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Planos
25.04.19
ED. 6101

Falta dinheiro para fazer dinheiro

O ministro Paulo Guedes o presidente do Banco Central, Roberto Campos Netto, enfrentam um problema “monetário”: está faltando dinheiro para produzir dinheiro. Os cortes no orçamento da Casa da Moeda têm inviabilizado a produção de um novo lote de cédulas de Real. O custo estimado para a impressão de algo como um bilhão de unidades é da ordem de R$ 1,5 bilhão, quase três vezes a dotação da estatal para este ano. Uma saída seria o exterior, mas também não há orçamento disponível para a contratação de empresas internacionais – desde 2016, por meio de uma MP assinada por Michel Temer, o Banco Central está autorizado a “importar” dinheiro. Procurada, a Casa da Moeda informa que “até o presente momento, o BC não a contratou” para a produção da nova leva de cédulas. Perguntada especificamente sobre o custo da impressão e suas restrições de orçamento, não se pronunciou. No fim do ano passado, a Comissão Mista de Orçamento aprovou um crédito especial para a estatal da ordem de R$ 350 milhões, mas a maior parte dos recursos foi tragada para cobrir prejuízos da empresa. A questão ganha ainda mais relevo devido à pressão das próprias instituições financeiras. As cédulas antigas entopem e danificam caixas eletrônicos. Dos mais de seis bilhões de notas em circulação no país, ainda há cerca de 160 milhões da primeira família do real, impressa há 25 anos.

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25/04/19 15:32h

Alberto Campos

disse:

As informações estão truncadas e algumas erradas. O orçamento para produção de dinheiro é do Banco Central, não da Casa da Moeda que é contratada. Os 350 milhões não foram "tragados" para cobrir prejuízos, mas sim para honrar as dívidas do governo com a Casa da Moeda que já somam quase 1 bilhão de Reais em serviços prestados e não pagos. A Casa da Moeda presta o serviço, o contribuinte recolhe aos cofres públicos e o governo dá o calote em quem executou o serviço. Simples assim. Já dizia Avram Noam Chomsky, linguista, filósofo, sociólogo, cientista cognitivo, comentarista e ativista político norte-americano: "Essa é a técnica padrão da privatização: Corte o dinheiro, certifique-se que as coisas não funcionam, de que as pessoas fiquem zangadas, então entregue ao capital privado." Mais claro que isso.... Porque será então que colocam a empresa que produz o dinheiro de uma nação num programa de privatização?

25.04.19
ED. 6101

Luz para (quase) todos

O governo vai fazer uma devassa no cadastro de beneficiários da Tarifa Social – desconto de 10% a 65% nas contas de luz para a população de baixa renda. Trata-se de mais um exemplo da barafunda em que se tornou a gestão dos programas sociais no país. A Aneel contabiliza pouco mais de 8,5 milhões de famílias que recebem a Tarifa Social. Já o Cadastro Único do governo aponta um número quase três vezes maior: 23 milhões de famílias. O pente fino ganha mais importância diante do aumento do desconto aprovado pelo Senado há cerca de duas semanas, que significará aproximadamente R$ 1 bilhão a mais em subsídios, cifra que vai desaguar na conta de luz de todos os contribuintes.

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25.04.19
ED. 6101

Dedo do gatilho

O Santander está prestes a fechar a compra da participação de 40% do BS2 (ex-Banco Bonsucesso) na Olé Financeira. É só o começo: com 100% do controle, os espanhóis pretendem usar a Olé como ponta de lança para a aquisição de fintechs da área de crédito.

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25.04.19
ED. 6101

Cardápio completo

Além de ampliar o mercado para a carne bovina e suína brasileiras, a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, terá outra missão ainda mais complexa na sua visita a Pequim, em maio: discutir com o governo chinês um relaxamento das tarifas antidumping para as importações de frango. As sobretaxas para o produto brasileiro chegam a 32%

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25.04.19
ED. 6101

Fora!

Há um novo grito de guerra nas ruas da internet. Após o “Fora Temer”, é o “Fora Toffoli”.

