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Planos
27.05.19
ED. 6122

As sístoles e diástoles do ministro Paulo Guedes

Assim como Pedro negou Jesus três vezes, Paulo ameaçou deixar Jair em três oportunidades. As duas primeiras foram bravatas, não para intimidar o presidente, por quem Paulo Guedes nutre sincera simpatia, mas para pressionar o Congresso e demais stakeholders. O desabafo para os jornalistas da revista Veja, divulgado na sexta-feira, contudo, tem outra conotação. O ministro da Economia disse que, se a reforma da Previdência não for aprovada, e com um piso de R$ 800 bilhões, pegará um avião e irá morar no exterior.

Não explicitou qual o deadline para a aprovação da reforma. E nem o seu grau de tolerância em relação a alguma queda nos R$ 800 bilhões. E menos ainda disse sobre a sua situação de desgaste físico. Guedes tem tido uma performance heróica nas batalhas campais pela mudança na Previdência. Elas têm provocado sequelas. O ministro está com tremores nas mãos. Dorme pouco. Nos 143 dias de governo, acentuou sua calvície e embranqueceu mais os cabelos já grisalhos.

Guedes tem sofrido a coação dos políticos e corporações. Mas a maior pressão é feita pela sua esposa, Maria Cristina, que tem visto o marido definhar. Ele não precisa do cargo para nada. “E já fiz o que tinha de ser feito”, segundo suas próprias palavras. Por Maria Cristina, Guedes estaria no Rio e em casa, caminhando no calçadão da praia do Leblon, como fazia todas as manhãs antes de assumir o Ministério. No dia 14 de março, na posse do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o ministro ameaçou pela primeira vez pegar seu boné e voltar para o mercado financeiro.

Palavras de Guedes: “Se botarem menos de R$ 1 trilhão eu vou dizer assim: vou sair rápido, porque esse pessoal não é confiável. Se não ajudam nem os filhos; então, o que será que vão fazer comigo?” Desta última declaração para a mais recente, o ministro já deu um desconto de R$ 200 bilhões para a sua permanência. No dia 27 de março, avisou no Senado Federal: “Se a PEC da Previdência não vou aprovada, vou embora do governo. A bola está com o Congresso”. Com a afirmação da última semana, Guedes criou um fato político, forçando inclusive o presidente Jair Bolsonaro a se manifestar sobre a intenção manifesta. Pelas circunstâncias, Guedes talvez esteja sendo o mais corajoso dos ministros da Fazenda das últimas safras. Mas tem que se cuidar.

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27.05.19
ED. 6122

Fintech indiana

A PayTM, uma das principais fintechs da Índia e especializada em pagamentos digitais, está prestes a aterrissar no Brasil. Chega com fome de aquisições.

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27.05.19
ED. 6122

Nome de agrado

O subprocurador-geral da República, Augusto Aras, é tratado pelos próprios pares como o “candidato de Bolsonaro” à PGR. Dos candidatos à sucessão de Raquel Dodge, é aquele com maior grau de interlocução com os Bolsonaro.

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27.05.19
ED. 6122

A derrota de cada dia

O Rio perdeu mais uma! Pela primeira vez em quase 19 anos, a entrega do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, em agosto, ocorrerá em outra cidade. O local escolhido pela Academia Brasileira de Cinema foi São Paulo.

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27.05.19
ED. 6122

Fator GP

GP entrou pesado no “leilão” de compra da Netshoes. Acionista da Centauro, uma das candidatas ao negócio, a gestora tenta convencer Marcio Kumruian a roer a corda e recusar a oferta apresentada pelo Magazine Luiza. Fundador da Netshoes, Kumruian tem 12% do capital e pode ser o fiel da balança na operação.

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27.05.19
ED. 6122

Ingerência institucionalizada

Após dizimar os patrocínios da Caixa no futebol e determinar que a Petrobras rompa a parceria com a McLaren na Fórmula 1, o Palácio do Planalto mira no Banco do Brasil. O alvo é o contrato com a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), de aproximadamente R$ 55 milhões por ano. O acordo vai até o fim de 2020. Mas, no que depender do Planalto, a CBV deverá levar uma cortada antes disso. Não custa lembrar que o presidente Jair Bolsonaro já meteu a colher no marketing do BB ao vetar uma recente campanha publicitária.

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27.05.19
ED. 6122

Expediente prolongado

O ministro Sérgio Moro e assessores atravessaram o fim de semana em intensas conversas com senadores. Apresentaram aos parlamentares um relatório sobre as atividades do Coaf nos quatro meses em que está sob a tutela do Ministério da Justiça. No período, o número de casos investigados pelo órgão cresceu aproximadamente 20% em relação ao intervalo entre janeiro e abril de 2018. Não se sabe se o número mais estimula ou assusta os senadores. O fato é que Moro busca votos para reverter a mudança na MP e manter o Coaf sob sua alçada. Se o Senado voltar ao texto original, a proposta terá de retornar à Câmara dos Deputados.

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27.05.19
ED. 6122

O banco da inocência

O anúncio de beatificação do Itaú, pregando que os concorrentes do banco somente dão alegria e estímulo de vida, acabou por criar uma nova identidade para o mentor da peça publicitária, o comandante do conglomerado financeiro, Candido Botelho Bracher. Nos corredores do banco, ele ganhou divertido apelido: John Boy, personagem ingênuo da premiada série televisiva “Os Waltons”. Boy, ao final de todos os capítulos, sob um céu estrelado, dava boa noite a sua irmã, Mary Ellen. Os funcionários do Itaú, ao se encontrarem nos corredores, brincam entre si. “Boa noite Roberto Setúbal! Boa noite, Candinho!”

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27.05.19
ED. 6122

Descarrilamento

As tratativas entre o governo do Mato Grosso do Sul e investidores chineses para a construção da Ferrovia Transamérica esfriaram. O motivo é a decisão do governo federal de não incluir o projeto no PPI.

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27.05.19
ED. 6122

Mercosul policial

Vem aí uma espécie de “Interpol dos desaparecidos”. O Brasil vai propor na reunião do Grupo de Direitos Humanos do Mercosul, nesta semana, a criação de um comitê especializado na busca de pessoas desaparecidas, com o compartilhamento do banco de dados policiais de cada país.

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27.05.19
ED. 6122

Parlamentar fantasma

Só no Palácio do Planalto, o Major Vitor Hugo ainda é visto como líder do governo na Câmara. Além de Rodrigo Maia, que rompeu relações publicamente com ele, parlamentares do DEM, PP e MDB não perdem mais tempo em audiências estéreis com o deputado goiano. Quando querem “falar” com o Planalto, procuram Joice Hasselmann.

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27.05.19
ED. 6122

Ponto final

Procurados, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: GP, Netshoes e Banco do Brasil.

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