Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
02.07.19
ED. 6147

“Olavocracia” é um golpe também nos militares

Uma fonte palaciana informou ao RR que Arthur Weintraub, irmão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, está cotado para a diretoria da Correios. Arthur, que hoje ocupa o cargo de Assessor-Chefe Adjunto da Presidência da República, seria uma espécie de “VP do PDV”. Caberia a ele cuidar do enxugamento do quadro de funcionários e do fechamento de agências com vistas a uma eventual
privatização. Sob certo ângulo, seria um personagem tão ou até mais forte do que o novo presidente dos Correios, o general Floriano Peixoto, que deixou o posto de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Prosaico, não? Seria simples assim se Arthur não fosse mais uma peça de encaixe em uma trama que combina loucura e poder.

Seu nome faz parte de um sistema de ocupação dos cargos do aparelho de Estado, pilotado com absolutismo pelo bruxo Olavo de Carvalho. Os “olavistas” no governo constituem uma verdadeira hidra que já preencheria cerca de 130 cargos relevantes na esfera do Executivo. São ex-alunos, que indicam ex-alunos e amigos de ex-alunos cujos pontosde interseção são o sectarismo e a fúria anti marxista, regidos por Olavo através da Internet. A tomada do Estado se daria através da sua infiltração pelos “olavistas”, combinada com a instrumentalização do ódio anticomunista nas redes sociais. Os irmãos Weintraub estão entre os elos dessa coalizão “Olavo bolsonarista”.

Ambos têm serviços prestados ao Capitão desde o período de transição, quando integraram a equipe que começou a discutir a reforma da Previdência. Abraham ganhou um afago público de Olavo ao assumir a Pasta da Educação. Na ocasião, o “filósofo” postou em seu Twitter que o novo ministro “conhece minhas ideias melhor do que as conhecia o seu antecessor”, em referência a Ricardo Vélez. Arthur, por sua vez, tem mantido razoável proximidade de Bolsonaro. Na semana passada, por exemplo, integrou a comitiva presidencial que viajou para a reunião do G-20, em Osaka.

A crescente participação de “olavistas” no governo descortina a escalada para um dogmatismo radical. São todos soldados com permanente disposição para o combate, vide o episódio protagonizado ontem por Carlos Bolsonaro. O vereador disparou publicamente contra o general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), insinuando que o principal colaborador do seu pai é um marxista disfarçado – disse que não aceita os seguranças oferecidos pelo GSI porque eles “estão subordinados a algo que não acredito”. Carlos não será repreendido assim como Olavo nunca foi desautorizado. Bolsonaro já deu demonstrações de que nutre as mesmas dúvidas que o “guru”, inclusive em relação às Forças Armadas, cujo simbolismo foi um dos seus principais, se não o principal cabo eleitoral. Tudo leva a crer que Heleno poderá ocupar o lugar que pertenceu ao general Santos Cruz como o inimigo a ser abatido.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.07.19
ED. 6147

Trabalhismo à la Rodrigo Maia

Rodrigo Maia encontrou mais um ponto para exercitar seu antagonismo em relação a Jair Bolsonaro. Tem intensificado a interlocução com líderes sindicais, notadamente Miguel Torres, presidente da Força Sindical, em busca de um novo sistema de pesos e medidas nas relações entre patrões e empregados. Maia já se mostrou disposto a articular para que a própria Câmara apresente um projeto de lei em substituição à Medida Provisória 873, que perdeu a validade na semana passada – uma vitória dos sindicalistas contra o governo Bolsonaro. Nas conversas com Maia, as centrais se mostram dispostas até mesmo a aceitar a extinção do imposto sindicais, que daria lugar a uma fonte de renda definida por cada categoria nas negociações dos acordos coletivos de trabalho.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.07.19
ED. 6147

Toma que o criminoso é seu

As autoridades do Paraguai já comunicaram ao ministro Sergio Moro que vão acelerar os trâmites legais para a expulsão de brasileiros condenados ou presos no país vizinho. A prioridade é a extradição de integrantes do PCC detidos por tráfico de drogas e homicídios. Estima-se que existam aproximadamente 150 cidadãos brasileiros cumprindo pena do lado de lá da fronteira. No ano passado, o governo do Paraguai expulsou nomes importantes na estrutura do crime organizado no Brasil: o caso mais notório foi o do traficante Marcelo Pinheiro, o “Marcelo Piloto”, que estava preso em Assunção e foi transferido em novembro. Não custa lembrar que, há cerca de duas semanas, detentos brasileiros se envolveram no massacre do presídio San Pedro del Ycuamandiyú, a 325 quilômetros de Assunção, que deixou dez mortos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.07.19
ED. 6147

Na marca do pênalti

Os executivos da área de marketing da Fiat respiraram aliviados com a sofrida classificação da seleção brasileira para a semifinal da Copa América. Patrocinadora da CBF há apenas três meses, a montadora já havia visto parte do investimento inicial em publicidade se dissipar com a desclassificação da seleção feminina da Copa do Mundo. Ressalte-se que a próxima “grande” competição será apenas a Copa América de 2020. Até lá a recém-chegada Fiat terá de se contentar com oportunidades menos nobres de associar sua marca à seleção brasileira.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.07.19
ED. 6147

Ecos da Lava Jato

Mesmo com o recente contrato para o fornecimento de 12 mil toneladas de tubo para o campo de Libra, a Vallourec ainda está longe dos tempos áureos no Brasil. A empresa estima que o mercado interno absorverá apenas 30% da sua produção no país até o fim de 2020. Antes do “petrolão”, no auge da cadeia de petróleo e gás no Brasil, a demanda doméstica respondia por mais de 80% da capacidade da empresa no país. O que salva as duas fábricas do grupo em Minas Gerais são as exportações. Consultada, a Vallourec informou que “não divulga informações mercadológicas sobre a venda de seus produtos.”

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.07.19
ED. 6147

Linha Amarela

O Mubadala reabriu conversações com os fundos de pensão para comprar o controle da Invepar. Segundo o RR apurou, do trio de ferro Previ, Petros e Funcef, esta última é a principal interessada em se desfazer da sua participação. A fatia de 75% pertencente às fundações está avaliada em algo próximo a R$ 4,5 bilhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.07.19
ED. 6147

Aposta alta

Um grupo de investidores de Hong Kong procura uma área para instalar um resort na Bahia. A previsão para o empreendimento é 2022. Mas, se por acaso a lei dos cassinos for aprovada, o projeto é para ontem.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.07.19
ED. 6147

Trator Doria

A “reforma da Previdência” imposta por João Doria no PSDB atinge também os “cabeças brancas” do partido no Rio – agora sob o comando do empresário Paulo Marinho. Postulantes a disputar a prefeitura em 2020, Otavio Leite e Luiz Paulo Correia da Rocha já são tratados como carta fora do baralho.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.07.19
ED. 6147

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Ministério da Justiça, Previ, Funcef e Petros.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.