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Planos
18.06.19
ED. 6138

A guerra fria entre Bolsonaro e Davi Alcolumbre

Se não for devidamente acalmado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, poderá se tornar um grave problema para o governo. Em vez de abrandar a temperatura, a conversa entre Alcolumbre e Jair Bolsonaro há cerca de duas semanas aumentou o grau de animosidade entre as partes. Segundo uma fonte muito próxima ao presidente do Senado, o parlamentar foi levar as manifestações de incômodo de seus pares com o modus operandi de Bolsonaro. Alcolumbre questionou o expediente do presidente da República de usar as redes sociais para constranger e pressionar os parlamentares a votar a favor de propostas de interesse do governo.

Disse que a estratégia tem gerado consequências delicadas para os senadores. De acordo com a fonte do RR, Alcolumbre citou, inclusive, que ele e seus colegas têm recebido telefonemas e e-mails com ameaças de morte caso não aprovem projetos da agenda governista. Como seria de se esperar, Bolsonaro não deixou por menos. Sem mesuras ou meias palavras, bem ao seu estilo, teria reagido a Alcolumbre dizendo: “Vocês que não me pressionem. Quem tem o povo na mão sou eu”. O RR tentou contato com o presidente do Senado por meio de sua assessoria, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

A julgar por movimentos recentes de parte a parte, nem Jair Bolsonaro nem Davi Alcolumbre parecem dispostos a recuar. No último sábado, o presidente Bolsonaro deu uma nova reprimenda em praça pública no Senado, por meio do seguinte post no Twitter: “A CCJ do Senado decidiu revogar nossos decretos sobre CACs e posse de armas de fogo. Na terça (18), o PL será votado no plenário. Caso aprovado, perdem os CACs e os bons cidadãos, que dificilmente terão direito de comprar legalmente suas armas.

Cobrem os senadores do seu Estado.” A última frase parece ter sido feito sob medida. Por sua vez, o disparo de Davi Alcolumbre já tinha ocorrido três dias antes. Na quarta-feira passada, subitamente Alcolumbre ressuscitou o chamado projeto do abuso de autoridade, parado desde 2017. A proposta prevê punições mais duras a excessos cometidos por magistrados e procuradores – a título de exemplo, entre os casos passíveis de punição constam obter provas por meios ilícitos e divulgar gravação sem relação com a prova que se pretendia produzir. Há, inclusive, uma articulação para que o tema seja votado na sessão de hoje da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A essa altura, se o projeto vai ou andar no Senado, é quase um detalhe. Para Alcolumbre, talvez baste a vinculação entre a proposta e a revelação, pelo The Intercept, das mensagens trocadas entre o então juiz Sergio Moro e Deltan Dallagnol. Não basta ter uma arma. Às vezes, é preciso colocá-la sobre a mesa. Quem aponta para Moro mira na Lava Jato, mas também enxerga Bolsonaro no visor.

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18.06.19
ED. 6138

Base de Alcântara em banho-maria

A parceria entre Brasil e Estados Unidos para o lançamento de satélites na Base de Alcântara vai demorar um pouco mais para decolar. Relator do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas assinado entre os dois países, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) só deverá concluir seu relatório na segunda semana de julho. Como o Parlamento entra em recesso no dia 17 de julho, na melhor das hipóteses o projeto apenas será votado em agosto, além do prazo previsto pelo Palácio do Planalto. Se não chega a ser uma derrota completa, é mais uma demonstração da trôpega articulação entre o governo e o Congresso.

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18.06.19
ED. 6138

Mito Futebol Clube

O comparecimento de Jair Bolsonaro a estádios de futebol foi aprovado pelos gênios de marketing do Palácio do Planalto. A filharada também gostou. Nos jogos do Flamengo com o CSA e na estreia do Brasil na Copa América, os aplausos da torcida e as imagens do presidente com uma expressão sorridente deixaram todos empolgados. Vai ter repeteco. Na retomada do Brasileiro, é pule de dez que Bolsonaro assista a uma partida do Athletico Paranaense na Arena da Baixada. O presidente do clube, Mario Celso Petraglia, é “bolsonarista” de carteirinha. No ano passado, às vésperas da eleição, obrigou os jogadores rubro-negros a entrarem em campo e ouvirem o hino com uma camisa amarela. Além disso, o Athletico é patrocinado pela Havan, de Luciano Hang, apoiador de primeira hora de Bolsonaro. Como se não bastasse, trata-se do time de Sergio Moro.

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18.06.19
ED. 6138

Contenção de risco na BR-163

O governo já perdeu a batalha, com a decisão do TCU de barrar a possibilidade de relicitação da BR-163, pertencente à CCR. Agora, o ministro Tarcisio Freitas tem feito gestões junto ao Tribunal para evitar uma punição ainda maior, leia-se a obrigatoriedade de devolver quase R$ 1,5 bilhão à companhia. A empresa entende ter direito a uma indenização da União, uma vez que recursos previstos em contrato não foram liberados pelo BNDES.

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18.06.19
ED. 6138

Velho remédio

O presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ronaldo Nogueira, tem chamado a atenção pela intensa interlocução com o Congresso. Entre 4 e 13 de junho, recebeu em seu gabinete 34 deputados federais e quatro senadores. A agenda em meio à tramitação da reforma da Previdência desperta os piores temores entre os próprios funcionários da Funasa. A Fundação sempre foi um tradicional cabide de empregos para aliados do governo.

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18.06.19
ED. 6138

Fator Kumruian

Na disputa pelo controle da Netshoes, um “detalhe” fez diferença a favor do Magazine Luiza: a garantia de permanência do acionista e CEO Marcio Kumruian no negócio. Mesmo com uma oferta mais alta, segundo o RR apurou a Centauro não assegurava a manutenção de Kumruian. Influente no board, foi a carta que o fundador do Netshoes utilizou para aprovar a oferta do Magazine Luiza.

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18.06.19
ED. 6138

Prévias tucanas

Um dos “pratos” que mais fizeram sucesso no jantar oferecido pelo empresário Paulo Marinho a João Doria, na última sexta-feira, no Rio, foi “fritada de Bruno Covas”. Joice Hasselmann foi cortejada durante toda a noite pelos tucanos. A deputada do PSL é o sonho de consumo de Doria para disputar a prefeitura pelo PSDB em 2020.

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18.06.19
ED. 6138

Dueto elétrico

A dupla Votorantim Energia e Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) aquece as turbinas para o leilão de SPEs da Eletrobras. Na mira, as participações da estatal nas usinas eólicas Chuí IX e Hermenegildo III. No ano passado, os Ermírio de Moraes e a CPPIB desembolsaram R$ 1,7 bilhão pelo controle da Cesp.

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18.06.19
ED. 6138

Ponto morto

O consórcio Rio Motorsports reduziu a marcha das tratativas com a Prefeitura do Rio para a construção do novo autódromo da cidade. Prudentemente, espera pela votação do pedido de impeachment de Marcelo Crivella.

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18.06.19
ED. 6138

Raspa da raspa do tacho

Com o pedido de falência da BR Pharma, os credores ainda farão uma última tentativa de transformar essa enxaqueca em cifras. Tentarão na Justiça autorização para realizar um leilão da bandeira Farmais.

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18.06.19
ED. 6138

Ponto final

Procurados pelo RR, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Centauro, Netshoes, BR Pharma, CPPIB e Votorantim Energia.

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