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Planos
21.03.19
ED. 6077

Embaixada em Washington amplia divergências entre Jair Bolsonaro e o General Mourão

A escolha do futuro embaixador do Brasil em Washington tem servido para agravar o dissenso entre Jair Bolsonaro e o General Hamilton Mourão. Dentro do governo, o vice-presidente da República é hoje a principal voz contra a disposição de Bolsonaro em nomear para o posto o diplomata de carreira Nestor Forster Junior. Brecar a indicação de Forster Junior significa impedir o avanço de Olavo de Carvalho, uma espécie de Rasputin dos tempos modernos – com a ressalva de que, se o místico russo ganhou poder a partir da relação com a czarina Alexandra, o “guru da Virgínia” tratou de conquistar o filho do “Czar”, Eduardo. Mourão considera o cientista político Murillo Aragão, também apontado como candidato ao cargo, um nome mais palatável, ainda que não se trate de um diplomata de carreira. Mas a solução que ele passou a defender nos últimos dias é a manutenção do embaixador Sergio Amaral.

A probabilidade, ressalte-se, é pequena. Bolsonaro já sinalizou a troca de 15 embaixadores, entre eleso próprio Amaral. No entanto, não são poucos os handicaps de Amaral. Além da incontestável experiência, ele conhece cada escaninho de Washington. Sua permanência evitaria a “politização” ou, ainda mais, a “ideologização” daquele que é considerado o terceiro posto mais importante da diplomacia brasileira – atrás apenas do próprio cargo de chanceler e da SecretariaGeral do Itamaraty. Há uma questão fulcral que aumenta o envolvimento e o interesse do General Mourão pela definição do embaixador brasileiro em Washington.

Do ponto de vista militar, trata-se de um território estratégico. Importantes organismos internacionais estão sediados ou mantém importantes representações na capital norte-americana, como OEA, OTAN, para não falar do próprio Pentágono. As cercanias de Washington reúnem também um dos maiores cinturões de empresas da área de Defesa. Não é de hoje que a indicação do embaixador brasileiro em Washington corrói a relação entre o presidente e o vice-presidente da República. No próprio Itamaraty circula a informação de que, em uma das primeiras reuniões realizadas no Planalto para tratar desta questão, Jair Bolsonaro acenou com a possibilidade de indicar o próprio Olavo de Carvalho para o posto.

Consta que, de imediato, Mourão teria dito algo como “Qualquer um, menos Olavo”. A rachadura criada pela escolha do futuro embaixador se estende aos militares. No caso específico da indicação do novo representante diplomático do Brasil em Washington, a obsessão de Bolsonaro por Olavo de Carvalho cinde os quatro estrelas do Planalto, a começar pelo próprio General Augusto Heleno, um dos mais próximos conselheiros do presidente. De qualquer forma, independentemente de qual venha a ser a escolha de Bolsonaro para o posto, o fato é que este é um episódio em que Mourão ganha mesmo se perder. Sua ofensiva contra Olavo de Carvalho garante que o estamento militar e toda a base do Itamaraty, instância tão ou mais corporativa do que as próprias Forças Armadas, estarão ao seu lado nesta batalha.

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21.03.19
ED. 6077

Kramer vs. Kramer

O senador Carlos Vianna (PSD-MG), relator da CPI de Brumadinho, pretende realizar uma acareação entre dirigentes da Vale e os engenheiros Makoto Namba e André Yassuda, contratados pela empresa de auditoria alemã Tüv Süd. Ambos assinaram uma declaração de estabilidade da barragem, informando que as estruturas se adequavam às normas de segurança. Por todas as circunstâncias, o encontro frente a frente promete ser um dos momentos de maior tensão da CPI. Desde a tragédia, que provocou 206 mortes até agora confirmadas, Vale e Tüv Süd têm se acusado mutuamente, uma tentando criminalizar a outra.

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21.03.19
ED. 6077

O “dono” de Itaipu

Carlos Marun, que se notabilizou como um soldado do governo Temer, parece estar à vontade na tropa do presidente Jair Bolsonaro. Devidamente aninhado no Conselho de Itaipu Binacional, Marun está tomando à frentedo projeto de construção da nova ponte entre Brasil e Paraguai. A companhia financiará quase que integralmente o empreendimento, orçado em torno dos US$ 270 milhões. Na próxima terça-feira, por exemplo, Marun deverá liderar uma comitiva de representantes dos dois países que fará uma visita ao futuro canteiro das obras do lado brasileiro.

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21.03.19
ED. 6077

Fake (and old) news

Nos últimos dias, circula no Facebook a informação de que o deputado estadual Rogério Medina (MDB-ES) propôs a criação de cotas para evangélicos em concursos públicos. Tudo mentira, aliás, mentira velha – não por acaso trazida novamente à tona no governo Bolsonaro. O mesmo boato surgiu em 2015 e foi desmentido à época. Aliás, Medina nem mais é parlamentar

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21.03.19
ED. 6077

MP pisa no calo da indústria calçadista

O aparelho de Justiça saiu no encalço da indústria calçadista nacional. O motivo, que a princípio pode até soar prosaico, é o destino das caixas de sapato. O RR apurou que os Ministérios Públicos de São Paulo e do Paraná também vão pedir à Justiça que os fabricantes de calçados sejam obrigados a adotar o sistema de logística reversa para o descarte de embalagens. Seguem, assim, os passos do MP do Mato Grosso do Sul. Caso a Justiça acolha o pedido, as empresas que não realizarem o recolhimento de caixas de papelão serão multadas com base na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

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21.03.19
ED. 6077

Brainstorming

Vem aí uma das concorrências mais aguardadas pelas agências de publicidade: a licitação da conta da Câmara de Vereadores de São Paulo. Serão R$ 27 milhões por um contrato de 12 meses para “fortalecer a imagem institucional” da Casa.

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21.03.19
ED. 6077

Operação casada

Gigante mundial do e-commerce, a japonesa Rakuten está garimpando fintechs no Brasil especializadas em pagamentos eletrônicos.

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21.03.19
ED. 6077

Lavoisier

Há uma dose de cenografia no investimento de R$ 10 bilhões em São Paulo anunciado pela GM na última terça-feira. Uma parte da cifra, algo como R$ 3 bilhões, é uma “sobra” do plano estratégico para o Brasil apresentado pela montadora em 2017.

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21.03.19
ED. 6077

Na mira dos credores

Dois bancos credores da Livraria Cultura têm se movimentado para convencer outras instituições financeiras e fornecedores a votarem contra o plano de recuperação judicial da empresa na assembleia marcada para amanhã. O motivo é a figura do “credor incentivador” incluída na proposta: os credores que quiserem receber sua dívida com deságio menor terão de continuar injetando dinheiro na Cultura.

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21.03.19
ED. 6077

Ponto final

Procurados, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: GM, Cultura e Rakuten.

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