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Planos
09.05.19
ED. 6110

Tarcísio Freitas evita pouso forçado nas concessões aeroportuárias

Ao mesmo tempo em que prepara a próxima fornada de licitações do setor aeroportuário, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, precisa desatar os nós do passado, herdados, notadamente, do governo Dilma. De acordo com informações filtradas do próprio Ministério, Inframérica e GRU Airport, concessionárias, respectivamente, dos aeroportos de Brasília e de Guarulhos, teriam iniciado gestões para uma nova recomposição econômicofinanceira de seus contratos. O objetivo seria ajustar valores das parcelas que, por contrato, terão de ser pagos em 2020.

Em outubro de 2018, o então Ministério dos Transportes e a ANAC autorizaram a revisão dos valores a serem pagos pela dupla em 2019. As duas concessionárias têm acumulado seguidos prejuízos. Nos últimos dois anos, a GRU Airport perdeu mais de R$ 800 milhões. A Inframérica ainda não fechou os números de 2018, mas o déficit somado nos dois exercícios anteriores passou dos R$ 520 milhões.

Consultada, a Inframérica não se pronunciou especificamente sobre o possível acordo para a recomposição de contrato. A empresa afirmou que está “em dia com o pagamento das outorgas e adimplente com seus compromissos.” Informa ainda que “o retorno financeiro das concessões aeroportuárias é de médio e longo prazo”. Já a GRU não quis se manifestar. A prioridade do governo é garantir a viabilidade econômico-financeira das concessões realizadas em 2012 eafastar qualquer risco de devolução de licenças ou de novos processos de recuperação judicial. O caso de Viracopos serve de alerta. Em grave situação financeira, a concessionária entrou em RJ e hoje só tem dois caminhos: a transferência para a Zurich Airport, que apresentou uma proposta, ou a caducidade da licença.

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09.05.19
ED. 6110

Base de Alcântara vira caso de Justiça

O Ministério Público Federal está entrando no caminho no acordo entre Brasil e Estados Unidos para o uso da Base de Alcântara. A procuradora Federal dos Direitos da Defesa do Cidadão, Deborah Duprat, vai exigir na Justiça que o governo dê contrapartidas sociais à população quilombola que vive na região. Um dos objetivos principais é evitar que uma possível expansão da base acarrete novas desapropriações. Desde 2010, por exemplo, repousa no Ministério da Defesa um projeto de instalação de mais três plataformas de lançamento de foguete, que ocuparia uma área onde moram cerca de 700 famílias.

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09.05.19
ED. 6110

Horário nobre

Depois de José Luiz Datena e Silvio Santos, Jair Bolsonaro deverá bater ponto no programa de Mariana Godoy, na Rede TV. A família já é habitué: há cerca de 15 dias, Eduardo Bolsonaro deu uma entrevista à apresentadora.

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09.05.19
ED. 6110

Nos trilhos

Dois grandes grupos asiáticos, um chinês e outro japonês, vêm mantendo conversações com os governos de São Paulo e do Distrito Federal. Em jogo, a licitação da linha 6 do metrô paulistano e a privatização do Metrô de Brasília. No caso de São Paulo, são necessários R$ 8 bilhões para a conclusão das obras. A linha 6 vinha sendo construída por um consórcio entre Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, que deixaram o projeto.

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09.05.19
ED. 6110

Um Brasil diferente

Mesmo com a economia patinando, a Unilever vislumbra um 2019 mais alvissareiro no Brasil. Segundo informaçõesfiltradas da própria companhia, sua estimativa é de um aumento da receita da ordem de 6% neste ano. Em 2018, a Unilever não alcançou sequer a metade dessa taxa de crescimento. O Brasil, inclusive, foi determinante para derrubar os resultados do grupo na América Latina.

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09.05.19
ED. 6110

Paulo Guedes merece respeito pela bravura inaudita

No dia em que se comemorou a vitória das forças aliadas na Segunda Guerra Mundial, o ministro da Economia, Paulo Guedes, que já foi tachado de “Macunaíma” e “Beato Salu”, somente para citaralguns epítetos pouco elegantes, podia muito bem atender pelos nomes de Geraldo Baêta da Cruz, Geraldo Rodrigues de Souza e Arlindo Lúcio da Silva. Os três pracinhas brasileiros saíram em patrulha pela região de Montese, pouco antes da tomada do território. Era 14 de abril de 1945 quando os três soldados se depararam inesperadamente com uma companhia do Exército alemão, com aproximadamente 100 homens.

Eles ordenaram aos brasileiros que se rendessem. Os pracinhas optaram honradamente por enfrentar uma batalha perdida, sem munição, até a morte. No mesmo dia 8 de maio, em que se celebra a paz no ocidente, um dos mais controvertidos personagens da vida pública do país voltou ao Congresso Nacional, para debate junto à Comissão Especial da Câmara dos Deputados, no confronto que já está sendo chamado de “Guerra da Previdência Social”. O realismo da execução não foi o mesmo dos “Drei Brasilianische Helden” (três heróis brasileiros), mas, simbolicamente, o fuzilamento foi de violência similar.

O que se viu foi mais um massacre moral contra o único ministro da República que defende uma causa com ardor e bravura. Desgrenhado, suando, esbravejando, aparentando um ataque cardiovascular a qualquer momento, Guedes lutou como um tigre por uma bandeira e em nome de um governo de poltrões. Com a ferramenta da sua torrencial racionalidade, só ele aceita o enfrentamento em defesa da causa mater do mandarinato bizarro de Jair Bolsonaro. Paulo Guedes não quer essa reforma da Previdência. Quer qualquer reforma da Previdência que lhe dê o R$ 1 trilhão necessário para evitar a insolvência do Estado brasileiro e a suspensão radical dos investimentos no país.

Que gravem, subsidiem ou retirem os benefícios de diferentes classes, profissionais, idades, gêneros. Esse não é o ponto. A questão é a aritmética: se o buraco não fechar, serão suspensos os investimentos e os pagamentos das unidades federativas, o país poderá experimentar um shutdown e as aposentadorias, last, but not least, não serão honradas. O RR costuma fazer severas críticas à postura radical e não raras vezes destemperada de Paulo Guedes.

Mas Guedes encontrou o seu papel e figurino. Ninguém no país está lutando como ele por uma reforma que só não foi ainda aprovada por que o papel da oposição tem sido de contraditar qualquer medida do governo, mesmo que concorde no mérito. Só que essa reforma é a mãe de todas as reformas. O ministro pode se ver sem munição, encurralado, sem apoio político, mas a sua não rendição já está escrita entre as boas páginas da história. Nesse momento, Guedes representa Baêta da Cruz, Rodrigues de Souza e Lúcio da Silva. Dele, emana a comovente coragem dos pracinhas.

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09.05.19
ED. 6110

Mutirão

O TRF da 4ª Região vai fazer uma dobradinha com a Caixa Econômica na tentativa de acelerar os 90 mil processos na Corte questionando os expurgos inflacionários com os planos Bresser, Verão e Collor. Correntistas da CEF poderão fazer acordos online com o banco para receber as indenizações pelas perdas com os pacotes econômicos. Os contratos serão automaticamente aceitos pelo TRF

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O ministro Sérgio Moro, ao que parece, quer distância de balbúrdia nas redes sociais. Cerca de um mês após entrar no Twitter, segue apenas 13 perfis, limitando-se à conta oficial de Jair Bolsonaro ou de Ministérios. Nada de Carlos ou Eduardo Bolsonaro, os agitadores-mor da República virtual.

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09.05.19
ED. 6110

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: CEF e Unilever.

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