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Planos
30.07.19
ED. 6167

Uma nova embalagem para os gastos sociais

O desenho da “reforma social” do governo será realizado levando-se em conta as estatísticas internacionais do setor. Pela primeira vez, na exposição de motivo das mudanças, os projetos estarão acompanhados das simulações sobre o impacto das medidas nos rankings internacionais. A cobrança vem do próprio Jair Bolsonaro, inconformado com o fato das ações sociais do governo serem invariavelmente desconstruídas com a publicação de dados simultâneos que apontam o país nas piores posições.

É como se o Brasil divulgasse uma medida que reduz a iniquidade e imediatamente fosse divulgada informação de que a iniciativa é benéfica, mas o país permanece em um péssimo lugar no ranking da fome, da mortalidade infantil, da falta de moradia etc etc. A ideia agora é que o orçamento seja mensurado com base no cálculo do retorno efetivo do gasto social, assim como seu impacto em termos comparativos nas estatísticas do presente e nas projeções das mazelas sociais nos demais países do mundo. As políticas de seguridade, assistencialismo, combate à miséria e renda complementar, por exemplo, serão elaboradas tendo em vista modelos que prevejam sua evolução não só no Brasil, mas comparativamente à situação daquele quesito nas demais nações do mundo.

É possível se dizer que Bolsonaro quer chover no molhado, ou seja, trata-se de mero cálculo estatístico que não altera a determinante relevância do maior ou menor gasto e da alocação correta de recursos. Mas a verdade é que a embalagem dos objetivos da despesa social nunca foi feita dessa maneira. Pelo novo conceito, a mensagem passaria a ser: o Brasil fica mais justo e mais bem situado entre seus pares. Olhando pelos olhos de Bolsonaro, é facílimo entender o rejubilo do Capitão ao dizer que não vai faltar pão, e “nós vamos ficar melhores do que muita gente aí”. Em tempo: o Congresso e o governo pretendem apresentar a “reforma social” antes do Natal. O calendário tem óbvios interesse políticos e publicizantes.

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30.07.19
ED. 6167

Covardia monetária

O RR fez uma consulta ao seu “mini Focus” acerca da provável decisão sobre a Selic na reunião do Copom, que começa hoje. A maioria (60%) prevê uma queda de 0,25 ponto percentual. Outros 20% estimam que a taxa cairá meio ponto. E o restante, que ela ficará como está. Se o “Mini Focus” lacrar, será mais uma decepção com a política monetária. Há preços cadentes, capacidade ociosa e desemprego de sobra para que os juros caírem um ponto, dando uma sinalização vigorosa de busca do aquecimento econômico. O “Mini Focus” do RR é composto por 10 especialistas de instituições financeiras. Três deles são batata: dificílimos de errar.

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30.07.19
ED. 6167

“Mídia hostil”

Deltan Dallagnol se fecha em copas. El País e The Guardian são dois dos jornalões internacionais que têm tentando, em vão, uma entrevista com o procurador, na esteira das revelações do The Intercept. Em tempo: o jornalista Glenn Greenwald trabalhou na publicação inglesa.

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30.07.19
ED. 6167

Encanto

O governador Romeu Zema anda encantado com Cledorvino Belini, presidente da Cemig. Acredita que o ex-Fiat daria um ótimo “CEO de Minas Gerais”.

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30.07.19
ED. 6167

A temperatura das ruas

Jair Bolsonaro vai intensificar nas próximas semanas a agenda de viagens pelo Brasil para a inauguração de obras, notadamente do “Minha Casa, Minha Vida”. Mesmo com o adiamento da votação da reforma da Previdência em segundo turno na Câmara para agosto, os estrategistas do Planalto consideram que este é um dos melhores momentos para Bolsonaro ir às ruas desde a sua posse. Segundo recente pesquisa do Datafolha, de abril a julho o número de brasileiros que apoia a mudança nas regras de aposentadoria subiu de 41% para 47%. Ressalte-se ainda que Bolsonaro acaba de liberar até R$ 500 do FGTS para cada trabalhador.

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30.07.19
ED. 6167

Muitos likes de vida

No QG digital dos Bolsonaro, já se fala em um tuitaço no próximo dia 1 de agosto para celebrar o aniversariante Sergio Moro. Seria um ato de desagravo ao ministro no ecossistema em que o governo e, mais do que ele, o clã presidencial se sentem mais à vontade.

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30.07.19
ED. 6167

Os trens da Valec chacoalham

A Valec, ao que parece, escapou da extinção. Mas passará por uma cirurgia bariátrica. Os escritórios do Rio e de São Paulo estão sendo desativados, por decisão do ministro Tarcísio Freitas. Uma parte dos funcionários deverá ser transferida para a Empresa de Planejamento e Logística, que vem sendo gradativamente empoderada por Freitas.

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30.07.19
ED. 6167

Presídios de portas abertas

A penitenciária de Bento Gonçalves (RS), que será inaugurada no próximo mês, deverá ser o ponto de partida para o programa de PPPs do setor carcerário no Rio Grande do Sul. Procurado, o governo gaúcho informa que “ainda não há qualquer iniciativa nesse sentido”, embora confirme que “a Secretaria da Administração Penitenciária do RS alimenta planos de investir em PPPs em outras plantas ou até mesmo nesta, no futuro.”

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30.07.19
ED. 6167

Turning point

Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza, esbanja otimismo com a recém-comprada Netshoes. Só com os cortes de custo em curso e ajustes na plataforma de tecnologia, já crava que a empresa de e-commerce volta ao lucro no último trimestre do ano. A Netshoes teve prejuízo de quase R$ 100 milhões em 2018.

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30.07.19
ED. 6167

Papel rasgado

A BNDESPar estaria se preparando para vender sua participação na Klabin, de 5,2% do capital total. No início deste ano, o banco e a família Klabin tiveram atritos por conta dos royalties pagos aos acionistas controladores.

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30.07.19
ED. 6167

A volta de Kassab

Mesmo na condição de réu, acusado de improbidade administrativa, Gilberto Kassab esbanja otimismo em relação ao seu futuro político. Dentro do PSD, já cogita lançar sua candidatura a prefeito de São Paulo no ano que vem. Até porque sua licença “temporária” da Casa Civil do tucano João Doria há muito já virou definitiva.

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30.07.19
ED. 6167

Ponto final

Procurados, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Magazine Luiza e BNDESPar.

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