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25.04.19
ED. 6101

Roman à clef sobre o perdão que talvez salve a todos

As noites secas de Brasília estimulam sonos voltívolos e insônia. Cabe nesses interstícios da quietação receber os duendes da incerteza. O ministro Gilmar Mendes tem sido visitado por esses pequenos seres. Mendes se considera um estadista. Talvez seja. Em plena madrugada suas meditações se entrecruzam: o julgamento da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a estabilidade da Nação e a integridade do Judiciário. Mendes pensa em Jair Bolsonaro. Pensa em Lula. Na finitude. Na interseção da dor com o derrocamento. A lembrança de Lula é cara ao ministro. Mendes sabe que a culpabilidade do ex-presidente é relativa. Sabe igualmente que o Judiciário racionaliza os indícios na direção que as circunstâncias determinam. E as circunstâncias mudam.

O Judiciário cumpriu sua missão em relação ao ex-presidente. A Justiça, não. O episódio da morte do neto de Lula poderia ter sido o timing adequado para o início de uma distensão. Ao inverso, ficou a memória da intolerância, da vista cega da Justiça; e seu choro convulsivo de homem, despido do manto da autoridade, ao falar pelo telefone com um Lula dilacerado aos pés do esquife. Lembrança dolorida à parte, Gilmar não se deixa adocicar. E a responsabilidade do Supremo pelo bem maior do país? E o Estado da ordem? E o compromisso com a segurança nacional? O magistrado se lembra de Getúlio Vargas vilipendiado; Vargas tornou-se mártir em um átimo. Em uma bala. Imaginem se Lula adoece e queda-se na prisão, um tombo que seja, sem o direito de viver seus dias, talvez os últimos, dignamente em prisão semiaberta ou – por que não? – domiciliar, sendo visitado por entes queridos, respirando ao menos a liberdade vigiada.

Seria um risco minúsculo frente à inundação de raiva e protesto que tomariam o país se o ex-presidente fosse vítima de um infortúnio nesses dias sombrios de impopularidade e descontentamento dos brasileiros com os homens togados e circunspectos. Mendes, parafraseando o príncipe, sussurra para si mesmo: “Que o bem seja como o mal; que seja feito de uma só vez. Até porque precisamos todos, todos mesmo, nos proteger”. Os duendes persistem bailando nos cantos do cômodo, como travessos portadores de pensamentos indesejáveis. Gilmar Mendes persegue o sono, se é que existe um alívio possível.

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25.04.19
ED. 6101

“Dia do Índio”

O Ministério da Agricultura montou uma “operação de guerra” em reação ao “15º Acampamento Terra Livre”, manifestação da comunidade indígena que começou ontem e prossegue no dia de hoje, na Esplanada dos Ministérios. A Pasta enviou aos seus funcionários um memorando com recomendações especiais. No texto, alertou para o “risco de invasão dos prédios e de ameaças aos servidores”. Deu ainda recomendações sobre a possibilidade de evacuação do edifício-sede e desligamento dos elevadores em casos de ataque.

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25.04.19
ED. 6101

Vigor só tem uma?

Em meio ao contencioso com a francesa Lactalis pelo controle da Itambé, a mexicana Lala briga também na Justiça pela exclusividade do uso da marca Vigor no setor de alimentos. O STJ vai julgar ainda nesta semana a ação movida pelo grupo contra a gaúcha Coradini Alimentos, para impedir que a empresa comercialize arroz com o nome Vigor. Os mexicanos exigem ainda uma indenização.

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25.04.19
ED. 6101

Um teto para Jucá

Existe uma articulação no MDB para alçar Romero Jucá à presidência da Fundação Ulysses Guimarães. O consenso é que o afastamento “temporário” de Moreira Franco do cargo será definitivo. Em tempo: curiosamente, há dois anos, Jucá chegou a sugerir o fim da Fundação. À época, tinha mandato de senador e era um dos homens fortes do governo Temer.

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25.04.19
ED. 6101

Ponto final

Procurados, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Santander e BS2.

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