Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
10.04.19
ED. 6091

A “despedalada” e a fritura de Joaquim Levy

A pressão do Ministério da Economia para que o presidente do BNDES, Joaquim Levy, devolva à União, “para ontem”, recursos da ordem de R$ 126 bilhões está deixando de ser uma guerra fria para se tornar uma guerra suja. Paulo Guedes saiu do front para evitar o desgaste de prosseguir apertando Levy. Seus assessores assumiram a missão de quebrar a resistência da “despedalada” dos recursos, com o pagamento antecipado ao Tesouro Nacional dos empréstimos realizados no passado. O presidente do BNDES, por sua vez, pretende que a operação seja coberta de todas as garantias, de forma a evitar mais um constrangimento pessoal junto às autoridades fiscalizadoras.

Levy permanece arrolado em inquérito civil de improbidade administrativa que tramita na Procuradoria da República no Distrito Federal. Segundo o inquérito, ele teria realizado de modo disfarçado e ilícito “suposta operação de crédito entre o Tesouro e os bancos públicos”. Levy teria pedalado em 2015, melhorando artificialmente as contas do governo. Assessores de Paulo Guedes foram escalados como tropa de choque do ministro da Economia. À frente, Daniella Marques Consentino, chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos da Pasta e uma espécie de “cão de guarda” de Guedes, acompanhada dos secretários da Fazenda, Waldery Rodrigues Júnior, e do Tesouro, Mansueto Almeida.

Os três colocam em xeque a permanência de Levy no cargo. Daniella ataca por todos os flancos. Waldery bate forte publicamente, dando declarações que diminuem o presidente do BNDES; Mansueto opera conversando com os jornalistas em off the records e criticando a falta de um compromisso firme em relação aos recursos solicitados. Levy, por sua vez, diz que o ressarcimento à União é uma prioridade, “mas que o retorno dos aportes deve estar atrelado ao pagamento dos financiamentos que a instituição concedeu com esses recursos, incluindo estados, municípios, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.”

Só para constar, são esses mesmos bancos que estão incluídos no inquérito contra o presidente do BNDES. Levy sabe que a operação é extremamente politizada. Há também o risco dela ser interpretada como um financiamento disfarçado do banco ao seu controlador. Por essa ótica, ele cairia nas garras da Lei de Responsabilidade Fiscal. A proposta implicaria redução de lucros e menos dividendos, impostos e contribuições. Ou seja: redução de receita primária para o Tesouro. Com relação às pedaladas de 2015, o presidente do BNDES diz que ocorreu exatamente o contrário. Ele não só conteve a prática como teria “despedalado” no final do ano fatídico. Por uma dessas travessuras do destino, Joaquim Levy experimenta no BNDES agruras parecidas com as vividas por Paulo Rabello de Castro, quando era presidente do banco. A diferença é que o ministro da Fazenda era Henrique Meirelles, uma verdadeira dama quando comparado ao obstinado Paulo Guedes e sua furiosa tropa de choque.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.19
ED. 6091

Curto-circuito em Itaipu

A intrincada renegociação do Tratado de Itaipu vai ganhar ainda mais voltagem nesta semana. O governo Bolsonaro oficializará a sua posição de romper o acordo firmado em 2009 pelos então presidentes Lula e Fernando Lugo. O tema será levado para a reunião de amanhã, em Assunção, entre dirigentes de Itaipu e da ANDE, empresa pública paraguaia do setor elétrico. A cláusula em questão permite ao Paraguai comprar o excedente de energia da hidrelétrica ao preço subsidiado de US$ 6 por MWh. Procurada pelo RR, Itaipu informou que “o resultado da reunião será divulgado a posteriori”. Caso o acordo seja revisto, na prática o Paraguai terá de voltar a arcar integralmente com os custos financeiros referentes à construção da hidrelétrica. Estas despesas foram excluídas da base de cálculo dessa tranche adicional de energia comprada pelos paraguaios. Trata-se apenas de um dos pontos de fricção entre os dois países, numa renegociação bilateral que tem tudo para se arrastar 2019 adentro. O Brasil defende também um reajuste na tarifa cheia que o Paraguai paga pela energia de Itaipu– o valor médio atual é de US$ 54 o MWh. O aumento, neste caso, poderia chegar a 50%.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.19
ED. 6091

“Reforma da Previdência”

A Previdência do ex-senador Valdir Raupp está na mira do Ministério Público Federal, que analisa a legitimidade ou não do benefício concedido a ele. Raupp voltou à lista de aposentados vitalícios de Rondônia, na condição de ex-governador do estado. Receberá algo em torno de R$ 25 mil – a pensão havia sido extinta em 2011 pelo então governador Confúcio Moura. Raupp é investigado pela Java Jato. Em dezembro, o próprio MPF solicitou à Justiça o bloqueio de aproximadamente R$ 100 milhões em bens do exsenador para ressarcimento da Petrobras por supostos desvios em contratos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.19
ED. 6091

Del Nero, o franciscano

Ontem, na cerimônia de posse do novo presidente da CBF, Rogerio Caboclo, cartolas da entidade comentavam sobre a “generosidade” do ex-nº 1 da Casa, Marco Polo Del Nero. Além de um apartamento de 600 metros quadrados em São Paulo, Del Nero estaria transferindo para parentes cotas em empresas e até mesmo a propriedade de veículos. O dirigente foi banido do futebol pela Fifa por suspeitas de participação em esquemas de suborno.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.19
ED. 6091

Rebelião ruralista

A ministra Teresa Cristina foi escalada pelo Planalto para debelar um motim. A bancada ruralista ameaça votar em bloco contra a reforma da Previdência caso o Banco do Brasil leve adiante o projeto de reduzir substancialmente sua carteira de crédito agrícola. Mais de 60% do financiamento rural vêm do BB.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.19
ED. 6091

Tanque cheio

O fundo Advent entrou no páreo para se associar à BR Mania, a rede de lojas de conveniência da BR Distribuidora.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.19
ED. 6091

Privatização da CEB

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, negocia com o BNDES apoio financeiro para a privatização da Companhia Energética de Brasília (CEB). Procurado, o governo confirma o plano de vender o braço de geração da CEB e a CEB Participações.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.19
ED. 6091

Sondagem

Nos últimos dias, caciques políticos, empresários e mesmo magistrados vêm rondando discretamente Danielle Dytz da Cunha, filha de Eduardo Cunha.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.19
ED. 6091

Escola Bolsonaro

O governador do Rio, Wilson Witzel, também tem planos de realizar uma live semanal nas redes sociais.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.19
ED. 6091

Ponto final

Procurados, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Advent e BR Distribuidora.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.