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Planos
12.03.19
ED. 6070

Militares pressionam por um “Plano Guedes” para o desenvolvimento nacional

A ala militar do governo está irmanada em torno da reforma da Previdência. Não há dúvida. Mas não fecha integralmente com o projeto do ministro da Economia, Paulo Guedes, de fazer do governo uma grande ceifadora do Estado. Os generais do Planalto estão uníssonos em evitar qualquer manifestação que desvie a prioridade da Previdência. Internamente, entretanto, pressionam diretamente Guedes para que prepare um mapa do desenvolvimento com maior clareza do que as lojas permanentes à mão invisível do mercado.

O general Hamilton Mourão defende um plano de longo prazo que contemple metas para a erradicação dos problemas mais graves do país. Acha também que o governo tem de enviar comitivas de alto nível, constituídas, inclusive, por oficiais da ativa – vários projetos passam direta ou indiretamente pelas Forças Armadas – para negociar financiamentos de porte. China, Rússia, Estados Unidos e Índia seriam os targets. São países com os quais o Brasil tem mais interesses geopolíticos e econômicos. O governo levaria como contrapartida novos projetos de infraestrutura, venda das estatais e concessões em condições privilegiadas, além da exploração de ativos minerais e terras agrícolas. O Brasil precisa investir valores elevados no seu crescimento.

Essa conta não pode ser colocada nas costas do Estado. O general Carlos Alberto dos Santos Cruz é outro militar do Planalto que discorda do discurso monotônico de Guedes. Santos Cruz diz abertamente que não acredita nos valores gigantes que o ministro da Economia propaga como absolutamente necessário cortar para equilibrar as contas do Estado. O general acredita que há muito dinheiro a recuperar e considera um absurdo toda essa quebradeira no aparelho público federal, estadual e municipal sem que ninguém tenha sido responsabilizado.

Todos os generais acham que o problema social depende de crescimento e que o crescimento depende de investimentos, preferencialmente nos setores fundamentais. A pressão sobre o ministro da Economia é grande. É possível que ele tenha que se dedicar a um “Plano Guedes”, voltado para o setor real de forma a criar um horizonte para realizações físicas. Essa seria a forma de tornar menos áridas as ações do ajuste fiscal, tais como mudança no salário mínimo, reforma administrativa, fim da estabilidade do funcionalismo público, abertura da economia, entre outras medidas de caráter extremamente antipático que, à primeira vista, sinalizam para a perda de competitividade e empobrecimento da população.

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12.03.19
ED. 6070

Sempre alerta

O presidente do Banco do Brasil, Rubens Freitas Novaes, vai mudar o discurso, sempre crítico sobre o quadro de pessoal, corporativismo e controle da instituição pelo Estado. Novaes continua pensando a mesma coisa. Mas recebeu um conselho daqueles que devem ser seguidos.

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12.03.19
ED. 6070

Roleta da fake news

O empresário Pedro Grendene Filho, herdeiro de uma das maiores fabricantes de calçados do país, é vítima de uma fake news de museu. Nos últimos dias, milhares de grupos de WhatsApp têm recebido um vídeo em que Grendene aparece ao lado de amigos festejando a conquista de um prêmio na roleta de um cassino de Punta del Leste. Junto à gravação um texto informa que o empresário embolsou US$ 3,5 milhões na jogatina durante o Carnaval. A notícia é tão fake quanto “old”. O vídeo – de fato protagonizado por Grendene – é de 2017. E, na ocasião, ele embolsou “apenas” US$ 50 mil. Consta que o herdeiro da Grendene já tentou retirar a gravação de redes sociais, sem sucesso.

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12.03.19
ED. 6070

Escolha de Sofia

O assunto é doloroso para José Carlos Magalhães e Eduardo Mufarej, afinal são 17 anos de estrada. Mas, amizade à parte, está cada vez mais difícil para a dupla seguir com Pedro Faria ao seu lado na Tarpon Investimentos. A descoberta de que a BRF teve uma perda de R$ 200 milhões com derivativos de ações durante a gestão de Faria é mais um tiro que ricocheteia na reputação da própria gestora. Para não falar da criminalização da empresa, com a Operação Carne Fraca.

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A “invasão chinesa” no setor elétrico, tão criticada por Jair Bolsonaro, terá um novo capítulo. O RR apurou que a China Communications Construction Company (CCCC), que está desembolsando R$ 2 bilhões em um porto no Maranhão, vai investir em geração renovável no Brasil. O alvo é energia eólica.

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12.03.19
ED. 6070

A morte a morte do trabalhismo

Economistas do Dieese passaram o fim de semana elaborando propostas de emendas para a MP 873 que serão encaminhadas hoje pelo PT à Câmara dos Deputados e ao Senado. Trata-se do último dia para mudanças no texto da Medida Provisória, que proíbe o desconto automático da contribuição sindical sobre o salário dos trabalhadores. O trabalho do Dieese deve ser em vão. É pouco provável que os partidos de oposição consigam mexer na MP, chamada pelas centrais de trabalhadores como o “AI 5 Sindical”

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12.03.19
ED. 6070

“Luizinho” e “Pezão”, uma dupla inseparável

Luiz Carlos Vidal Barroso, o “Luizinho”, ex-assessor de Luiz Fernando Pezão entrou no STF com pedido de revogação da sua prisão preventiva. “Luizinho” foi detido em dezembro na Operação Boca de Lobo, desdobramento da Lava Jato. Os procuradores estão convictos de que o ex-assessor pode levar a novas pegadas de Pezão ainda não mapeadas pelo MPF.

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12.03.19
ED. 6070

“Vale-funerária”

A Vale poderá sancionar um novo “benchmarking” na remuneração de executivos: o “bônus da morte”. Caso se confirmem a saída em definitivo de Fabio Schvartsman e de outros três diretores, afastados temporariamente de seus cargos, e o pagamento de R$ 80 milhões em indenizações a eles, o quarteto receberia o correspondente a R$ 406.091,37 por cada um dos 197 mortos de Brumadinho. É mais do que a mineradora propôs pagar ao cônjuge ou a cada filho de vítimas da tragédia – R$ 300 mil.

Por falar em Brumadinho, segundo o RR apurou, em um mês a Agência Nacional de Mineração inspecionou 23 barragens em Minas Gerais. É quase um terço de todas as vistorias feitas pelo órgão regulador em 2018 – 73. Números de um país habituado a encher de trancas uma porta arrombada.

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12.03.19
ED. 6070

Os terrenos da Havan

O fundo de investimento Challenger, ligado à Havan, estaria envolvido em negociações para a compra de quatro terrenos na Região Sul. Ou vem por aí uma nova leva de lojas da rede varejista ou o empresário Luciano Hang, apoiador de primeira hora de Bolsonaro, virou um especulador de mão cheia da área de real estate.

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12.03.19
ED. 6070

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: CCCC e Havan.

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