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Planos
06.06.19
ED. 6130

Amapá dá a partida no “PAC Florestal” do governo Bolsonaro

Para a aflição de ambientalistas e a satisfação de proprietários rurais e investidores, o Ministério do Meio Ambiente deverá anunciar em até duas semanas a concessão de 264 mil hectares na Floresta Nacional do Amapá. Será o pontapé inicial de um espécie de “PAC Florestal” do governo Bolsonaro, leia-se a licitação para a iniciativa privada de unidades de conservação ambiental e parques nacionais. O modelo idealizado para o Amapá prevê o esquartejamento da área em três unidades de manejo sustentável. Estudos do Serviço Florestal Brasileiro, que saiu da Pasta do Meio Ambiente e agora está subordinado ao Ministério da Agricultura, apontam o potencial de extração de aproximadamente 130 mil metros cúbicos de madeira por ano em cada uma dessas “sesmarias”, além da possibilidade de exploração de atividades como ecoturismo.

O assunto, como não poderia deixar de ser, é objeto de controvérsia. Os ambientalistas acusam o governo Bolsonaro de, na verdade, estar criando o que poderia se chamar de um “PAD” – o “Programa de Aceleração do Desmatamento”. As estatísticas ajudam a respaldar esse discurso. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Deter, sistema de monitoramento florestal em tempo real, registrou o desmatamento de 739 quilômetros quadrados da Floresta Amazônica no mês passado. Trata-se do maior resultado verificado para um mês de maio em uma década.

Foram quase 200 quilômetros quadrados a mais em florestas devastadas no comparativo com o mesmo intervalo em 2018. Maio marca o fim do período chuvoso na Amazônia, quando a atividade madeireira é retomada na região. O Ministério da Agricultura alega que os vencedores das licitações terão de cumprir obrigações quanto à preservação da áreas arrematadas. O argumento maior, no entanto, é de ordem econômica: além das restrições orçamentárias para arcar com os custos de conservação, o governo alega que a iniciativa privada conseguirá explorar atividades e oferecer serviços que vão trazer a reboque renda e emprego.

Assim é se lhe parece. Sintomático que, ontem, logo após participar de um evento em Araguaia (GO) alusivo ao Dia Mundial do Meio Ambiente, Jair Bolsonaro tenha postado em seu Twitter com letras maiúsculas: “A primeira missão do meu governo é não atrapalhar quem quer produzir”. Parece ser a deixa para o que virá nesse setor: além da Floresta Nacional do Amapá, já há estudos para a licitação de 20 parques florestais pertencentes à União.

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06.06.19
ED. 6130

Uma estatal estéril

O secretário de Desestatizações do Ministério da Economia, Salim Mattar, busca uma solução para a Natex. Trata-se da estatal que é responsável por fornecer preservativos para o Ministério da Saúde. Ou melhor: era. A fábrica, em Xapuri (AC), tornou-se um negócio estéril, sem lucratividade, e está fechada desde o ano passado. Um contrato cativo com a Pasta da Saúde seria a isca para fisgar candidatos ao negócio.

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06.06.19
ED. 6130

Sistema Bolsonaro de Televisão

Diante do idílio entre o presidente da República e a emissora de Silvio Santos, os funcionários do SBT cunharam um novo significado para a sigla: “Sistema Bolsonaro de Televisão”.

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06.06.19
ED. 6130

Caixeiro viajante

O Secretário de Trabalho e Previdência Social, Rogério Marinho, mudou-se para o Congresso. De terça à quinta, tem dado expediente na Câmara e no Senado, cumprindo intensa peregrinação por gabinetes. Pacientemente, desfia explicações sobre a reforma da Previdência.

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06.06.19
ED. 6130

Passando a sacolinha

O governador do Pará, Helder Barbalho, costura uma viagem à China em agosto. Vai, notadamente, em busca de investimentos para a área de infraestrutura, sobretudo portos e ferrovias. Uma parada certa no seu roteiro é a China Construction Company, que anunciou recentemente a instalação de uma usina siderúrgica no estado em parceria com a Vale, ao custo de US$ 450 milhões.

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06.06.19
ED. 6130

O show de Weintraub

A exemplo do chefe Jair Bolsonaro, o ministro Abraham Weintraub pretende instituir um dia fixo para fazer lives nas redes sociais. A ideia é apresentar balanços semanais das atividades no Ministério da Educação. Mas, a julgar pelas recentes performances de Weintraub nas mídias digitais – de um número de “Dançando na Chuva” a uma apresentação de gaita – periga virar um programa de auditório.

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06.06.19
ED. 6130

Os dados rolam na sucessão de Crivella

O presidente da Câmara dos Vereadores do Rio, Jorge Felippe (MDB), já se articula para evitar um “golpe” na Casa. PT e PSOL costuram uma mudança na Lei Orgânica e a realização de eleição indireta, na própria Câmara, se o impeachment do prefeito Marcelo Crivella for aprovado. Felippe tenta brecar a movimentação. Como o vice de Crivella, Fernando MacDowell, faleceu, caberá ao presidente da Câmara assumir a Prefeitura em caso de impedimento.

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06.06.19
ED. 6130

Pirraça no Ministério Público

A postura do subprocurador Nicolao Dino na última terça-feira, durante a sessão do Conselho Superior do MPF, foi interpretada por seus pares como uma vendeta despropositada contra Raquel Dodge. No meio da votação que referendaria a indicação do procurador federal Ailton Benedito para a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos do Ministério da Mulher e da Família, Dino pediu vistas do processo e interrompeu a sessão. Na prática, nada mudará: Benedito já conta com seis dos 11 votos do colegiado. Dino apenas atrasará em alguns dias a indicação do candidato de Raquel Dodge para a Comissão Especial. Ao que tudo indica, o irmão do governador do Maranhão, Flavio Dino, não engoliu o fato de não ter tido o apoio da PGR para concorrer a sua sucessão.

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06.06.19
ED. 6130

Pela hora da morte

O private equity norteamericano Roosevelt Investment é candidato à licitação dos cemitérios de São Paulo, que deverá ser realizada ainda neste ano. Trata-se de um dos principais fundos do setor nos Estados Unidos, com cerca de US$ 4 bilhões em ativos.

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06.06.19
ED. 6130

Prontuário

A NotreDame Intermédica vai investir mais de R$ 1,5 bilhão ao longo dos próximos dois anos na abertura de hospitais e laboratórios próprios. Ao mesmo tempo, segue à caça de aquisições. Recentemente, disputou a aquisição do grupo hospitalar São Francisco, de São Paulo, mas perdeu o duelo para a Hapvida, que desembolsou R$ 5 bilhões.

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06.06.19
ED. 6130

Terra fértil

O Citic Group, um dos maiores conglomerados industriais da China, planeja construir uma nova fábrica de sementes no Mato Grosso. O grupo opera no país por meio da LongPing High-Tech.

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06.06.19
ED. 6130

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Intermédica, Citic e Ministério da Agricultura.

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