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Planos
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14.05.19
ED. 6113

Bolsonaro abre temporada de tiros contra o interesse nacional

Alguém precisa apresentar o presidente Jair Bolsonaro aos generais. O decreto que abre o mercado brasileiro para a importação de armas e munição foi mais um movimento do Palácio do Planalto sem a devida sintonia com o Alto-Comando do Exército. As novas regras foram elaboradas sem consultas aos militares. A liberação de determinados armamentos de uso exclusivo das Forças Armadas não é vista com bons olhos pelos generais quatro estrelas.

O mesmo se aplica à facilidade para a importação sem a contrapartida de uma fábrica no Brasil. Ressalte-se ainda que o governo Bolsonaro vai na contramão da prática crescente entre grandes nações, notadamente na Europa. Recentemente, preocupada com um avanço de investidores russos e chineses, a Comunidade Europeia criou uma legislação proibindo estrangeiros de adquirir fabricantes de armamentos e munição. Discute-se naquele continente também a liberalização para as importações das armas de determinada origem de fabricação – o Brasil, por exemplo, tem sido gongado em operações de comércio exterior devido à péssima imagem do genocídio que ocorre nas grandes cidades do país.

Consultado, o Exército preferiu não fazer considerações sobre as medidas. Informou que, por intermédio da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados/Comando Logístico, “analisa o decreto 9.785, para emanar, em breve, a normatização decorrente dentro da sua esfera de atribuições”. Sem a exigência da produção local, o Brasil deverá se tornar um mero balcão de armas e projéteis sem qualquer investimento ou promessa de geração de empregos. A Glock foi uma das primeiras a fazer chegar a decisão de recuo: já avisou ao governo brasileiro que não tem qualquer intenção de montar uma fábrica no país.

A suíça Ruag vai pelo mesmo caminho. E pobre de quem disser o contrário. Segundo o RR apurou, na semana passada o grupo demitiu o representante que participou da LAAD no último mês de abril, no Rio de Janeiro. O executivo da Ruag aproveitou os holofotes da maior feira da área de Defesa da América Latina para sinalizar investimentos no país. Chegou, inclusive, a manter contato com autoridades da área de Defesa reacendendo expectativas da vinda da companhia para o Brasil. Acabou sendo alvejado pela direção do grupo. Em setembro do ano passado, o governo suíço, controlador da empresa, já havia proibido a Ruag de construir uma fábrica de munição no Brasil. O entendimento é que a iniciativa representaria um risco para a imagem da própria Suíça.

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14.05.19
ED. 6113

Tratamento de choque

Jair Bolsonaro pediu ao ministro Paulo Guedes um “choque de consumo” até o final do ano. No gatilho estão os saques do FGTS e do PIS/Pasep e um refinanciamento das dívidas das pessoas com nome no SPC. Nenhuma dessas medidas tem impacto fiscal negativo. Todas têm grande poder de impulsão do varejo.

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14.05.19
ED. 6113

Brookfield avança

A Brookfield está em tratativas para a aquisição da Argo, holding que reúne os ativos do Pátria Investimentos na área de transmissão. A operação é avaliada em R$ 3,5 bilhões.

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14.05.19
ED. 6113

Praça do pedágio

O ministro Tarcísio Freitas pretende marcar para outubro o leilão da BR-163, um dos principais projetos do PPI.

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14.05.19
ED. 6113

Ave de rapina

A Equinor, antiga Statoil, estaria disposta a fisgar metade da participação de 20% da portuguesa Galp no campo de Carcará do Norte. Seria o combustível suficiente para os noruegueses assumirem o controle do consórcio com 50%. Hoje, dividem o posto com a ExxonMobil, cada um com 40%.

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14.05.19
ED. 6113

Governo empurra sindicato para as cordas

O governo Bolsonaro está empenhado em acuar as centrais sindicais no canto do ringue e enfraquecê-las ainda mais antes da reforma da Previdência. Nos últimos dias, deputados da base governista, à frente Joice Hasselmann, têm feito um intenso corpo a corpo com líderes partidários para acelerar a votação da Medida Provisória 873. A MP restringe o financiamento dos sindicatos, extinguindo o desconto em folha obrigatório das contribuições. As articulações conduzidas por Joice foram decisivas para que a Comissão mista da Câmara e do Senado fosse instalada na semana passada – a previsão original era que ela só sairia do papel no fim do mês. O governo corre contra o relógio: a MP perderá a validade em 28 de junho.

Na mão contrária, os heróis da resistência também tentam se articular. Diante do enfraquecimento dos sindicatos, a Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social tornou-se um dos mais aguerridos grupos de enfrentamento à Medida Provisória. Na semana passada, obteve uma liminar contra a MP. Além disso, tem feito pressão junto a parlamentares contra a aprovação do projeto. No final, vai ser só para cumprir tabela.

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14.05.19
ED. 6113

Uma tribuna para Amôedo

Parlamentares do Partido Novo reacenderam a ideia de que João Amôedo assuma um cargo no governo de Romeu Zema em Minas Gerais. Buscam uma vitrine para manter o presidenciável Amôedo em evidência até 2022.

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14.05.19
ED. 6113

Brigadeiro ganha altitude no Meio Ambiente

Pouco tempo após assumir a Secretaria de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, o brigadeiro Eduardo Serra Negra Camerini já desponta como um dos nomes mais influentes junto ao ministro Ricardo Salles. Nessa República esquizofrênica, com a rápida ascensão, combinada à patente, o militar periga virar alvo de Olavo de Carvalho.

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14.05.19
ED. 6113

Manifesto virtual

Os organizadores do abaixo-assinado eletrônico contra os cortes nas universidades públicas preparam um tuitaço para hoje. A previsão é que no meio da tarde será atingida a meta de 1,5 milhão de signatários. E assim, provavelmente, a iniciativa terá cumprido o único papel possível: gerar algum barulho na internet. Efeito prático, é possível que não tenha nenhum.

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14.05.19
ED. 6113

Pacto interministerial

Seja qual for o resultado da votação da Medida Provisória 870 em plenário, os ministros Sérgio Moro, Paulo Guedes e Damares Alves firmaram um pacto: não haverá alterações nos principais cargos de chefia da Funai e do Coaf, independentemente da Pasta que abrigará os dois órgãos. Pelo menos é o que foi combinado.

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14.05.19
ED. 6113

Cabeça a cabeça

O ex-secretário de Saúde do Rio, Sergio Cortes, acelera as tratativas para fechar um acordo de delação premiada com o Ministério Público. Cortes disputa uma corrida com o antigo chefe, Sérgio Cabral. Se o ex-governador destampar de vez a Caixa de Pandora da saúde, lá se vai sua moeda de troca com a Lava Jato.

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14.05.19
ED. 6113

Motor de arranque

João Doria e Bruno Covas já iniciaram tratativas com a Liberty Media, dona da Fórmula 1, para renovar o contrato com a categoria, que vence em 2020. O novo acordo teria validade de cinco anos. A dupla nem sequer cogita a hipótese de perder o Grande Prêmio para o Rio de Janeiro, onde será construído um novo autódromo.

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14.05.19
ED. 6113

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Brookfield, Pátria, Equinor e Galp.

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