Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
04.06.19
ED. 6128

Souza Cruz pressiona Anvisa por tabaco eletrônico

O objetivo é evitar que o duopólio da Souza Cruz e da Philip Morris, donas de 95% das vendas do país, use todo o seu poder de fogo para reverter a curva de queda do tabagismo, atraindo novos fumantes e ex-praticantes do hábito. O RR apurou que também a esfera econômica do governo está cindida sobre a liberação do mercado a Souza Cruz e Philip Morris. São duas as posições: uma favorável, justifi cando a maior concentração com o aumento da receita com os impostos do setor; outra contrária ao duopólio em toda a cadeia do tabaco, amplificando o que já existe no mercado de cigarros convencionais.

Esta ala defende que a produção e comercialização dos dispositivos eletrônicos, uma vez autorizadas, deveriam ficar a cargo de empresas menores e até startups, permitindo, o surgimento de uma nova indústria no país. Nos Estados Unidos, por exemplo, esse mercado não está concentrado nas mãos dos tradicionais gigantes do tabaco. Somente no fim do ano passado a Altria, leia-se Philip Morris, conseguiu, indiretamente, uma posição mais competitiva no setor ao comprar 30% da Juul Labs. A startup surgiu em São Francisco há menos de quatro anos exclusivamente voltada à produção do dispositivo. Foi o tempo suficiente para se tornar a líder do mercado, com mais de 60%, deixando para trás a British American Tobacco (BAT), controladora da Souza Cruz, e a própria Altria. Hoje está avaliada em mais de US$ 15 bilhões.

O cigarro eletrônico está longe de ser um consenso, não apenas na Anvisa, mas em toda a comunidade médica internacional. Há dúvidas em relação à eficácia do seu propósito precípuo: reduzir o consumo de tabaco. Estudos comprovam que, de fato, um contingente razoável de fumantes vem trocando o cigarro convencional pelo eletrônico. No entanto, há um efeito colateral: pesquisas atestam que o dispositivo tem sido responsável por atrair jovens que, inicialmente, não se sentiam estimulados a consumir cigarros convencionais. Ou seja: do ponto de vista econômico, o menor poder de letalidade do modelo eletrônico está criando um novo mercado consumidor; sob o ângulo médico, surge um grupo de risco, que potencialmente pode estar apenas diferindo em um tempo maior as sequelas nocivas do cigarro.

Consultada, a Anvisa informa que “há carência de estudos conclusivos que avaliem o potencial de segurança e toxicidade do cigarro eletrônico”. A Agência diz que “não há certeza sobre os benefícios e riscos da substituição do cigarro tradicional pelos eletrônicos”. Afirma ainda que “vem conduzindo discussões técnicas com parcimônia sobre essa temática”. Perguntada especificamente sobre a possibilidade de liberação deste mercado com restrições aos grandes fabricantes de cigarros, a Anvisa não se pronunciou. Assim como não informou qualquer prazo para a conclusão dos estudos. Por trás de todas estas questões, há o pesado lobby da indústria do tabaco, notadamente da Souza Cruz, que pressiona a Anvisa a autorizar a produção e venda de cigarros eletrônicos no Brasil.

Um executivo da agência confidenciou ao RR que, no ano passado, a subsidiária da BAT tentou aproveitar a atualização dos registros de produtos fumígenos para jogar dentro da nova regulação a permissão do início das vendas do dispositivo. A diretoria da agência não cedeu, considerando que o tema exige regulamentação específica, à parte das normas para cigarros convencionais. A Souza Cruz não quis se pronunciar. Para Souza Cruz e, na esteira, Philip Morris, o embate em torno do cigarro eletrônico pode ser a prévia para outra batalha no Brasil: o cannabusiness. A eventual descriminalização da maconha surge como um promissor e potencial mercado para as tabagistas. A Altria, por exemplo, desembolsou quase US$ 2 bilhões no fim do ano passado para ficar com 45% da Cronos, fabricante canadense de maconha legalizada.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.06.19
ED. 6128

