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Planos
10.05.19
ED. 6111

A quem interessa um Coaf sem poder de polícia?

Antes que se iniciem as torrenciais maledicências, não é uma demanda de Paulo Guedes o iminente retorno do Coaf para o Ministério da Economia. A medida só tem uma tradução: a redução dos dispositivos e da força-tarefa que vêm sendo montados por Sérgio Moro para intensificar o combate à corrupção e a crimes financeiros. A medida expõe Guedes e o atrapalha nas grandes batalhas pelas reformas estruturais.

À primeira vista, não há probabilidade da manutenção do projeto do ministro da Justiça na Pasta da Economia. Moro idealiza um Coaf conectado à Polícia Federal e ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, subordinados à Justiça. Além da já anunciada duplicação do quadro de funcionários, composto por 37 servidores, também estão programados investimentos para a integração do Conselho com a área de Inteligência da PF. Os planos de Moro preveem ainda a nomeação de especialistas em lavagem de dinheiro para postos-chave no Coaf.

O cartão de visitas já foi apresentado: indicado por Moro, o presidente do Coaf, Roberto Leonel, foi chefe da Inteligência da Receita Federal em Curitiba e atuou no caso do Banestado e na Lava Jato. No momento, qualificar qualquer tipo de ação política por trás do movimento pendular do Coaf é quase um exercício epistemológico. As circunstâncias não suportam diagnósticos cartesianos. A quem interessa desmobilizar o aparelho de investigação de crimes financeiros formulado por Sérgio Moro a partir do Coaf? O Centrão?

Os investigados pela Lava Jato? Os condenados por Moro? Olavo de Carvalho? Antes que alguém faça qualquer ilação sobre o relacionamento atávico entre Paulo Guedes e o mercado financeiro, ressalte-se logo que essa associação é venal. A celeuma em torno da volta do Coaf à Economia pode não passar de mera fumaça. Ontem mesmo, em mais um movimento errático, Jair Bolsonaro fez um apelo, ainda que tímido, para que o plenário do Congresso devolva o Coaf a Moro. Por enquanto, o projeto do ministro da Justiça segue de pé. Mas tudo pode acontecer. Até mesmo não acontecer nada.

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10.05.19
ED. 6111

A solidão dos paladinos e a tradução do engodo

Se Rubem Braga fosse vivo, imbuído pelos eflúvios da solidão do militar e do sacerdote, mudaria o título do seu primeiro livro de crônicas. Ao invés de “O conde e o passarinho”, a obra de Braga se chamaria “O general e o ornitorrinco”. As alusões são e não são óbvias. O general é o ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas, combatente do eu sozinho contra o desrespeito que grassa as instituições e assola o país.

O ornitorrinco é o abandonado e pseudo superministro Sérgio Moro, candidato a ex-candidato a uma vaga na Suprema Corte. Entenda-se a associação um tanto oblíqua entre Moro e o ovíparo. O ornitorrinco é o mais solitário dos animais. Vive a contradição do desejo de andar em pares e da repulsa dessa mesma companhia. Villas Bôas tem desempenhado batalhas homéricas nesses últimos três anos.

Talvez o resiliente general nunca tenha enfrentado um momento de solidão tamanha do que quando da sua ida ao Congresso, representando a si próprio, para prestar apoio ao ornitorrinco. Moro, que sempre esteve em larga companhia, estranha agora andar sozinho, vendo solapadas as bases de um poder prestes a virar vento. O general e o ornitorrinco falam o mesmo dialeto. Buscam o caminho do correto por linhas incorretas às vezes. O general, na sua homenagem a Moro, foi aplaudido de pé por motivo que não era o presente. O ministro foi vaiado em silêncio. Ambos escrevem a quatro mãos uma crônica sobre a asfixia nacional. O título já está pronto e eles nem sabem: “Jair Bolsonaro, nem capitão, nem presidente.”

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10.05.19
ED. 6111

CPI do Fies a caminho

Parlamentares do PSL, a começar pela onipresente Joice Hasselmann, estão costurando o apoio de outros partidos para a criação da CPI do Fies, com o objetivo de investigar o repasse de recursos a grupos privados da área de educação. A Comissão quase saiu do papel no governo Temer, mas acabou no fundo da gaveta. Agora, ao que parece, a escalada da narrativa para justificar a CPI já começou: nesta semana, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, chamou o Fies de “desastre” e “tragédia”.

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10.05.19
ED. 6111

A família militar

Quem frequenta os renomados restaurantes de Brasília próximos à Esplanada dos Ministérios tem percebido uma mudança no perfil da clientela. É cada vez mais comum a presença de militares em grupo jantando quase sempre em companhia de familiares. A cena chama a atenção pelo contraste com os hábitos e costumes dos parlamentares e demais autoridades.

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10.05.19
ED. 6111

Pelego

Em conversas reservadas com sindicalistas, o deputado Paulinho da Força garante que vai trabalhar para esvaziar a Comissão montada na Câmara para examinar a Medida Provisória 873. Trata-se da MP que desidrata ainda mais as finanças dos sindicatos. Diante da metamorfose de Paulinho – cada vez mais parlamentar e menos líder trabalhista – seus antigos companheiros não acreditam no que ouviram.

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10.05.19
ED. 6111

Ferrovia chinesa

Uma das maiores tradings agrícolas do mundo, a chinesa Cofco desponta como interessada na licitação da Ferrogão, que cortará o Centro-Oeste até chegar ao Porto de Mirituba (PA). Da região sai boa parte da produção dos asiáticos no mercado brasileiro. A Cofco já exporta por ano mais de 12 milhões de toneladas de grãos no país.

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10.05.19
ED. 6111

Farallon reserva um bilhete na Invepar

O Farallon pode assumir um novo figurino na Invepar. A gestora norte-americana estaria disposta a entrar no capital da holding por meio da conversão de parte dos seus créditos em participação acionária. A Invepar deve aproximadamente R$ 1,5 bilhão ao Farallon. A negociação depende do aval de Previ, Funcef e Petros, acionistas da Invepar. Por sinal, muito em breve o trio terá também a companhia de uma revoada de fundos-abutre que estão assumindo a participação da OAS na concessionária de transportes.

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10.05.19
ED. 6111

Boilerplate

Rodrigo Maia cunhou uma resposta padrão para os governadores que o procuram pedindo a aprovação da PEC da Previdência: “Diga publicamente que é a favor da reforma”. Maia cansou de ver governador declarando apoio ao projeto a portas fechadas e dizendo o contrário em público. O mais recente foi o do Espírito Santo, Renato Casagrande.

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10.05.19
ED. 6111

Senso de oportunidade

Ciro Gomes está programando uma série de palestras em universidades públicas. Quer aproveitar o chão fervente das salas de aula devido aos cortes na educação anunciados pelo governo Bolsonaro.

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10.05.19
ED. 6111

“Governo de transição”

Segundo informações filtradas da Netshoes, a permanência de Marcio Kumruian como CEO da empresa de e-commerce tem prazo de validade. Ele deverá permanecer no posto em uma gestão de transição, provavelmente até o fim deste ano. Procurado, o Magazine Luiza, que fechou a compra do Netshoes, afirma que, por contrato, “Kumruian continua na operação.” Por quanto tempo? Não diz.

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10.05.19
ED. 6111

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Farallon e Cofco.

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