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Planos
11.06.19
ED. 6133

Ouro é o novo “business” do PCC

O crime organizado está ampliando seu espectro de atuação na fronteira Norte do país. O Primeiro Comando da Capital (PCC) entrou na extração e no contrabando de ouro. Segundo uma fonte da área de Inteligência da Polícia Federal que atua no monitoramento da região, a facção já domina vários garimpos clandestinos localizados tanto em território brasileiro quanto venezuelano.

Do lado de cá da divisa, as atividades se concentram ao longo do Rio Madeira, entre os estados do Amazonas e de Rondônia. No país vizinho, a presença do PCC se dá no chamado Arco Minero del Orinoco, uma faixa de aproximadamente 111 mil quilômetros quadrados com jazidas comprovadas de ouro e diamante. Com o enfraquecimento do regime de Nicolás Maduro e a grave crise econômica da Venezuela, as Forças Armadas locais afrouxaram o combate ao crime naquela área, considerada uma Zona de Desarollo Estratégico Nacional, abrindo caminho para a presença do PCC.

Procurada pelo RR, a Polícia Federal não se pronunciou. O ingresso do PCC na extração e contrabando de ouro e pedras preciosas se deve, grande parte, à mudança na dinâmica do tráfico de drogas na fronteira Norte do Brasil. Graças à sua ligação com as Farc, o Primeiro Comando da Capital tinha praticamente o monopólio das rotas e dos mercados de cocaína na região. Com o desmantelamento do grupo guerrilheiro colombiano, essa hegemonia se rompeu. Vários “operadores” autônomos – a maioria oriunda das próprias Farc – surgiram na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Venezuela, reduzindo os ganhos do PCC.

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11.06.19
ED. 6133

Eleição conturbada no Ministério Público

A eleição para as duas vagas no Conselho Superior do Ministério Público Federal, marcada para hoje, começará sob risco de não terminar. O subprocurador Moacir Guimarães, um dos candidatos, tentará suspender a votação caso o órgão não analise logo nas primeiras horas do dia o pedido de impugnação da chapa encabeçada pela também subprocuradora Luiza Frischeisein. Ela é acusada por Guimarães de ter viajado pelos estados com passagens pagas pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Ou seja: ela teria se aproveitado do fato de também concorrer à sucessão de Raquel Dodge e usado a verba disponibilizada pela ANPR exclusivamente aos candidatos à PGR para também fazer campanha ao Conselho Superior do MPF.

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11.06.19
ED. 6133

Tudo em fintechs

O sul-africano Naspers vai usar os US$ 40 milhões amealhados com a venda do site Buscapé para a compra de fintechs no Brasil. As aquisições serão feitas por meio da PayU, a plataforma de pagamentos eletrônicos controlada pelo grupo. A empresa já investiu US$ 500 milhões em todo o mundo na compra de startups do setor financeiro.

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11.06.19
ED. 6133

De volta ao cais

Da série “às vezes há dinheiro, mas falta onde investir”. O Fundo da Marinha Mercante cancelou, de uma só vez, o repasse de R$ 2,69 bilhões para o setor de construção naval. Os recursos estavam na boca do caixa, já autorizados, mas todos os cinco projetos que seriam
financiados foram suspensos pelas respectivas empresas.

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11.06.19
ED. 6133

Cerimonial

Jair Bolsonaro pretende comparecer aos três jogos da seleção brasileira na primeira fase da Copa América – dois em São Paulo e um em Salvador. Depois dos aplausos e gritos de “mito” com que foi recebido na última quarta-feira, no Mané Garrincha, o Capitão quer mais é cair nos braços da galera.

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11.06.19
ED. 6133

Mesmo secando, o Rio corre para Omar

O empresário Omar Peres, o Catito, está desfiando o seu colar de empresas no Rio de Janeiro. Quase todo mês, Catito joga uma pérola fora, ou seja, fecha uma firma, festejada como um grande negócio, mas que nas mãos do empresário é mico certo. Catito transformou a tentativa de soerguimento do semienterrado Jornal do Brasil em um business melancólico e de vida curta. Reabriu o Hippopotamus para constatar que os anos 80 já tinham passado e aquele modelo de night-club, fenecido no resto do mundo.

Poucos meses depois, após o oba-oba de praxe, cerrou as portas da casa. Outra iniciativa que deu com os burros n’água foi a bolangerie Guerin, lojas em que os pães, eclaires e folheados eram feitos na frente do cliente. Agora, o imóvel do La Fiorentina, tradicional restaurante de Copacabana, joia da coroa do empresário, vai a leilão. Nas suas mãos, fica, ainda que meio agonizante, o Bar Lagoa, outro símbolo do Rio, que se arrasta para sobreviver.

Para não dizer que a caveira de burro está enterrada no Rio, também em Brasília, o fogoso empreendedor sofre. É dono de um ícone da alimentação, o restaurante Piantella, que tinha Ulisses Guimarães como seu mais famoso cliente. Recentemente, foi do Piantella que partiu Michel Temer para se encontrar com Joesley Batista, nos subterrâneos do Jaburu. Nesse ínterim da era Catito, de 2016 para cá, o restaurante sofreu ordem de despejo, teve uma queda drástica no número de comensais e vive se equilibrando com uma margem de lucro quase zerada. Mas, mesmo com toda a coleção de infortúnios, Catito é persistente.

Um interlocutor do empresário, em conversa com o RR, informou que ele estuda investir em startups no setor de comida, na qual através de um aplicativo de cozinheiros dos mais diversos naipes iriam, logo após o contato, preparar as refeições na casa do cliente. A grande diferença entre Omar Peres e outros colecionadores de insucessos empresariais é que Catito é simplesmente irresistível, e amado por jornalistas e artistas. Ninguém aponta o custo social dos seus desacertos. Não foi à toa que Ciro Gomes, na última eleição, cogitou convidá-lo para o candidato do PDT ao governo do Rio – à época, o empresário chegou a cunhar um slogan de campanha: “O Rio corre para Omar”. Independentemente do track record e seja lá a viabilidade do seu novo negócio, toda boa sorte para o Catito. Ele não desiste.

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11.06.19
ED. 6133

Entre o banho de sol e os bancos escolares

O ex-senador e hoje presidiário Luiz Estevão quer ficar um pouco mais de tempo fora da cadeia. Seus advogados entraram, junto à Vara de Execuções Penais, com um pedido de autorização para que Estevão estude fora do Complexo da Papuda, no período da noite. Condenado a 26 anos por fraudes na construção do prédio do TRT-SP (no famoso caso do juiz Nicolau), o empresário cumpre pena no regime semiaberto: trabalha em uma imobiliária – que ele garante não ser sua – e, no fim do dia, volta para a penitenciária.

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11.06.19
ED. 6133

O “PDF” de Alcolumbre

A julgar pela dança das cadeiras, Renan Calheiros é o grande desafeto do presidente do Senado, David Alcolumbre. Desde fevereiro, quando assumiu o comando do Senado, Alcolumbre já afastou mais de 40 funcionários ligados a Renan em seu “PDF” – Plano de Demissões Forçadas –, a maioria apeada de cargos comissionados.

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11.06.19
ED. 6133

Água límpida

O GIC, fundo soberano de Cingapura está submerso nos números da mineira Copasa. Com a aprovação do marco regulatório do setor de saneamento no Senado, crescem as chances de a empresa ser levada a leilão ainda neste ano. O GIC, ressalte-se, já tem um pé no setor no Brasil, por meio da Aegea Saneamento.

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11.06.19
ED. 6133

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Naspers e GIC.

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