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Planos
28.03.19
ED. 6082

Forças Armadas avaliam os riscos do governo Bolsonaro para sua reputação institucional

As Forças Armadas, especialmente o Exército, estão preocupadas com a contaminação da sua imagem devido à participação no governo Bolsonaro através dos generais da reserva. Um oficial do Exército disse ao RR que os generais engolem em seco os desatinos cometidos pelo presidente. “Mas as besteiras estão todas lá presas na garganta”. De acordo com a mesma fonte, está nos planos fazer pesquisas de opinião para medir o quanto a sociedade está sendo impregnada pela mensagem de que a gestão Bolsonaro e os militares são uma coisa só, assim como a quantas vai o prestígio das Forças Armadas.

É sabido que elas são o estamento mais confiável do país. Ao contrário do que dizem a mídia profissional e o tsunami da internet, os militares estão inteiramente voltados para seus afazeres. Estão mais silentes do que no governo anterior, quando o comandante Eduardo Villas Bôas vez ou outra sacudia a jaqueira. O que incomoda muito é a associação com o governo, por intermédio dos generais da reserva distribuídos entre o Palácio do Planalto e os ministérios. Procurado, o Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEX) negou a realização de uma pesquisa de opinião, informando que a Força não faz este tipo de sondagem.

O CCOMSEX disse ainda que “as escolhas do governo são pautadas pela excelência técnico-profissional dos selecionados para cada área. Os militares que trabalham no governo foram selecionados por este critério. A escolha não se deu pelo fato do escolhido ser um militar”. A qualquer frase pronunciada pelo vice-presidente, general Hamilton Mourão, ou por um dos quatro estrelas servindo a gestão Bolsonaro, logo se diz que são os militares falando. Os Altos Comandos também ficaram insatisfeitos com a forma açodada com que foi apresentada a reforma da Previdência dos militares com o remanejamento de carreiras. Soou a privilégio.

Também consideram que a recorrente menção por parte de Bolsonaro a oficiais envolvidos no passado com a tortura traz o tema para o presente. O movimento de 1964 foi reavivado em uma circunstância fora de hora. O presidente formalizou uma celebração que sempre se restringiu a discretas menções em Ordens do Dia das três Forças. Foi como se dissesse: “Olha aqui, está tudo redivivo”.

O resultado é que já está sendo convocada, nas redes sociais, uma grande manifestação para o dia 31 de março, denominada “1964 nunca mais”. A expressão golpe militar, aliás, voltou a ser entoada pelas esquerdas, servindo de palavras de ordem em um momento em que elas careciam de um grito unificador. A preocupação dos militares é que seu namoro com a sociedade venha a ser quebrado justamente pelo governo civil com quem mais se identificaram. Bolsonaro, apesar das suas tentativas de afago, até agora deu a eles motivos de sobra para se envergonhar.

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28.03.19
ED. 6082

Defensores públicos vão ao Supremo

As defensorias públicas estão em campanha junto ao STF. Tentam sensibilizar a Suprema Corte a acelerar o julgamento da ação indireta de constitucionalidade sobre a taxa anual que seus integrantes são obrigados a pagar à OAB. Usam como argumento o fato de que o defensor público é um funcionário do Estado e só pode advogar para a população desassistida. No ano passado, o pleito ganhou fôlego com a decisão do STJ de que os advogados no exercício de cargos na Defensoria não precisam de inscrição prévia na Ordem. Falta o veredito do Supremo.

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28.03.19
ED. 6082

Guerra ao amianto

Na esteira do STF, as instâncias inferiores do Judiciário também parece ter aberto fogo contra o amianto. Na última segunda-feira, a 6a Turma do TRF-1 condenou a Sama Minerações, leia-se a Eternit, e a Saint Gobain a pagar uma indenização somada de R$ 31.423.370,00. A ação é um bom exemplo do dístico “A Justiça tarda, mas não falha”. Refere-se a danos morais decorrentes da exploração de amianto em Bom Jesus da Serra (BA) no longínquo período de 1940 a 1967. Nesse intervalo, ocorreram diversos adoecimentos e mortes na cidade, atribuídos aos efeitos cancerígenos do mineral. Segundo o RR, tanto a Eternit quanto a Saint Gobain vão recorrer ao STJ.

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28.03.19
ED. 6082

Anvisa “à venda”

A indicação do novo diretor da Anvisa está na balança do PRB, do Pastor Marcos Pereira, para o apoio à reforma da Previdência. O Palácio do Planalto chegou a indicar o general Paulo Sadauskas para o cargo, mas estranhamente retirou o seu nome.

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28.03.19
ED. 6082

O “Calabar” do sindicalismo?

A reunião do Conselho Deliberativo do FAT (Codefat), na última terça-feira, destampou uma cisão entre as grandes centrais sindicais do país. A União Geral dos Trabalhadores (UGT) é acusada por suas congêneres de ter “vendido” seu voto ao governo para garantir sua permanência no Codefat. A UGT foi a única central sindical a votar a favor do compartilhamento do SINE (Sistema Nacional de Emprego) com empresas privadas de recolocação de trabalhadores – ver RR de 20 de março. Ajudou o governo a aprovar a proposta com ampla vantagem – 12 votos a cinco. Na mesma reunião, o Conselho decidiu reduzir de seis para três o número de representantes das entidades sindicais na entidade. As vagas ficarão com as centrais com maior “índice de representatividade dos trabalhadores”. Dirigentes da Força Sindical e da CUT apostam que a UGT estará entre os “eleitos”.

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28.03.19
ED. 6082

Pedra no caminho

Ainda há algumas arestas no processo de fusão da Aliansce e da Sonae Sierra, leia-se a criação do segundo maior grupo de shoppings do país. A principal divergência diz respeito à participação da GIC, o fundo soberano de Cingapura, e do Jaguar Partners no capital e na gestão da nova empresa. Os dois são acionistas da Aliansce.

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28.03.19
ED. 6082

Brinquedinho

O trilhardário Mumtalakat, fundo soberano do Bahrein e acionista do autódromo local, deve alinhar no grid de candidatos à privatização de Interlagos.

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28.03.19
ED. 6082

É só bater no Capitão…

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) deveria seguir Rodrigo Maia: um cascudo de vez em quando em Bolsonaro ajuda. Líderes partidários têm criticado duramente Alcolumbre pela perda de protagonismo do Senado em relação à Câmara.

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28.03.19
ED. 6082

Todos sonham com o TSE

A defesa do ex-ministro Henrique Alves vai pedir a transferência do inquérito contra o emedebista para a Justiça Eleitoral, aproveitando a janela aberta pelo STF. Ontem, Edson Fachin determinou a migração das investigações para a primeira instância.

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28.03.19
ED. 6082

Ponto final

Procurados pelo RR, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: UGT, Aliansce e Sonae Sierra.

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