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Planos
24.04.19
ED. 6100

Os dados rolam na PGR

Em meio ao conflito entre a Procuradoria Geral da República e o STF, um novo nome desponta na corrida para substituir Raquel Dodge. Trata-se Luiza Cristina Fonseca Fricheisen, subprocuradora-geral da República e coordenadora da área criminal na PGR. Sua mindicação ganhou força nas últimas semanas, no vácuo do pacote anticrime de Sergio Moro. Luiza está na linha de frente do grupo do MPF que atua junto à Câmara dos Deputados e ao Senado pela aprovação das 10 medidas apresentadas pelo ministro da Justiça. A subprocuradora é conhecida entre seus pares pela defesa da prisão após condenação em segunda instância e pela reformulação do sistema de recursos penais. Segundo a fonte do RR na Procuradoria-Geral, Luiza está disposta, inclusive, a concorrer no polêmico pleito que a Associação Nacional dos Procuradores da República quer realizar dia 18 de junho, eleição esta que, a princípio, não conta com o respaldo de Raquel Dodge e do Conselho Superior do Ministério Público Federal.

Outra peça importante se movimenta no tabuleiro da sucessão de Raquel Dodge. O ex-PGR Rodrigo Janot já adiou por duas vezes sua anunciada aposentadoria do Ministério Público e segue atuando junto à Quinta Turma do STJ. Dificilmente deixará o jogo antes de setembro, quando termina o mandato de Raquel Dodge. Janot está em campanha pela indicação de Lauro Cardoso, que ocupou a Secretaria Geral da PGR durante sua gestão.

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24.04.19
ED. 6100

O novo dono da Paranapanema

Ao que tudo indica, a Paranapanema vive o fim de uma era. Após comprar os 20% da companhia em poder da Previ, a Buritipar, do empresário João José de Araújo, avança sobre a participação da Caixa Econômica. O banco detém 17% da empresa. Tomando-se como base apenas a cotação de mercado, sem qualquer prêmio de controle, a fatia da Caixa está avaliada em cerca de R$ 160 milhões. A se confirmar a saída da CEF, a Petros ficaria como a última remanescente da operação de socorro montada em 1995, no governo FHC, para o salvamento da Paranapanema. E lá se foram mais de duas décadas com os fundos de pensão e a Caixa torrando centenas de milhões no alto-forno da empresa. O presente não é muito diferente do passado: só em 2018, a empresa teve mais de R$ 320 milhões em prejuízo.

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24.04.19
ED. 6100

Dali não sai

Volta e meia o ministro da Economia, Paulo Guedes, diz a integrantes da sua equipe que, se intervierem nas suas decisões, dá meia volta e retorna para o Leblon, seu pedaço de mundo predileto. O intervalo das ameaças tem ficado cada vez mais curto. Um dos colaboradores mais próximos de Guedes no governo desdenha da ranzinzice. Afirmou que apostaria com o RR que não passam de desabafos. Diga-se a bem da verdade que Guedes sempre foi chegado a uma falação.

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24.04.19
ED. 6100

Autoajuda

De acordo com informações filtradas da própria ANTT, a BR-163, da CCR, vai puxar a fila de cassações de concessões rodoviárias que não cumpriram os investimentos. Procurada, a Agência disse que “todos os descumprimentos estão sendo apurados” e “não há como afirmar a ordem” das cassações.

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24.04.19
ED. 6100

Lemann assume o “Ministério da Produtividade”

Jorge Paulo Lemann, que já tem o seu Endeavor para estimular o empreendedorismo nos jovens e participa de ações empresariais voltadas à capacitação de futuros homens públicos, arrumou outro brinquedo. Vai liderar uma fundação de big bosses para subsidiar o governo com medidas que aumentem a produtividade e melhorem o ambiente dos negócios. Ao lado de Lemann estão nomes como Daniel Klabin, Jorge Gerdau e o indefectível Vicente Falconi, além, é claro, do seu time de futebol: Beto Sicupira, Carlos Brito, Marcel Telles e Alexandre Behring. Seu escrete terceirizará conhecimento com o qual pretende brindar o governo.

O leque de empresários tem a função de injetar combustível financeiro e emoldurar as propostas com seu prestígio. A novidade é a sugestão para que o grupo funcione também como se fosse um comitê de arbitragem das sugestões apresentadas. Assim, quando houver dúvidas entre a adoção das medidas ofertadas ou do governo, o “Comitê Lemann” daria seu veredito. O proselitismo do empresário sob a forma de filantropia não pode ser tachado como algo negativo ou prejudicial à sociedade.

Seu pecado é ser monotônico, tendendo à neurolinguística e à autoajuda. Não bastasse, o discurso de Lemann traz implícito um permanente desconforto com o Brasil, uma senzala administrativa a exigir os processos e práticas que levaram ao sucesso os países e grupos empresariais mais desenvolvidos. Um bom exemplo do que Lemann não é e nem quer ser – por isso o define melhor ainda – foi o grupo dos 14, uma pequena tropa empresarial, extremamente politizada, que assinou um dos mais notáveis capítulos da burguesia nacional, nos anos 80.

Nomes como Luiz Eulálio Bueno Vidigal, Antônio Ermírio de Moraes, Paulo Francine, Cláudio Bardella, José Mindlin e Paulo Vellinho, entre outros, lutaram contra a ditadura, pressionaram o governo para o desenvolvimento da indústria nacional – o setor na década de 80 alcançou 30% do PIB contra os atuais 12% – e fizeram o maior lobby empresarial por investimentos na infraestrutura. Todos eram ligados à economia física, ao contrário da hegemonia financista dos novos vencedores. A nova Fundação de Lemann, noves fora as novidades já mencionadas, deve apresentar mais do mesmo: orçamento base zero, envolvimento do dono da empresa na contratação de capital humano e uma meritocracia radical. O museu de grandes novidades do líder cervejeiro servirá de script para mais um show de narcisismo do dono da Ambev. Lemann tem um ego ciclópico e é campeão de vaidade nas redes, impulsionando seus milhões de aparições. No meio de toda a bizarrice que assola o país, até que não chega a ser mau.

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24.04.19
ED. 6100

As duas viagens de David Neeleman

Em meio às turbulentas negociações para a compra da Avianca, David Neeleman, dono da Azul, se dedica à outra operação razoavelmente complexa: discute com a parceria Atlantic Gateway a necessidade de um aporte de capital na TAP. O busílis é saber se o governo português, sócio da empresa, participará e, mais do que isso, concordará com a possível capitalização da companhia, que, no ano passado, amargou um prejuízo de 118 milhões de euros.

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24.04.19
ED. 6100

Jogada ensaiada

Os embargos da defesa de Blairo Maggi solicitando a permanência dos processos contra o ex-governador no STF são tiros em ricochete. Com a manobra, os advogados de Maggi tentam ganhar tempo para evitar a transferência das ações para a Justiça Federal de Mato Grosso. O tempo necessário para que os processos deslizem suavemente para o conforto da Justiça Eleitoral.

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24.04.19
ED. 6100

Energético?

A tailandesa Carabao, que chegou ao Brasil com a promessa de desbancar a Red Bull no mercado de energéticos, não só rompeu o milionário contrato de patrocínio com o Flamengo como já espreita a porta de saída do país. É muito prejuízo para tão pouco tempo.

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24.04.19
ED. 6100

Ponto final

Procurados, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Buritipar, Caixa, Carabao e TAP.

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