Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
19.06.19
ED. 6139

Agricultura busca “anticorpos” contra vaca louca

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, negocia com a equipe econômica a liberação de verba suplementar para a Pasta. O objetivo é garantir a contratação imediata de cerca de 150 médicos veterinários já aprovados em concurso público. A medida, que vem sendo postergada desde o governo passado, passou a ser tratada como prioridade na Agricultura.

Há um consenso de que é preciso dar uma resposta rápida ao mercado após o recente registro de um caso de mal da vaca louca no Mato Grosso. Ainda que um episódio isolado, foi o suficiente para a suspensão dos embarques de carne para a China entre os dias 3 e 13 deste mês. As exportações foram retomadas na última sexta-feira, mas a ameaça de novo embargo paira no ar. Procurado pelo RR, o Ministério da Agricultura não se pronunciou.

Estima-se que exista um déficit de cerca de 300 veterinários para fiscalizar os mais de 700 frigoríficos em funcionamento no país. A verba necessária para cobrir a contratação de metade desse efetivo seria da ordem de R$ 50 milhões por ano. Está longe de ser um valor exorbitante, sobretudo diante do que está em jogo: um produto que gera mais de US$ 7 bilhões por ano em divisas para o país. Ocorre que o orçamento da Agricultura vem sendo seguidamente escalpelado. Dos R$ 2,8 bilhões previstos inicialmente, cerca de R$ 850 milhões já foram cortados.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.06.19
ED. 6139

Um ex-futuro chairman no BNDES?

O episódio da demissão do ex -presidente do BNDES Joaquim Levy ainda vai render dividendos. A forma atabalhoada e deselegante como se deram o afastamento de Levy e a nomeação do novo titular do cargo, Gustavo Montezano, poderá provocar a defecção de outro colaborador do governo. Na verdade, candidato a colaborador. Gustavo Franco, convidado por Paulo Guedes para ocupar a presidência do Conselho de Administração, ainda não teve sua nomeação formalizada.

O economista, muito provavelmente, deve estar se perguntando: o que eu estou fazendo nessa posição? Franco tinha ouvido os ventos sussurrantes de Brasília soprando o seu nome para a direção do BNDES. O convite não passou sequer de raspão. O virtual presidente do Conselho foi comunicado da decisão da escolha de Montezano em tom marcial. Nada a consultar. Difícil imaginar que Franco aceite integrar um board que dispensa o chairman. O novo presidente do BNDES é tido como um “geniozinho”, mas nem de longe tem a senioridade do seu xará.

Gustavo Montezano adentra os corredores do banco com a pior imagem entre qualquer um dos presidentes que pisaram os tapetes da instituição. Trader de formação, tido como um cold killer no mercado, Montezano chega para cortar, desmontar, demolir, demitir. Mas, a pior missão destinada ao jovem é abrir em praça pública os contratos do banco. Pode expor a área técnica como ideológica somente por ter aprovado financiamentos à exportação de serviços de engenharia a países hoje degredados pelo governo. Esses dados já tinham sido divulgados no Livro Verde (um balanço de atividades da instituição de 2001 a 2016), com os cuidados para não gerar uma espécie de macarthismo com o pessoal do banco. Joaquim Levy não teve estômago para “construir” a demandada caixa-preta. Ele e seu antecessor, Paulo Rabello, ambos doutores pela Chicago University, não resistiram à densidade de conhecimentos e à competência do quadro técnico do banco. Passaram de carrascos a defensores. A ver o que acontece com o jovem Montezano.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.06.19
ED. 6139

Um país chamado Brasil

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos vai divulgar ainda nesta semana um dado estarrecedor. Dos 11.572 casos de violência contra pessoas portadoras de deficiência registrados no país em 2018, praticamente um terço foi cometido pelos próprios pais (12%) ou por irmãos (19%). Aproximadamente 24% das vítimas de agressão são pessoas de 18 a 30 anos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.06.19
ED. 6139

Descarga elétrica

A EDP vai ao mercado. Prepara uma emissão de debêntures para financiar seus investimentos em transmissão no Brasil – o pacote prevê um desembolso de R$ 3,5 bilhões nos próximos três anos. A captação deve chegar à casa de R$ 1 bilhão. Na busca por funding, o grupo sino-português, controlado pela Three Gorges, chegou a sondar o BNDES. Mas, na atual fase saárica do banco, as conversas sequer avançaram.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.06.19
ED. 6139

Cartão de visitas para Sergio Moro

PSOL e PT querem aproveitar a presença do ministro Sergio Moro na sessão de hoje da Comissão de Constituição e Justiça do Senado para solicitar a convocação, nos próximos dias, do jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept. Mesmo que a proposta não passe, o que é mais provável, valerá pela provocação. Na semana passada, em um episódio burlesco, o deputado federal Daniel Silveira, do PSL, pediu a convocação do jornalista para explicar o vazamento das mensagens entre Moro e Deltan Dallagnol. Ao ver que a oposição era amplamente favorável, o PSL correu para cancelar o requerimento, sob ironias e gargalhadas de parlamentares do PSOL e do PT.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.06.19
ED. 6139

Luz no fim do túnel para a Odebrecht

A recuperação judicial da Odebrecht vem sendo tratada como o último ato da companhia. Mas também pode ser um bálsamo para a enfermidade do grupo. Existem ativos valiosos que não foram contaminados. São eles a Braskem, a Odebrecht Engenharia & Construção (OEC) e a Odebrecht Latinvest (OLI), braço da companhia no Peru, Colômbia e México. A Braskem é senhora do seu destino. A OEC avança na reestruturação de seus bonds, sem risco de contágio pela holding. E o Prosub – Programa de Desenvolvimento de Submarinos – permanece como estuário de um contrato de R$ 30 bilhões. Além do Riachuelo,lançado ao mar em dezembro do ano passado, o contrato prevê a entrega de mais três submarinos convencionais e de um nuclear até 2029. A OLI, por sua vez, tem concessões importantes no Peru – IIRSA Norte, IIRSA Sur e o Projeto de Irrigação Olmos. São quase 2.000 km de rodovias pedagiadas e 48 mil hectares de terras com alta produtividade agrícola. A Odebrecht ainda tem muito jogo pela frente.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.06.19
ED. 6139

Pagamento eletrônico

O Mercado Livre vai entrar de vez na disputa pelo setor de adquirência. Está investindo cerca de US$ 200 milhões para turbinar o Mercado Pago Point, sua “maquininha” de pagamentos eletrônicos. Não custa lembrar que o Mercado Livre está com o caixa forrado: recentemente recebeu um aporte de US$ 850 milhões do PayPal e da Dragoneer Investment Group.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.06.19
ED. 6139

“New tucanato”

O PSDB vai se firmando como a nova casa dos ex-bolsonaristasna Cidade Maravilhosa. Na esteira do amigo Paulo Marinho, o ex-ministro Gustavo Bebbiano também deverá aterrissar no partido.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.06.19
ED. 6139

Primeiros tiros

O governo do Rio Grande do Sul estuda um programa de benefícios tributários para a indústria automobilística, a exemplo do que fez São Paulo com o IncentivAuto. Já, já, vira guerra fiscal.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.06.19
ED. 6139

Lago Paranoá

O Distrito Federal pretende anunciar até outubro o modelo de venda da Caesb, a empresa de saneamento local. Não por acaso, desde já há um risco latejante de greve na estatal.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.06.19
ED. 6139

Ponto final

Procurados pelo RR, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Mercado Livre e EDP.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.