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Planos
05.04.19
ED. 6088

Críticas e desagravos opõem togados e ex-fardados

Há uma óbvia relação entre o ato de desagravo ao Supremo Tribunal Federal na última quarta-feira e o editorial da nova edição da Revista do Clube Militar. O manifesto de apoio da “sociedade civil” ao STF – que uniu da OAB à CNBB e ao Conselho de Pastores, passando por Fiesp e Força Sindical – ocorreu poucos dias após a publicação entrar em circulação com o editorial intitulado “Ditadura da Toga?”. No texto, o presidente do Clube Militar, General de Divisão Eduardo José Barbosa, faz duras críticas à decisão do STF de que processos de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados à prática do “caixa 2” devem migrar para a Justiça Eleitoral.

O General afirma que “fica evidente uma ofensiva contra a Operação Lava Jato, deixando a suspeição de haver uma disputa pelo poder no âmbito do próprio Judiciário ou uma tentativa de ‘favorecer a defesa dos corruptos’”. No editorial, o presidente do CM classifica como “uma atitude presunçosa, arrogante e, mesmo, raivosa” a decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, que determinou a abertura de inquérito “para apurar contestação, ofensa, crítica ou ameaça” contra os ministros da Corte e seus familiares. “Por que não se pode criticar ou contestar?”, questiona o General Barbosa. Por sua vez, segundo informações correntes, o ato “espontâneo” de desagravo ao STF teria sido organizado pelos ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. O cenário é de uma “guerra fria”.

É importante que se faça algumas ressalvas. O STF não representa o Judiciário, em que pese ser a mais alta Corte do país. O Clube Militar, por sua vez, não vocaliza os militares da ativa, não obstante representar todos os oficiais que passaram pelo Exército, o que não é pouca coisa. Consultado pelo RR se o editorial em questão configura uma crítica a um episódio específico, o chamado julgamento do “caixa 2”, ou se trata de uma avaliação negativa do comportamento recente do STF, o CM respondeu que “Ambos”. Perguntado se planeja outras manifestações publicas neste sentido, o Clube Militar disse “Talvez”.

O RR também entrou em contato com o STF, que não quis se pronunciar sobre o episódio. Pode ser que seja apenas um jogo de cena, mas uma fonte do Supremo disse à newsletter que não reconhecia qualquer importância na manifestação do General Barbosa. Ao se referir à posição do Clube Militar, em tom irônico o interlocutor chegou a se utilizar da frase proferida pelo ministro Ricardo Vélez ao mencionar o “guru” Olavo de Carvalho e suas seguidas interferências na Pasta da Educação: “Não passam de fenômenos meteorológicos.

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05.04.19
ED. 6088

Reality show

A convocação de Antônio Palocci e Guido Mantega é apenas um aquecimento. O presidente da CPI do BNDES, o deputado tucano Vanderlei Macris, guarda no bolso do colete um pedido de acareação entre os dois ministros da Fazenda do governo Lula.

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05.04.19
ED. 6088

Troca de guarda

Nos corredores da Previ circula a informação de que o presidente da fundação, José Mauricio Coelho, está com os dias contados. O favorito para o posto seria o atual presidente da BB DDTVM, Carlos André, que caiu no gosto do presidente do BB, Rubem Novaes;

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05.04.19
ED. 6088

Boca do caixa

A executiva Paula Cardoso, que assumiu o comando do Carrefour e-Business no Brasil, recebeu carta branca dos franceses para encher o carrinho de compras de startups e plataformas de pagamento eletrônico. O próprio Carrefour Soluções Financeiras tende a virar um banco digital.

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05.04.19
ED. 6088

Um fã de carteirinha do governo Bolsonaro

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes têm um admirador ardoroso. Os médicos do Hospital Sírio Libanês, onde Paulo Maluf esteve internado para tratar de uma pneumonia, são testemunhas dos rasgados elogios feitos pelo ex-governador ao presidente e ao ministro da Economia. Maluf, que cumpre pena em regime domiciliar, relembrou, com indisfarçável orgulho, ter entregue, como governador de São Paulo, o espadim de Capitão do Exército a Bolsonaro. Sobre Guedes, diz que “ele montou excelente equipe e não se mete em outros assuntos que não relacionados à economia”. Os comentários foram feitos antes da explosiva sabatina de Guedes na CCJ da Câmara.

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05.04.19
ED. 6088

O custo do enterro da Valec

A iminente extinção da Valec deverá custar à União algo em torno de R$ 300 milhões apenas na esfera trabalhista. A estimativa inclui funcionários que serão demitidos, processos de empregados terceirizados e um estoque de quase R$ 150 milhões em ações da antiga Rede Ferroviária Federal que se arrastam na Justiça do Trabalho. Procurada, a Valec informou que, “caso seja extinta”, com a quebra dos acordos, “os contratados têm direito ao pagamento do que já executaram, à devolução da garantia e ao pagamento de desmobilização (incluindo demissão de contratados de empresas terceirizadas).”

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05.04.19
ED. 6088

Tiroteio societário na General Shopping

O plano de reorganização societária da General Shopping aprovado no fim do mês passado agravou o contencioso societário da companhia. Moneda Asset Management e Banif Finance, acionistas da empresa, vão tentar na Justiça derrubar a distribuição de dividendos da ordem de R$ 207 milhões. Alegam que a partilha tem como objetivo principal sugar recursos do caixa para os acionistas controladores, leia-se a família Veronezi, que ficará com 70% da derrama. Os mesmos fundos travam uma ferrenha disputa jurídica com o clã, a quem acusam de transferir ilegalmente ativos da administradora de shoppings para outras empresas de sua propriedade.

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05.04.19
ED. 6088

Maçã mordida

Os norte-americanos da Apple estão retomando, ainda que devagarinho, os planos de abrir duas novas lojas no Brasil. Uma delas deverá ficar em São Paulo. A novidade ficaria por conta da instalação de uma loja de rua, modelo comum em outros países, mas ainda não experimentado pela empresa no Brasil.

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05.04.19
ED. 6088

Profilaxia

A assessoria jurídica do Senado vai entrar com recurso no STF para evitar que depoentes da CPI de Brumadinho compareçam ao Congresso munidos de habeas corpus. Até o momento, está uma farra. Só na última quarta-feira, três convocados compareceram na CPI com um HC debaixo do braço.

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05.04.19
ED. 6088

Safra de votos

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, mergulhou de vez na colheita de votos para a aprovação da reforma da Previdência. Já estão previstas para a próxima semana ao menos duas reuniões com a bancada ruralista, seu habitat de origem.

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05.04.19
ED. 6088

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Previ, General Shopping, Moneda, Banif, Apple e Carrefour.

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