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Planos
17.06.19
ED. 6137

Telefone satelital é o escudo do GSI contra hackers

A recente invasão do celular de Sergio Moro e o vazamento de mensagens trocadas entre o ex-juiz e o procurador Deltan Dallagnol reacenderam no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) a disposição de resgatar um projeto engavetado desde os tempos do general Sergio Etchegoyen. Trata-se da disponibilização de um sistema de telefonia satelital para a Presidência da República, ministros de Estado e outros integrantes do primeiro escalão. Além de criptografados, os aparelhos seriam linkados ao Sistema Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), satélite desenvolvido em parceria entre a Agência Espacial Brasileira (AEB), a Telebrás e a França.

A operação dos telefones ficaria concentrada na Banda X do SGDC, frequência exclusiva do Ministério da Defesa e, por extensão, das Forças Armadas – a chamada Banda Ka, de uso civil, foi concedida à norte-americana Viasat. As comunicações telefônicas dos integrantes de postos chaves da República passariam ao largo do sistema convencional das operadoras celulares. O telefone satelital é considerado um sistema com maior grau de proteção do que os aparelhos convencionais criptografados, incluindo os Terminais de Comunicação Segura (TCSs) que a Abin deverá disponibilizar à Presidência da República e aos Ministérios nos próximos dias. Procurado, o GSI disse que “o TCS utiliza criptografia de Estado e só permite comunicação criptografada com outro TCS”.

Consultada especificamente sobre a possibilidade de uso de aparelhos satelitais ligados ao SGDC, a Pasta não se pronunciou. Independentemente do sistema adotado, a sensação é que qualquer medida será tardia. A culpa, ressaltese, não deve ser jogada na conta do GSI. A recomendação do Gabinete para o uso de comunicação por satélite foi desprezada pelo então presidente Michel Temer. Não foi a única. O general Sergio Etchegoyen, à época, ministro chefe do GSI, sugeriu a instalação de equipamentos capazes de interferir na frequência de dispositivos eletrônicos, como celulares e gravadores dentro dos Palácios do Planalto e do Jaburu – ver RR edição de 18 de maio de 2017. Temer não seguiu a recomendação. Acabaria flagrado na indiscreta conversa com o empresário Joesley Batista.

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17.06.19
ED. 6137

República dos Maia?

Rumores eletrizantes cortaram os ares de Brasília neste final de semana. Anteviam a nomeação do ex-prefeito e economista Cesar Maia para a vaga deixada por Joaquim Levy na presidência do BNDES. Maia “paipai” seria, obviamente, uma indicação de Maia “fifilho”. Caso se confirme a versão, estaria selada com cola araldite a aliança de Jair Bolsonaro com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Paulo Guedes não é protagonista nessa história. Mas só tem a ganhar com o episódio. O presidente do BNDES é subordinado ao ministro da Economia. Mas quem conduziu o afastamento de Joaquim Levy foi Bolsonaro. Entretanto, sabe-se que Guedes vinha reclamando não é de hoje da excessiva autonomia de Levy. A sua postura pouco colaborativa, digamos assim, em acelerar as “despedaladas” – devolução dos empréstimos ao Tesouro – tornou-o persona non grata no Ministério da Economia. Ontem, às 15h37, Guedes caminhava, na Rua Joana Angélica, em Ipanema, juntamente à esposa Maria Cristina, com a expressão de tranquilidade de quem tinha espanado um problema. César Maia tem viés fiscalista e, sob esse aspecto, deve se adequar bem à equipe econômica. Porém, faz o estilo independente. Bem mais do que Levy. E sendo o pai do presidente da Câmara e tendo o peso político que tem, não estará subordinado nem a Guedes, nem a Bolsonaro. Por essas e outras, parece difícil imaginar o take over do BNDES pelo DEM.

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17.06.19
ED. 6137

Atalho contra o crime

O Tribunal de Justiça do Rio vai transformar uma vara criminal inteira em unidade especial de combate a organizações criminosas. A medida deverá ser formalizada hoje pelo Órgão Especial do TJ-RJ, composto por 25 desembargadores. A conversão de uma vara criminal já existente foi uma manobra engenhosa encontradapela Corte para acelerar o rito do processo. Com a medida, a rigor o Tribunal não vai gerar despesa extra, o que torna desnecessário o pedido de autorização à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Melhor assim. Talvez um ou outro integrante da Alerj não se sensibilize com a criação de uma vara especializada no combate ao crime organizado e à corrupção.

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17.06.19
ED. 6137

O apetite de Lemann

Jorge Paulo Lemann e a sul-africano Naspers têm fome. O Grupo Movile, no qual a dupla já aportou mais de US$ 400 milhões, vai anunciar nos próximos dias uma nova rodada de investimentos em suas empresas de tecnologia. O aplicativo de entregas iFood, a mais badalada delas, receberá cerca de R$ 80 milhões ainda neste ano. O plano de expansão da Movile prevê ainda cerca de 2,5 mil contratações até o fim de 2020. Com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão, o grupo controla outros aplicativos, como a plataforma online de eventos Sympla.

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17.06.19
ED. 6137

Biosev sem açúcar e sem afeto

A iminente venda da usina Estiva, no Rio Grande do Norte, deverá ser um dos últimos atos de Juan José Blanchard como presidente da Biosev. Informações que circulam na própria companhia apontam para a saída de Blanchard do comando do braço sucroalcooleiro da Louis Dreyfus. Os franceses perderam a paciência com um dos negócios mais deficitários do grupo em todo o mundo. A Biosev opera no vermelho há oito anos seguidos. Somente na safra 2018/19, encerrada em março, as perdas chegaram a R$ 1,2 bilhão. A crescente alavancagem contribui para a corrosão das suas finanças. Em um ano, a relação dívida líquida/ Ebitda subiu de duas para três vezes.

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17.06.19
ED. 6137

Depois da pedra preciosa, os cascalhos

Após concluir a negociação de suas ações na Petrobras, a Caixa Econômica vai abrir o processo de venda da sua participação na Paranapanema. Nesse caso, vai sobrar um troquinho e olhe lá para ser repassado ao Tesouro: a valor de mercado, a fatia do banco gira em torno dos R$ 170 milhões.

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17.06.19
ED. 6137

Santo de casa

Romeu Zema tem uma missão especial para Cledorvino Belini, presidente da Cemig: atrair montadoras para a produção de carros elétricos em Minas Gerais. Zema está convicto de que Belini – com seus 30 anos de indústria automobilística – é o homem certo no lugar certo. Principalmente se começar convencendo sua antiga casa, a Fiat – o executivo comandou a empresa na América Latina por uma década.

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17.06.19
ED. 6137

Xerife

O presidente Jair Bolsonaro está disposto a ir ao Senado amanhã defender pessoalmente o decreto que flexibiliza as regras para a posse de armas. Assessores tentam demovê-lo da ideia diante da alta probabilidade de derrota no plenário do Senado.

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A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, vai procurar os governadores para sondar quem tem interesse em assumir os Terminais Pesqueiros Públicos (TPPs) – 12 estados têm instalações como esta. Diante da penúria fiscal da federação, a pescaria deve dar em nada. Cada um dos TPPs consome por ano mais de R$ 10 milhões.

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17.06.19
ED. 6137

Ponto final

Procurados pelo RR, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Biosev e Caixa Econômica.

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