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Planos
16.05.19
ED. 6115

Impeachment de Bolsonaro é uma ameaça real

O tsunami a que se referiu Jair Bolsonaro, prenunciando seus futuros dias no governo, tem nome próprio: chama-se impeachment. A onda em favor do afastamento do presidente da República estaria vinculada à não aprovação pelo Congresso de um endividamento extraordinário voltado para o cumprimento da “Regra de Ouro”. Se o Parlamento não conceder o crédito adicional ou não alterar o ditame constitucional pelo qual o governo não pode se endividar para pagamento de gastos de custeio, Bolsonaro e sua equipe econômica seriam acusados de crime de responsabilidade. Teria início,  então, um processo que poderia desaguar no impeachment, na pior hipótese, ou na captura do governo, na mais suave.

Neste último caso, o presidente teria de ceder de vez à “velha política”. O descumprimento da “Regra de Ouro” seria para Bolsonaro um derivativo do que foram as pedaladas para Dilma Rousseff: um ato fora da Lei. O buraco é de R$ 248 bilhões. A conta inclui os lucros do BC decorrentes da valorização cambial, considerados um artificialismo contábil. O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, defendeu na aurora da gestão Bolsonaro que o governo passasse uma PEC flexibilizando a “Regra de Ouro”. Foi atropelado pela prioridade dada à reforma da Previdência.

O pedido de permissão ao Congresso para que sejam emitidos títulos da dívida não deixa de ser uma solicitação de cumplicidade – ou de clemência. O que se espera é que os parlamentares entendam a gravidade do momento. Com impeachment, não se brinca. A “Regra de Ouro” se embaralha com a reforma da Previdência, a dívida pública bruta e a PEC do teto. As quatro bestas do apocalipse fiscal estão interligadas por vértices. Formam uma figura geométrica desconcertante chamada de quebra do Estado. Sua configuração, cada vez mais nítida, é atribuída à incapacidade de articulação política de Bolsonaro.

Uma insuficiência que, junto com as pedaladas, custou um impeachment a Dilma Rousseff. O ministro Paulo Guedes joga com as cartas que tem na mão: ameaça os congressistas com um shutdown se eles não forem benevolentes. Éo limite do limite. O pagamento do Bolsa Família, por exemplo, seria suspenso. Os políticos não gostam do expediente de negociar sob coação. Bolsonaro não tem base aliada. Está se distanciando até mesmo dos militares.

Em recente conversa com ruralistas, tornou transparente sua opinião sobre os generais: “Olavo está certo. Eles estão contra mim”. Da posse ao fechamento desta edição faz 134 dias e cinco horas que Jair Bolsonaro iniciou seu governo. A hipótese do seu afastamento já não é mais um desvario. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em reunião com líderes sindicalistas na última terça-feira – encontro antecipado pelo RR na edição de 2 de maio (“FHC é o maior conspirador da República”) – resumiu com uma platitude a situação: “Eu, a princípio, não sou favorável. O custo é alto. Mas, às vezes, é inevitável”.

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16/05/19 10:56h

dbmario@uol.com.br

disse:

Parece que aqui está no mesmo nível da mídia fajuta! Exaltação em chamadas que não condizem Com a realidade!!!!! Isso é priorizar opiniao propria e disso estamos já de saco cheio!!!!!!

16.05.19
ED. 6115

Ajuste fiscal no Carrefour

Que os funcionários do Carrefour no Brasil se preparem para uma temporada de sangue, suor e lágrimas. O CEO do grupo no país, Noël Prioux, trabalha a toque de caixa em um plano de fechamento de lojas e demissões. De acordo com informações filtradas da própria empresa, os cortes devem passar dos 30 supermercados e hipermercados. É quase o número de inaugurações realizadas no ano passado (38). A ordem no Carrefour é arrancar lucro de pedra. Os franceses querem uma resposta rápida para amortecer o impacto contábil que a provisão de R$ 815 milhões anunciada no último fim de semana terá sobre o balanço. Para efeito de comparação, a cifra corresponde a mais de 40% do lucro amealhado no ano passado. A provisão se deve a ações judiciais referentes a créditos de ICMS.

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16.05.19
ED. 6115

CPI de Brumadinho entra na reta final

A CPI de Brumadinho, no Senado, já começa a trabalhar na elaboração do seu relatório final. O primeiro indiciamento, como seria de se esperar, será o do ex-presidente da Vale Fabio Schwartsman.

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16.05.19
ED. 6115

Pezão é alvo de nova acusação

Mais uma na conta do ex-governador Luiz Fernando Pezão. O Ministério Público Federal do Rio investiga a acusação de que recursos desviados da construção do Arco Metropolitano foram usados para alimentar um esquema de distribuição de propina a prefeitos do interior do estado comandado por Pezão. De acordo com a mesma fonte, a denúncia foi feita pelo delator Carlos Miranda, antigo braço direito de Sergio Cabral. Miranda cumpre prisão em regime domiciliar desde o fim do ano passado. Consultado, o MPF-Rio informou que “não comenta possíveis fatos sob investigação”.

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16.05.19
ED. 6115

As duas cartas de Ciro Nogueira

O presidente do PP, o notório Ciro Nogueira, movimenta duas peças simultaneamente na disputa pelo redivivo Ministério das Cidades. Além de Alexandre Baldy, indicou para o cargo o nome de Gilberto Occhi. Nogueira faz assim um hedge para a hipótese de Baldy recusar o convite para permanecer com o homem-forte da área de transportes no governo de João Dória. Occhi acumulou extensa folha de serviços prestados aos antecessores de Jair Bolsonaro: comandou a própria Pasta das Cidades no governo Dilma e presidiu a Caixa Econômica na gestão Temer. Assim como boa parte dos próceres do PP, a começar pelo próprio Nogueira, não escapou da Lava Jato. Foi acusado pelo doleiro Lucio Funaro de comandar um esquema de rateio de propina a parlamentares do partido quando ocupava a vice-presidência de Governo da Caixa Econômica.

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16.05.19
ED. 6115

PEC do Serra

José Serra garante ter o apoio de 42 senadores à apresentação de uma PEC instituindo o parlamentarismo no Brasil – um velho projeto do tucano. Se as contas de Serra estiverem certas, são cinco assinaturas a mais do que o mínimo necessário para dar a partida na tramitação da proposta.

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16.05.19
ED. 6115

Grande calado

A Hutchison Ports, de Hong Kong, está em busca de projetos portuários no Brasil. Os asiáticos abriram conversações com o governo do Pernambuco. Em pauta, a construção de um novo terminal no Porto de Suape, um investimento em torno de R$ 1,5 bilhão. A chinesa CCCC também está no páreo.

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16.05.19
ED. 6115

Overbooking

Em sua atribulada chegada à Câmara, ontem, o ministro Abraham Weintraub chamou a atenção pelo tamanho de sua “escolta”. Além de congressistas da base aliada, era acompanhado por 16 assessores do Ministério. Nem Paulo Guedes costuma carregar uma tropa similar em suas idas ao Congresso. A maior parte do séquito de Weintraub, no entanto, foi impedida de entrar no plenário.

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16.05.19
ED. 6115

Ponto final

Procurados, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Carrefour e Hutchison Ports.

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