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Planos
25.03.19
ED. 6079

Evangélicos viram o arrimo do governo Bolsonaro

O governo Bolsonaro caminha para se tornar uma teocracia, ao menos no que diz respeito a sua sustentação política. Em meio a uma drástica queda da sua popularidade, o presidente foi confortado pela sua base religiosa com o aviso de que as manifestações de apoio vão se intensificar a partir do início do mês de abril. Os líderes e parlamentares da chamada “bancada da Bíblia” pretendem realizar um ato de desagravo a Bolsonaro, além de diversas iniciativas midiáticas para o fortalecimento do presidente.

Entre outras ações articuladas está uma caravana de fiéis a Brasília para uma grande manifestação em favor do governo. Bolsonaro deverá também comparecer a templos religiosos e participar de cultos ao lado dos fiéis – desde já, pode se imaginar o manancial de imagens que será despejado, viralizado, compartilhado, curtido e comentado a partir das redes sociais do presidente. Outra medida que está sendo articulada é a ida do Capitão a emissoras e programas de TV dirigidos à comunidade evangélica – um complemento à estratégia de comunicação utilizada na campanha, quando o então candidato deu prioridade a atrações de perfil popular.

As recentes pesquisas revelam a gradativa deterioração da base de apoio a Bolsonaro no eleitorado. O sentimento de antilulismo, que aglutinou milhões de eleitores em favor do Capitão, começa a se dissipar – não há mais “inimigo” a ser combatido. Entre os mais pobres, mesmo aqueles que votaram em Bolsonaro, crescem os índices de desaprovação do governo. Sobram os evangélicos, como mostrou o mais recente levantamento do Ibope. É nesse núcleo que se encontram os mais altos e resilientes índices favoráveis à gestão Bolsonaro. Entre os pentecostais, 61% consideram o atual governo ótimo ou bom.

É quase o dobro da média de todo o eleitorado – 34%. O índice de confiança entre os evangélicos é de 56% – na população como um todo, esse contingente caiu de 62% para 49% em menos de 90 dias desde a posse de Bolsonaro. À medida que o apoio dos demais segmentos se esfarela, e com razoável velocidade, cresce na direção oposta o peso dos evangélicos na sustentação do governo. Apoio é bom e todo mundo gosta. Mas nunca é de graça.

A romaria pró Bolsonaro deverá custar a manutenção de ministros indesejáveis ou a troca por outros igualmente cabulosos. O que pode ser pior? Aumentar ainda mais a cota da “bancada da Bíblia”. O valor de troca é alto, mas a contrapartida não é pouca: garantir uma legião de defensores do presidente durante um período em que a sua popularidade vai secar junto aos demais segmentos da sociedade. A agenda de Bolsonaro é contracionista, antipática e enfezada. Pode ser que, no médio e longo prazos, ajustes, cortes e reformas se mostrem acertados. Mas no presente só a religiosidade dá cabo de um ambiente tão desagradável.

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25.03.19
ED. 6079

O calvário da OAS está chegando ao fim?

O presidente da OAS, Josedir Barreto, passou os últimos dias em contato direto com os maiores credores da empreiteira. O executivo garantiu a todos que a companhia vai anunciar o fim da sua recuperação judicial até a próxima semana. Trata-se do gatilho que vai disparar a transferência da participação da OAS na Invepar (25%) para os seus credores, por sua vez prevista para 16 de abril. Para Previ, Petros e Funcef, que detêm o restante do controle da holding de concessões públicas, pode ser o fim de um problema ou o início de outro. Uma revoada de fundos abutre, liderada pelo Aurelius, está prestes a aterrissar na Invepar. Consultada, a OAS disse “que vem trabalhando a fim de cumprir todas as etapas necessárias e seguir com seus negócios”. A empresa informou ainda que, “no dia 15 de março, pagou uma parcela de R$ 15,3 milhões da sua dívida”.

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25.03.19
ED. 6079

Ultra quer voltar a ser Ultra

O Grupo Ultra prepara uma emissão de títulos no exterior, que será realizada até junho. A ordem é alongar o perfil da dívida, trazendo o nível de alavancagem para a habitual zona de conforto. Segundo o RR apurou, o Ultra já vai apresentar no balanço do primeiro trimestre uma relação dívida líquida/ebitda inferior à registrada em dezembro – 2,7 vezes. Ainda assim, para os padrões conservadores do grupo, o sarrafo está alto demais. Há pouco mais de um ano, a razão entra a dívida e o Ebitda não passava de 1,8.

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A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, tem se empenhado para adubar a Embrapa. As gestões junto à área econômica envolvem uma verba suplementar para garantir que a estatal ao menos cumpra o orçamento previsto para este ano, da ordem de R$ 3,5 bilhões. A Embrapa tem sofrido com seguidos cortes orçamentários, o mais recente deles, no ano passado, de 20%.

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25.03.19
ED. 6079

Inimigo íntimo

A bancada do PSL, a começar pela indômita Joice Hasselmann, tem feito duras críticas nos bastidores ao correligionário Felipe Francischini, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Mais de um mês após o presidente Jair Bolsonaro encaminhar à Casa a proposta da reforma da Previdência, a CCJ sequer deu a partida na análise de admissibilidade do projeto.

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25.03.19
ED. 6079

Mão armada

O senador Major Olímpio e o deputado federal Capitão Augusto, próceres da “bancada da bala”, costuram uma operação-tartaruga para brecar projetos de interesse de Rodrigo Maia em retaliação à fritura do pacote anticrime de Sérgio Moro. A articulação política do governo Bolsonaro é um faroeste.

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25.03.19
ED. 6079

Cassinos buscam um novo “cabo eleitoral”

O lobby dos cassinos procura um novo “porta-voz” no governo. Acusado de comandar o “laranjal” do PSL, o ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antonio, tornou-se o anti-garoto propaganda. A cada declaração do ministro favorável à proposta, o projeto que libera o jogo no país volta uma casa no tabuleiro.

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25.03.19
ED. 6079

Ameaça à Norte-Sul

A AGU está mobilizada. Os advogados da União consideram alta a probabilidade de uma ação de última hora para brecar o leilão da Norte-Sul, marcado para a próxima quinta-feira. O risco maior vem do próprio Ministério Público Federal, que em fevereiro pediu à Justiça, sem sucesso, a suspensão da licitação do trecho entre Porto Nacional (TO) e Estrela D´Oeste (SP).

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25.03.19
ED. 6079

Folhetim

Um novo “personagem” atravessa o caminho de Aguinaldo Silva. A escritora Bárbara Rastelli entrou com uma ação na 1ª Vara Cível da Comarca de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, acusando o dramaturgo de plágio. Ela alega que a novela “O Sétimo Guardião” é cópia do seu livro “As Muralhas da Vida Eterna”, registrado na Biblioteca Nacional em 2014. Ela pede uma indenização de R$ 150 mil.

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25.03.19
ED. 6079

Mando de campo

A francesa Lagardère, que esteve perto de assumir a concessão do Maracanã em 2017, já manifestou interesse em participar da nova licitação do estádio. A questão é saber se as divergências com o Flamengo, que inviabilizaram a operação àquela altura, ficaram no passado.

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25.03.19
ED. 6079

Ponto final

Procuradas pela RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Grupo Ultra e Lagardère.

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