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Planos
12.06.19
ED. 6134

“Moro Leaks”: cenários do day after

O RR teve acesso a um paper feito por encomenda de entidade empresarial sobre os cenários políticos previsíveis depois do “Moro Leaks” promovido pelo The Intercept. A síntese do documento é “que vai ter guerra, sim”. Alguns pontos mais instigantes são os seguintes:

O The Intercept faz um jornalismo profissional, mas tem um viés de esquerda. Assumiu um compromisso de divulgar lotes de gravações e vai cumpri-lo. A julgar pelo que recomendam as melhores práticas da imprensa, o conteúdo a ser divulgado será ainda mais “quente”.

  • Quanto mais explosivo for o material em poder do The Intercept, maior o nível de beligerância na sociedade, que tende a se dividir entre os “Lava Toga” e os defensores do “Lava Jato”. Os jornalistas teriam “bom conteúdo” para pelo menos dois meses de divulgação.
  • O PT vai se apoderar de duas bandeiras: a da perseguição e a da injustiça. Serão cristãos na arena, mas sem nenhuma docilidade. Pelo contrário. Aguarda-se estridência, movimentos de rua e ataques nas redes, em um crescendo no ritmo da divulgação dos grampos.
  • Lula é um dos principais beneficiados pelo “Moro Leaks”. Sua imagem estava sendo corroída pela pecha de meliante. Reassume uma condição de mártir e pode até virar símbolo pop, ao melhor estilo de Che Guevara, com seu rosto estampado em T-shirts.
  • Bolsonaro disputa com Lula o panteão de vencedor com o “Moro Leaks”. O presidente está sempre sedento por guerra. Esse é o ambiente que o justifica. Vai surfar no ódio que deverá assolar o país. E deslizará em uma espuma de ira e rancor.
  • Retornam à ribalta Olavo de Carvalho, “Carlucho”, Eduardo “03”, Alexandre Frota, Janaina Paschoal, Kim Kataguiri, Lobão, Luiz Felipe Pondé e demais influenciadores, aliados e dissidentes, que voltam a ter um inimigo comum.
  • Apesar do regozijo com o anfiteatro de guerra, Bolsonaro pode acusar uma perda: o atraso das reformas. Mas sempre terá o álibi de atribuí-las ao PT, na medida que The Intercept pode muito bem ser chamado de braço midiático da esquerda.
  • O acalorado ambiente político poderá lascar o posicionamento granítico do ministro da Economia, Paulo Guedes, que teria de abrir mão da sua avareza em termos fiscais. Guedes seria levado a seguir o dito romano e distribuir pão às massas. Medidas de caráter emergencial pró-consumo e emprego seriam adotadas.
  • O Supremo fará malabarismos para mostrar que questiona os procedimentos dos “Lava Jatos” à luz dos novos fatos, mas não mudará nenhuma das decisões já tomadas. No final, o “Moro Leaks” pode se transformar em marketing para o STF.
  • O ministro da Justiça, Sérgio Moro, é o grande perdedor com os vazamentos. Com ele, perde também a “República de Curitiba”. Bolsonaro pode até segurar Moro, trazendo-o para a sua trincheira como vítima do petismo. Mas os projetos do ministro e mesmo sua nomeação para o STF ficam “sub Intercept”.

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12.06.19
ED. 6134

Um aço

Lula recebeu ontem vasto material de briefing para a entrevista que concederá hoje a Juca Kfouri e José Trajano. Não bastasse a intuição natural, o ex-presidente quer estar um aço.

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12.06.19
ED. 6134

Jurisprudência?

Quase um ano depois, o Conselho Nacional do Ministério Público concluiu o julgamento do processo contra a procuradora da República Monique Cheker, do Rio de Janeiro, por conta de ataques ao STF nas redes sociais. Ela recebeu apenas a pena de advertência. A mais branda. Entre junho e julho do ano passado, Monique publicou em seu perfil no Twitter críticas à Suprema Corte, a exemplo de: “Essa segunda turma do STF, à exceção do ministro Fachin, é que nem a cara daquele Brasil que queremos mudar”. No dia 2 de julho, no post mais polêmico, disse que “os caras são vitalícios, nunca serão responsabilizados via STF ou Congresso… sem contar o que ganham por fora com os companheiros que beneficiam”. Magistrados interpretaram que o torpedo também foi dirigido aos ministros do Supremo, o que Monique sempre negou.

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12.06.19
ED. 6134

Cortando o tráfico pela raiz

O acordo de cooperação entre Brasil e Paraguai para o combate ao tráfico de drogas na fronteira irá além das ações de caráter policial. O governo do presidente Mario Abdo Benítez solicitou o apoio da Embrapa a pequenos agricultores que vivem nos arredores de Pedro Juan Caballero e mantêm sua subsistência a partir do plantio de maconha. A ideia é que a estatal brasileira preste consultoria para que famílias da região aprendam técnicas de cultivo mais sofisticadas e possam, digamos assim, mudar de ramo.

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12.06.19
ED. 6134

“Capitã Moro”

Ontem, Joice Hasselmann fez uma blitzkrieg no Congresso, orientando parlamentares alinhados ao governo a dar declarações públicas de apoio a Sergio Moro e Deltan Dellagnol. Basicamente, a recomendação se aplica apenas aos novatos do PSL. Os veteranos do Congresso têm motivo de sobra para querer ver a “República de Curitiba” pelas costas.

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12.06.19
ED. 6134

A estética do delito

Número preocupante que chegou na última sexta-feira à mesa do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta: segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia, mais de 800 denúncias sobre procedimentos estéticos irregulares, alguns deles com óbito, são investigadas pelos Ministérios Públicos Estaduais. Ou seja: o notório “Dr. Bumbum”, leia-se o médico Denis Barros Furtado, acusado pela morte de uma paciente, não está sozinho.

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12.06.19
ED. 6134

Não vai faltar trabalho

O Tribunal de Justiça do Rio vai realizar ainda neste ano concurso para juiz substituto. Ao todo serão 50 vagas, com salário inicial de R$ 29,5 mil. O déficit de magistrados no TJ-RJ é de 170 cadeiras.

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12.06.19
ED. 6134

Carlyle de saída

A gestora norte-americana Carlyle bateu o martelo: vai se desfazer do controle da Tok & Stok. Há duas hipóteses de saída: por meio do IPO da rede varejista ou com a venda direta da sua participação de 60% a um grupo varejista. A sueca Ikea é a primeira da fila.

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12.06.19
ED. 6134

Óleo misturado

Um dueto peso-pesado pode estar se formando nas águas da Bacia do Espírito Santo. A Equinor, ex-Statoil, é forte candidata a se associar à chinesa CNOOC no bloco ES-M-592.

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12.06.19
ED. 6134

Os coadjuvantes de Doria

João Doria tem trabalhado pessoalmente para cooptar o senador Dario Bergher (MDB-SC) e levá-lo para o PSDB. Doria só pensa naquilo: 2022. Seu objetivo é montar, desde já, uma base forte de concorrentes a governos de estado para dar sustentação a sua virtual candidatura à Presidência da República.

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12.06.19
ED. 6134

Ponto final

Procurados pelo RR, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Carlyle e Equinor.

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