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Planos
29.07.19
ED. 6166

Moro faz um “pacto de sangue” com os hackeados

Na última quinta-feira, o ministro da Justiça, Sergio Moro, ligou para uma lista de 18 autoridades dos Três Poderes tranquilizando-as sobre o hackeamento de seus celulares e computadores. O RR recebeu a informação de 14 desses nomes da sua fonte. Moro garante que destruirá todas as interceptações ilegais hoje em poder da Polícia Federal. Afirma essa intenção para escalões que não têm a menor ideia se foram vítimas do grampo digital. Moro afiança aos ministros, juízes e parlamentares que sua privacidade estará resguardada. O ministro os coloca em condições de similitude com a sua condição.

São todos vítimas de ações criminosas. Procurado pelo RR, Sergio Moro não se pronunciou. Não há motivos para imaginar que Moro não prosseguirá com a escalada de telefonemas. Ao manipular o medo e oferecer a salvação final, tem os trunfos para construção de um exército de aliados. De certa forma, uma tática muito parecida com a utilizada durante 48 anos pelo diretor do FBI, John Edgar Hoover, um referência quando se trata do binômio informação e poder. É bem verdade que Hoover nunca foi o grampeado, mas sempre o grampeador.

Moro encontra-se na primeira categoria, o que o torna, sim, padecente de atos meliantes. Mas não consta que Hoover tenha articulado por trás dos bastidores em processo de Justiça, exercendo o papel duplo de juiz e procurador e combinando provas com a promotoria. Por uma regra aritmética elementar, os dois estariam empatados. Moro já deu provas em profusão de que interpreta os códigos e considera os princípios jurídicos conforme sua conveniência. Um sofista médio diria que ele não é o único a cometer a prática. “Que mal fiz eu, se todos cometem males iguais ao meu?”

É discutível se o ministro tem a prerrogativa de desaparecer com provas criminais sob a guarda da PF, o que se diga em dobro quando em domínio da Justiça. É igualmente impreciso o limite da manipulação dos vazamentos pelo ministro da Justiça, assim como a extensão da sua serventia. Moro está no seu direito de buscar todas as formas legais de defesa da invasão da sua privacidade. Mesmo os seus dribles na ética são compreensíveis em situação de autodefesa. Há um crime detectado e um cadáver estendido no chão. Ponto a favor do ministro. Mas que não se confunda a irrefutabilidade do delito de hackeamento com a inexistência de “crimes menores”, tais como a parceria do então juiz com os procuradores. As “conversas secretas” de Moro existem, e outras poderão vir à tona, se o roteiro mais provável da história – novas divulgações pelo The Intercept e seus parceiros – não for atingido pelo imponderável. Até agora, o que se pode depreender é que o juiz é “sócio” dos investigadores. Como diz um certo magistrado do STF, “não se combate o crime cometendo crime”.

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29.07.19
ED. 6166

O “Moro” do STJ

O nome de Vallisney de Souza já foi soprado ao pé do ouvido de Jair Bolsonaro para a vaga que se abrirá no STJ em 2020. Responsável pela ordem de prisão dos hackers de Sergio Moro, o juiz da 10ª Vara Federal de Brasília ganhou fama à frente das Operações Zelotes e Greenfield.

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29.07.19
ED. 6166

Alta imaginação

Depois da fake news sobre a internação hospitalar de Glenn Greenwald, nos últimos dias começou a circular em grupos de WhatsApp a informação de que o editor do The Intercept e seu companheiro, o deputado David Miranda, estariam preparando um plano de “fuga” do Brasil.

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29.07.19
ED. 6166

Que Guedes é esse?

Intrigante a forma como a Amcham Brasil está promovendo a palestra do secretário de Comércio Exterior dos EUA, Wilber Ross, amanhã, em São Paulo. Ele é chamado pela Câmara de “Paulo Guedes do governo Trump”. Longe disso. Ross tem sido criticado por Trump e está com a cabeça a prêmio.

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29.07.19
ED. 6166

Um acordo na fronteira da extinção

O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, montou um grupo de trabalho na área de segurança que vai estabelecer as condições para a renovação ou não do acordo com a União para o combate ao tráfico de drogas na fronteira com Paraguai e Bolívia. Conforme o RR antecipou na edição de 11 de julho, o governo sul-mato-grossense exige contrapartidas financeiras para compensar, sobretudo, os custos com o aumento da população carcerária – cerca de R$ 130 milhões por ano. O clima com o Ministério da Justiça não é dos melhores. Em maio, Azambuja enviou ofício à Pasta da Justiça pedindo a designação de representantes para discutir a renovação da parceria. Até agora, não teve resposta.

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29.07.19
ED. 6166

Brasília à venda

O governador Ibaneis Rocha terá um encontro reservado com investidores internacionais na próxima quarta-feira. Em pauta, as privatizações no Distrito Federal. A Companhia Energética de Brasília, a estatal de saneamento Caesb, a PPP da iluminação pública da cidade e a construção do gasoduto São Paulo-Brasília são as “mercadorias” que Rocha vai colocar sobre o balcão.

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29.07.19
ED. 6166

O Olé do Santander

O BS2, ex-Bonsucesso, está exigindo na Justiça a contratação de um novo laudo de avaliação da Olé, a financeira da qual é o sócio ao lado do Santander. Já teria, inclusive, apresentado em juízo três propostas para a realização do serviço – uma delas seria do Credit Suisse. O BS2 decidiu exercer a opção de venda dos seus 40% para os espanhóis. No entanto, acusa o Morgan Stanley, contratado pelo Santander, de ter feito uma avaliação da Olé sob medida para os ibéricos, jogando o preço do ativo lá embaixo.

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29.07.19
ED. 6166

Um alento para a Zona Franca

Enfim, um barulho de investimento novo na Zona Franca de Manaus. A indiana Royal Enfield está acelerando os estudos para instalar uma fábrica de motocicletas. A empresa já está no Brasil, com três concessionárias.

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29.07.19
ED. 6166

Blindagem

A Caixa Econômica, sócia do BTG no Banco Pan, tem cobrado providências urgentes para a redução do número de reclamações dos clientes da instituição. O Pan liderou o ranking de queixas do BC no segundo trimestre. O temor da Caixa é que a má reputação do banco acabe contaminando sua própria imagem.

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29.07.19
ED. 6166

Da água para o vinho

O DEM, na figura do próprio Rodrigo Maia, tem feito acenos na tentativa de cooptar os oito deputados suspensos pelo PDT por votarem a favor da reforma da Previdência, a começar por Tabata Amaral.

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29.07.19
ED. 6166

Fora dos trilhos

O governo federal planeja antecipar a privatização da Trensurb, inicialmente prevista para 2021. A empresa, que administra o metrô de Porto Alegre, é um comboio de prejuízos. Deve fechar 2019 com déficit da ordem de R$ 100 milhões. As perdas acumuladas nos últimos dois anos passam dos R$ 240 milhões.

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29.07.19
ED. 6166

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: BS2, Santander, Morgan Stanley, Caixa e Royal Enfield.

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