Guerra fiscal elétrica

A disputa entre os estados para atrair fábricas de carros elétricos começa a ganha contornos de guerra fiscal. Os governos de São Paulo e Minas Gerais estudam reduzir o ICMS para a produção destes automóveis. Deverão, assim, seguir os passos do Mato Grosso do Sul e de Goiás, que baixaram a alíquota de 17% para 12%. Em São Paulo, por exemplo, o ICMS é de 18%. Por ora, no entanto, trata se de uma aposta de médio ou longo prazos. Até o momento, os planos das montadoras se restringem a iniciar gradativamente a oferta de veículos elétricos no país. Nenhuma delas parece disposta a montar uma fábrica no país. A Volkswagen, por exemplo, já descartou essa hipótese com todas as letras.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.06.19
ED. 6128

Árabes avançam na Minerva Foods

Subiu a temperatura na indústria de proteína animal. Além da iminente fusão entre BRF e Marfrig, há tratativas para um novo aporte de capital do Salic na Minerva Foods. O valor seria da ordem de R$ 500 milhões. Em 2016, o fundo de investimento ligado à família real da Arábia Saudita injetou aproximadamente R$ 750 milhões na empresa, o que lhe deu uma participação acionária de 32%. A Minerva vive um período de azia financeira. No ano passado, amargou um prejuízo de mais de R$ 1,2 bilhão. A companhia tem feito um enorme esforço para reduzir sua alavancagem – hoje na casa de quatro vezes o Ebitda.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.06.19
ED. 6128

Muito mais do que 16o km

Os 160 quilômetros que o ministro Tarcisio Freitas pretende adicionar à concessão da Fiol podem unir a Bahia a Moscou e Pequim. A extensão é fundamental para assegurar a presença da russa RZD e da China Railway no leilão da Fiol. Os estudos de viabilidade  dos dois grupos apontam que o negócio só é rentável com a construção de um ramal entre Ilhéus e Caetité.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.06.19
ED. 6128

Voz do contra no FGTS

Das três centrais sindicais com assento no conselho de investimento do FI-FGTS, a Força Sindical já se posiciona contra a possível liberação de saques de contas ativas do Fundo. Mas, se a proposta for levada adiante, deverá ser voto vencido mesmo entre suas congêneres. CUT e UGT, que também têm representação no Conselho do FI-FGTS, já se mostraram a favor da medida.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.06.19
ED. 6128

Nuvens pesadas no céu de Neymar

Em meio à denúncia de estupro que pesa sobre Neymar, a defesa do jogador está tentando desbloquear na Justiça parte dos recursos de suas empresas no Brasil. O dinheiro foi bloqueado no âmbito do processo de sonegação fiscal contra o atleta. A Receita Federal cobra de Neymar e de suas empresas cerca de R$ 70 milhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.06.19
ED. 6128

Culpa no cartório

A temperatura vai subir na CPI de Brumadinho. Na semana passada, a Polícia Federal e o Ministério Público de Minas Gerais encaminharam aos parlamentares novos e-mails comprometedores trocados entre funcionários da Vale e empresas terceirizadas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.06.19
ED. 6128

Meia volta, volver

Em campanha para se reeleger no Conselho Nacional do Ministério Público, o procurador regional da República, Silvio Amorim, vem perdendo fôlego na disputa. O motivo tem nome e sobrenome: Raquel Dodge. Até o momento, ao contrário do que era esperado, a PGR não manifestou apoio a sua candidatura. O tempo está se esgotando: a eleição para a lista tríplice será no dia 8.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.06.19
ED. 6128

Negócio bilionário

A chinesa Hunan Dakang está em conversações para entrar no capital de uma das maiores tradings agrícolas do país ainda controlada por capital nacional, com receita na casa de R$ 5 bilhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.06.19
ED. 6128

Ponto final

Não retornaram ou não comentaram o assunto: Minerva, Vale e Hunan Dakang.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.