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Planos
18.03.19
ED. 6074

Nióbio provoca uma guerra fria entre Minas e os Moreira Salles

Há uma queda de braço subterrânea sendo travada entre a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e a Companhia Brasileira de Mineração e Metalurgia (CBMM), controlada pela família Moreira Salles. O enredo é sucinto: a Codemge entende que a CBMM não tem honrado o contrato para a exploração da reserva de nióbio de Araxá e vem repassando aos cofres públicos um valor inferior ao que deveria. A Companhia de Desenvolvimento é acionista majoritária da também estatal Codemig e responde pela participação desta última na joint venture com a CBMM.

Três pareceres emitidos por renomados escritórios de advocacia de fora de Minas Gerais apontaram a empresa dos Moreira Salles deve transferir ao estado 50% dos ganhos da mineradora. O estado e a CBMM dividem igualmente os direitos de lavra. Na prática, porém, a CBMM tem repassado 25% dos lucros com a operação. O que está em jogo é uma diferença de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão. Os números tomam como base os ganhos registrados pela companhia nos últimos três balanços.

O RR tem informações seguras de que esse questionamento está ocorrendo no âmbito do Conselho da Codemge. Mas, à medida que as empresas envolvidas foram sendo consultadas, verificou a existência do que poderia se chamar de uma operação-abafa. As partes se dispõem a tratar do assunto na superfície, mas evitam descer ao território dos detalhes, onde se revela a veracidade dos fatos. Em uma primeira consulta, no dia 12 de março, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais informou que “não há qualquer divergência com a CBMM e as transferências estão de acordo com a previsão contratual”.

No dia 14, perguntada pelo RR sobre a posição dos três escritórios de advocacia, a Secretaria respondeu que “o conselho da Codemge não é responsável pelo relacionamento com a CBMM”. Sobre os referidos pareceres, nenhuma linha. A mineradora dos Moreira Salles, por sua vez, também nega qualquer desacordo e diz que “os valores pagos à Codemig correspondem integralmente aos percentuais previstos na escritura pública”. Segundo a CBMM, a “participação da Codemig é trimestralmente submetida à revisão por auditores independentes, que atestam a regularidade dos pagamentos sem qualquer ressalva.” Há uma circunstância que corrobora o repasse dos royalties ao estado. Depois da tragédia de Brumadinho, as receitas da Vale em Minas Gerais vão desabar com a paralisação, sabe-se lá por quanto tempo, das atividades da companhia no estado, o que terá um grave impacto sobre a arrecadação fiscal. Nada mais natural que Romeu Zema busque formas de compensar essa perda.

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18.03.19
ED. 6074

Rito de passagem

O ex-presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, pode aterrissar no Insper. Ilan tem uma quarentena a cumprir. Ficaria na universidade o tempo necessário para retornar ao mercado financeiro. Ilan deixou o BC com ares de um Paul Volcker tupiniquim.

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18.03.19
ED. 6074

Parceria público-privada

Os Correios puxaram o gatilho e os grandes grupos internacionais de cargas expressas foram atrás. A partir desta semana, FedEx, DHL e congêneres começam a majorar seus preços com reajustes próximos ao da estatal, na casa dos 8%. Ou seja: os usuários intensivos deste serviço, a começar pelas redes varejistas, não terão para onde correr. Tá tudo dominado.

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18.03.19
ED. 6074

“Bolsa refugiado”

Após a remoção de 234 venezuelanos da última quarta-feira, o governo já trabalha na próxima etapa do processo de interiorização de refugiados. No dia 23 de março, cerca de 160 pessoas serão levadas de Roraima para o Mato Grosso do Sul, com promessa de emprego em indústrias de alimentação.

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18.03.19
ED. 6074

O mapa da nutrição infantil

Segundo o RR apurou, o Ministério da Saúde e a UFRJ iniciam nesta semana uma espécie de censo da nutrição infantil. A amostragem será de aproximadamente 15 mil domicílios, em 123 municípios. Entre outras ações de caráter diagnóstico, o trabalho prevê a realização de exames de sangue em menores para mapear 14 micronutrientes classificados como vitais nessa idade pela Organização Mundial da Saúde. Os resultados servirão como subsídios para a formulação de políticas públicas voltadas à prevenção de doenças infantis. Os primeiros estados contemplados serão Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.

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18.03.19
ED. 6074

Descarga financeira na Ceal

Além dos mais de R$ 500 milhões pagos pela concessão, a Equatorial Energia prepara um aumento de capital na Ceal. O valor deve passar dos R$ 400 milhões. A distribuidora alagoana, arrematada em dezembro, carrega um patrimônio líquido negativo de quase R$ 600 milhões e uma dívida na casa de R$ 1,5 bilhão.

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18.03.19
ED. 6074

Energia indiana

Depois dos chineses, agora são os indianos que vêm desembarcando gradativamente no setor elétrico brasileiro. A CESC Limited, sediada em Calcutá, surge como candidata à compra de concessões na área de transmissão. O grupo já fez chegar ao Ministério de Minas e Energia seu interesse na licitação da linha Cruzeiro do Sul-Feijó, no Acre, que deverá ser levada a leilão pela Aneel neste ano. A CESC junta-se à conterrânea Sterlite Power, que já está investindo cerca de R$ 7 bilhões em transmissão no Brasil.

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18.03.19
ED. 6074

Sementinha

A Los Grobo, grupo agrícola do bilionário argentino Gustavo Grobopatel, está garimpando áreas para o plantio de soja no sul do país

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18.03.19
ED. 6074

Carro difícil de vender

Em busca de um comprador para a fábrica que a Ford vai fechar em São Bernardo do Campo, o “adviser” João Doria já riscou um nome da sua lista. Procurada pelo governo paulista, a Fiat Chrysler já disse “não”. Suas três fábricas no país – duas em Minas Gerais e uma em Pernambuco – são mais do que suficientes.

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18.03.19
ED. 6074

Vegas do Nordeste

Os novos controladores da Costa do Sauípe jogam suas fichas na liberação do jogo no Brasil. O fundo Aviva Algar já tem um projeto alinhavado e até um sócio internacional engatilhado para transformar o resort em uma pequena Las Vegas do Nordeste.

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Antonio Carlos Maluf já se apresenta como o secretário em definitivo da Casa Civil do governo de João Doria. Gilberto Kassab, que se licenciou do cargo para responder às denúncias de corrupção, é visto no Palácio dos Bandeirantes como lenha queimada.

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18.03.19
ED. 6074

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Equatorial, FedEx, DHL e Costa do Sauípe.

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