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Planos
13.03.19
ED. 6071

Crise venezuelana expõe vulnerabilidades do sistema brasileiro de Defesa

A grave situação da Venezuela e a ameaça latente de um confronto com o país vizinho deverão precipitar decisões de investimento na área de Defesa. O governo Bolsonaro estuda acelerar a liberação de recursos com o objetivo de antecipar a execução de projetos estratégicos para o reapareento das Forças Armadas. A crise venezuelana serviu para expor, de forma mais aguda, fragilidades do Brasil na área militar, resultado de um acúmulo de decisões estratégicas equivocadas e dos seguidos cortes do orçamento para o setor feitos desde a gestão de Fernando Henrique Cardoso.

Um dos investimentos que se mostram prioritários é a aquisição de um novo sistema de defesa antiaérea. As Forças Armadas dispõem basicamente do equipamento portátil RBS-70, da Saab, comprado por ocasião da Copa do Mundo e da Olimpíada. Seu alcance é de, no máximo, cinco mil metros de altura. Seria, portanto, insuficiente para abater o Sukhoi-30, que pode ultrapassar os 12 mil metros de altitude. Ainda que não se saiba muito bem o seu atual estado de conservação, os caças de fabricação russa usados pela Força Aérea da Venezuela foram projetados para ter autonomia de mais de três mil km.

Ou seja: apenas a título de exemplo, no caso de um hipotético combate, essas aeronaves poderiam sair de Caracas, proceder um ataque a Manaus e retornar à capital venezuelana. Nos últimos anos, o Brasil chegou a negociar a aquisição do sistema russo Pantsir S1, capaz de atingir até 15 mil metros de altitude. No entanto, as tratativas para a compra do equipamento ou eventualmente de outro sistema similar foram congeladas no governo Temer. Devido à delicadeza do tema, o RR entrou em contato com o Ministério da Defesa no dia 25 de fevereiro, encaminhando uma série de perguntas. A Pasta não se pronunciou.

Diante de novas informações apuradas junto à mesma fonte nesse intervalo, a newsletter teve o cuidado de voltar ao órgão ontem, por intermédio de e-mails e telefonemas à assessoria de comunicação. Mais uma vez, oMinistério não se manifestou. Outra vulnerabilidade que ficou um pouco mais evidente no meio da crise venezuelana diz respeito ao monitoramento aeroespacial do território brasileiro e da zona de fronteira. O Brasil tem uma carência de satélites de vigilância mais eficientes. Neste momento, por exemplo, as Forças Armadas brasileiras estariam encontrando dificuldades para monitorar com precisão a posição dos Sukhoi venezuelanos e suas manobras de voo.

Da mesma forma, o Exército estaria trabalhando com informações desencontradas sobre o real poderio dos dois sistemas antiaéreos S-300 que os venezuelanos chegaram a posicionar recentemente a 11 km da divisa com Roraima. No total, o equipamento pode carregar até quatro lançadores de mísseis, mas não se sabe ao certo se ele vem sendo usado a plena carga pelo exército venezuelano. Estes pontos cegos na vigilância da fronteira poderiam ser temporariamente eliminados com acompra de conjuntos de foguete e satélite de menor porte – alguns não custam mais de US$ 2 milhões.

A escassez orçamentária, somada a um escamoteado receio dos governos civis em empoderar em demasia as Forças Armadas após a redemocratização do país, foi criando algumas lacunas na área de Defesa. A última grande manobra operacional do Comando Militar da Amazônia, vital para simular estratégias de combate e testar equipamentos em ampla escala, teria se dado em 1993. É necessário ressaltar ainda que investimentos militares, por maiores que sejam, não têm efeito imediato sobre o poderio bélico de uma nação. Há um tempo razoável até que novos equipamentos estejam plenamente integrados às Forças Armadas. Um exemplo: em média, reza o protocolo que um piloto de caça só consegue dominar plenamente a aeronave após três anos de treinamento.

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13.03.19
ED. 6071

O pouso da Azul

O RR apurou que a Azul vai sacramentar até amanhã o pagamento de US$ 40 milhões à Avianca. Trata-se do valor máximo acertado com German Efromovich como adiantamento pela compra dos ativos da companhia. Procurada, a Azul nega o pagamento. Está feito o registro. No entanto, de acordo com a fonte do RR, os últimos detalhes do acordo foram pactuados ontem à tarde.

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13.03.19
ED. 6071

“Reforma” da Previdência chega ao campo

Empresas como Bunge, ADM, Cargill etc sofreram uma derrota inesperada na última segunda-feira, com uma decisão proferida por Edson Fachin. O ministro do STF declarou a Associação Brasileira dos Produtores de Soja e a União da Agroindústria Canavieira (Única) como “amicus curiae” na ação que discute a constitucionalidade da tributação previdenciária sobre exportações indiretas de produtos agrícolas. Na prática, os agricultores passaram a ser parte interessada no processo, não obstante o forte lobby das tradings na direção contrária. A decisão sugere uma reviravolta na ação, aumentando o risco de que, nesses casos, o pagamento do INSS de agricultores recaia sobre as tradings exportadoras de grãos. A conta pode chegar a R$ 10 bilhões por ano.

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13.03.19
ED. 6071

Descriminalização da política

A Comissão de Ética da Presidência da República passará a ser, digamos assim, mais prudente no governo Bolsonaro. Paulo Lucon, que assumiu o comando do órgão ontem, recebeu a orientação de só abrir o processo ético contra autoridades da administração federal após a conclusão de inquérito policial apontando os indícios de culpabilidade.

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13.03.19
ED. 6071

Mudança de Rumo

A russa RZD desistiu da licitação da Norte-Sul, mas não do Brasil. O novo alvo é uma associação com a Malha Paulista, concessão controlada pela Rumo Logística, de Rubens Ometto.

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13.03.19
ED. 6071

Dinheiro no buraco

Segundo informações filtradas do Ministério da Agricultura, as seguidas paralisações da BR-163 por conta das chuvas de verão já causaram às tradings agrícolas prejuízos da ordem de R$ 400 milhões desdedezembro. Por essas e outras, a licitação da rodovia é prioridade absoluta no Ministério de Infraestrutura.

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13.03.19
ED. 6071

Toyota na contramão

A Toyota vai investir cerca de R$ 1 bilhão na sua fábrica de Sorocaba (SP). Segundo o RR apurou, os japoneses vão produzir um SUV na unidade. Não deixa de ser um alento para a indústria automobilística em São Paulo. A Ford acaba de anunciar o fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo.

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13.03.19
ED. 6071

Fora, Benjamin

O governo Bolsonaro busca um novo maquinista para a Transnordestina. A convicção é de que com Benjamin Steinbruch não há jeito desse trem sair do lugar. O assunto está no gabinete do ministro da Infraestrutura, Tarcisio Freitas, e já foi solicitado um parecer ao TCU.

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13.03.19
ED. 6071

Soja indiana

A UPL, gigante indiana da área de agroquímicos com receita na casa dos US$ 5 bilhões, pretende concentrar no Brasil sua operação de desenvolvimento de sementes de soja. É adubo para mais de US$ 1 bilhão por ano.

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13.03.19
ED. 6071

O campeão voltou

Após um longo autoexílio, o expresidente da CBF Ricardo Teixeira voltou a bater bola com sua antiga casa e dirigentes de clubes brasileiros. Entre outras jogadas ensaiadas, estaria representando investidores do Oriente Médio.

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13.03.19
ED. 6071

Ponto final

Procuradas, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Rumo Logística e Toyota.

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