Bain Capital, movimentou mais de R$ 2 bilhões.

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01.08.19
ED. 6169

Bola oval

O Flamengo, “dono” do Maracanã, estaria em conversações com representantes da NFL para a primeira partida entre dois times da bilionária liga de futebol americano no Brasil. O evento ocorreria, possivelmente, em agosto de 2020.

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01.08.19
ED. 6169

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Oppo, Intermédica e CPPIB.

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